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Arquitetura comercial

Iluminação para bares e restaurantes – 5 dicas valiosas

Costumo dizer que a iluminação está para a arquitetura da mesma forma como a cereja está para o bolo: é ela quem faz o arremate final e valoriza todo o trabalho de projeto e execução do design de qualquer tipo de espaço. Uma iluminação bem feita tem a capacidade de potencializar todas as intenções do projeto e provocar emoções e sensações nas pessoas, porém, quando não está adequada ao ambiente, o efeito pode ser desastroso: ambientes pouco atrativos e desagradáveis, resultando em lugares onde as pessoas não se sentem confortáveis em estar. Muitas vezes desconsiderada em bares e restaurantes, uma iluminação projetada neste tipo de negócio deve ser vista como um investimento com retorno certo, tanto em função da economia energética, quanto em relação ao faturamento.  A iluminação está diretamente relacionada com a experiência das pessoas no ambiente, influenciando as sensações, o comportamento e a percepção das pessoas em relação ao lugar onde estão. É uma arma poderosa para influenciar o comportamento de consumo dos clientes, principalmente naqueles estabelecimentos onde se pretende que o consumidor permaneça o maior tempo possível. A iluminação ideal para um bar ou restaurante não é algo simples e aconselho a buscar a ajuda de um profissional para o desenvolvimento de um projeto, principalmente porque o investimento inicial nas luminárias e lâmpadas pode ser relativamente alto para arriscar empregar uma iluminação que pode não dar certo. Entretanto, listo abaixo alguns aspectos que podem te ajudar a entender como melhorar a iluminação do seu negócio e até mesmo a se decidir por um projeto personalizado: 1 – Pense sobre o perfil do seu negócio e do seu público Se o seu negócio é um fastfood, imagino que é desejável que a rotatividade de clientes em seu restaurante seja a maior possível, certo? Porém, se você é dono de uma choperia, pode preferir que os clientes permaneçam o maior tempo possível consumindo. Para que a iluminação seja uma aliada, ela tem de estar adequada à proposta do seu negócio e ao público que você atende.  Se você tem um restaurante de alta rotatividade, deve privilegiar uma iluminação mais clara e difusa, porém, sem descuidar do conforto visual dos clientes e da valorização do design do seu ambiente. Porém, se o seu negócio é um bar, provavelmente uma iluminação menos intensa, com pontos focais bem definidos será mais favorável. É muito importante que a iluminação seja pensada para o perfil do seu negócio, sob o risco de se criar uma ambientação que espante o seu cliente, ao invés de retê-lo, ou o contrário: as pessoas achem o lugar tão agradável que passem a querer ficar, quando o objetivo era que elas fizessem suas refeições rapidamente e fossem embora. 2 – A iluminação deve ser condizente com a decoração do seu estabelecimento O segundo ponto de apoio de todo projeto de iluminação é o design do ambiente. Afinal, ela serve para valorizar a arquitetura do seu restaurante e ajudar a criar as ambientações e sensações adequadas para o seu negócio acontecer. Mais do que isso, a iluminação faz parte da decoração.  Se o seu restaurante tem um estilo industrial, não será um problema se você usar lâmpadas em spots presos em eletrocalhas aparentes.  Esse visual tem tudo a ver com o estilo industrial. Porém, se o seu estabelecimento tem um estilo mais contemporâneo, talvez seja mais adequado o uso de luminárias embutidas em um forro de gesso, que quase não parecem. Cada estilo de design vai pedir um tipo de luminária e efeitos de iluminação específicos, que ajudarão a compor todo o cenário do restaurante ou do bar, de acordo com os objetivos e o perfil do negócio, citados no item anterior. 3 – Atenção com as cores e os materiais utilizados na decoração Os materiais que utilizamos na decoração dos ambientes influenciam bastante na iluminação.  Cores escuras podem exigir que se utilize lâmpadas com maior potência, ou uma quantidade maior de lâmpadas para se conseguir o efeito de iluminação desejado. O contrário acontece com as cores mais claras, que possuem maior refletância de luz. Outro cuidado importante é com os materiais que possuem superfícies metalizadas ou com brilho. Dependendo da posição, potência e tipo de lâmpada, estes elementos podem criar reflexos indesejados, causando sensação de desconforto visual. Neste sentido, os materiais foscos são mais favoráveis. 4 – Nem muita luz, nem pouca luz – o importante é o conforto visual O jogo de luz e sombra é um recurso muito interessante, principalmente em estabelecimentos onde se quer privilegiar a permanência dos clientes, contudo, se o contraste for muito grande, poderá causar cansaço visual.  Além disso, os extremos também não são bons: ambientes muito iluminados são incômodos, pois o excesso de luz causa ofuscamento e desconforto nos olhos. Já os ambientes muito escuros podem dificultar a visualização do cardápio e dos pratos. Não existe uma regra para uma iluminação adequada em bares ou restaurantes. O conceito central é o equilíbrio entre a quantidade de luz e sombras nas diversas áreas do estabelecimento, de maneira que se obtenha um conforto visual na transição entre as áreas mais iluminadas e as áreas mais sombreadas.  5 – Use a iluminação para criar setores, cenários diferenciados e pontos de interesse   A iluminação é uma aliada poderosa na valorização do seu restaurante e pode te ajudar a criar setores diferentes, com maior ou menor privacidade, demarcar e sinalizar as áreas de circulação e ainda destacar a arquitetura e objetos de decoração, criando ambientações diferenciadas, o que pode tornar o seu estabelecimento agradável e interessante para o cliente. Também é uma alternativa relativamente simples quando se quer fazer pequenas alterações no ambiente para criar a sensação de novidade no cliente. E por falar em setores, não devemos nos esquecer que tão importante quanto no salão, uma iluminação adequada para as áreas operacionais do restaurante vai contribuir produtividade e a qualidade do serviço. E para finalizar, quero ressaltar o aspecto da eficiência energética. Com o desenvolvimento da tecnologia LED, hoje temos condições de propor projetos luminotécnicos

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Arquitetura comercial

Acessibilidade em empresas de varejo: Porque espaços acessíveis são uma vantagem competitiva

Todo mundo concorda que um cliente satisfeito é um cliente que volta. Certo? E como clientes, gostamos de comprar em lojas que nos oferecem conforto, comodidade e segurança. É muito agradável ir um estabelecimento onde o acesso é fácil e onde podemos caminhar pelos corredores com tranquilidade sem medo de esbarrar e derrubar os produtos que estão expostos, não é mesmo? E o que dizer da sensação de parar em frente aos expositores e conseguir pegar aquilo que você quer sem precisar chamar o funcionário da loja para te ajudar, afinal, você quer ter tranquilidade para olhar o produto e comparar as opções disponíveis? Ou o contrário: ter uma pessoa para te atender, bem treinada para se comunicar com você da maneira que você entende, com cordialidade, empatia e respeito, capaz de te ajudar a fazer uma compra consciente e te conduzir para uma experiência de consumo personalizada e totalmente diferenciada. Com certeza damos preferência a estabelecimentos que privilegiam uma boa experiência de compra, onde nos sentimos confortáveis e respeitados. E é assim que algumas marcas conseguem fidelizar os seus clientes, concordam? Agora, eu gostaria que vocês prestassem atenção a estes números: Segundo o IBGE, no Brasil existem mais de 45 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência (isso representa 25% da nossa população); O Brasil possui mais de 28 milhões de pessoas com mais de 60 anos, ou seja, 13% da nossa população, e de acordo com o IBGE esse número deve dobrar nas próximas décadas. Somando-se o grupo das pessoas com deficiência com o grupo das pessoas com mobilidade reduzida teremos 73 milhões de brasileiros.  Pergunto: parece pouco para vocês? Vocês acham que este grupo é pequeno? (A população da Itália inteira está em torno de 59 milhões de pessoas). Sim! A população de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida no Brasil é muito grande e podemos incluir ainda no grupo das pessoas com mobilidade reduzida as gestantes, os obesos e as pessoas com mobilidade reduzida temporária. Uma pesquisa do SEBRAE/SP indicou que 50% das pessoas com deficiência são economicamente ativas e junto com a população de idosos formam um grande mercado consumidor ávido por produtos, serviços e experiências que atendam às suas necessidades. A Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) em parceria com a Toluna realizou um estudo sobre os hábitos de consumo das pessoas com deficiência, que indicou que para este público a acessibilidade tem grande relevância. Aspectos como o acesso à loja, facilidade de deslocamento dentro da loja, acesso fácil aos produtos e atendimento adequado são fatores decisivos de compra para mais de 80% deste grupo. É importante ressaltar que espaços acessíveis trazem benefícios para todas as pessoas. Espaços mais amplos e confortáveis podem melhorar a experiência de compra de todos os clientes e aumentar potencialmente o público-alvo do negócio. Quando existe acessibilidade na estrutura física das lojas, além de atender um público maior, com a possibilidade de um aumento de até 40% nas vendas (segundo estudo do Sebrae/SP), as empresas passam a oferecer condições adequadas para a contratação de pessoas com deficiência, tornando-se realmente inclusivas também em sua operação. Além de mais consumidores e mais vendas, acessibilidade e inclusão contribuem para a melhora do clima entre os funcionários, criando engajamento e aumentando a produtividade. Acessibilidade e inclusão não é um modismo. Muito mais do que atender à legislação sobre a disponibilização de espaços acessíveis, é um dever das empresas. Clientes cada vez mais exigentes e antenados têm exigido uma postura mais responsável das empresas em relação às questões sociais e conseguem perceber maior valor nestas marcas, concordando muitas vezes em pagar mais por produtos, serviços e experiências que sejam condizentes com os valores em que acreditam. E como é a sua loja? Você já está preparado para esse público-consumidor?

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Bares e restaurantes

Cozinhas profissionais: 5 passos para você começar a planejar ou a reestruturar sua cozinha

O coração de um restaurante, sem dúvida é a cozinha. A importância da cozinha em restaurantes é enorme e seu planejamento exige muito cuidado e atenção, pois cozinhas bem montadas e organizadas, proporcionam boa produtividade no funcionamento do restaurante, contribuindo com o sucesso e a lucratividade do negócio. Cozinhas profissionais são ambientes complexos e devem ser planejados em função do cardápio do restaurante e das várias atividades que são realizadas ali dentro e para ajudar elucidar um pouco a questão, listei abaixo cinco aspectos que considero fundamentais no planejamento de uma cozinha profissional: 1 – O dimensionamento da cozinha O dimensionamento da cozinha é um dos passos mais importantes no planejamento do restaurante, pois está vinculado com a sustentabilidade financeira do negócio. A cozinha deverá ser capaz de preparar uma quantidade de pratos compatível com o número de clientes presentes ao mesmo tempo no salão do restaurante. Esta relação também definirá o número de funcionários que será necessário para operar a cozinha. O cardápio é o ponto de partida, pois a variedade de preparos vai definir os equipamentos que serão necessários na cozinha (fornos, fogões, chapas, fritadeiras etc.). 2 – Setores e Fluxos Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, em cozinhas profissionais, há outras atividades além do preparo e da cocção de alimentos. Antes dos ingredientes chegarem à mão do cozinheiro, eles devem ser recebidos, higienizados e estocados de forma correta. Para facilitar o entendimento, imagine que uma cozinha profissional deve funcionar como uma indústria: você recebe a matéria prima, separa, estoca, prepara e depois manipula ou processa essa matéria prima para que no final da linha de produção você tenha um produto. Nas cozinhas profissionais é a mesma coisa: é necessário ter uma organização e um fluxo de atividades bem definido forma a evitar a contaminação dos alimentos. Podemos dividir as atividades da cozinha em 5 setores: Recebimento: área onde todas as matérias primas utilizadas na cozinha são recebidas, conferidas e pré-higienizadas. Estoque: setor onde as matérias primas são separadas por tipo e armazenadas de acordo com a temperatura adequada para cada tipo de alimento. Neste setor podemos ter prateleiras para secos e não perecíveis, geladeiras, freezers e câmaras frias. Cada tipo de matéria prima deverá ser acondicionada de forma apropriada. Preparo: é a fase de pré-cocção, onde os alimentos são higienizados, descascados, cotados, fatiados e temperados. Cocção: é o setor onde os pratos são efetivamente preparados, até a sua finalização. Higienização: nesta fase efetua-se a lavagem e limpeza das panelas e utensílios utilizados no preparo e no consumo dos pratos. 3 – Use equipamentos adequados Invista em equipamentos industriais adequados aos tipos de preparo que você possui em seu cardápio. Isso vai contribuir com a rapidez e eficiência do processo de produção na cozinha. Muitos iniciantes no setor de restaurantes começam com equipamentos domésticos porque são mais baratos, porém, logo se veem obrigados a comprar os equipamentos industriais. Fogões domésticos, por exemplo, não são feitos para as altas demandas de um restaurante e além disso são muito mais lentos para o preparo de alimentos do que os fogões industriais. Neste caso, o barato acaba saindo caro, tanto no investimento, quanto na produtividade da sua cozinha. 4 – Estrutura física As cozinhas profissionais precisam ser práticas e fáceis de se higienizar. Paredes e pisos precisam ser laváveis, então, materiais como revestimentos cerâmicos e porcelanatos são bem adequados. As bancadas também precisam ser laváveis e não podem possuir micro fissuras, onde bactérias possam se desenvolver. O material mais adequado é o aço inox. É importante que a cozinha tenha uma boa iluminação, e um sistema de ventilação, climatização e exaustão adequados, pois cozinhas são locais de produção de muita fumaça e calor. Observe também a correta filtragem da gordura, pois é obrigatória por lei. Por último, mas não menos importante, planeje sua cozinha de forma que a higienização deste ambiente seja fácil, afinal, uma cozinha limpa minimiza o risco de contaminação dos alimentos e é um belo cartão de visita para os clientes. 5 – Fique atento à legislação Antes de sair executando a sua cozinha profissional, é importante que você verifique a legislação da sua cidade. Existem normas estabelecidas pelas Secretarias de Vigilância Sanitária municipais que regulam a estrutura e o funcionamento das cozinhas profissionais. A legislação também é uma boa fonte de informação tanto para o planejamento da estrutura física das cozinhas, quanto para a organização dos procedimentos e processos de produção, principalmente no que diz respeito ao controle de contaminação e higiene dos ambientes e nos processos. Estes são os aspectos básicos do planejamento de uma cozinha profissional e espero ter ajudado a compreender um pouco sobre o planejamento e o funcionamento deste ambiente tão fundamental nos restaurantes. Mas caso você ainda tenha alguma dúvida, ou precise de um profissional para fazer esse planejamento para você, conte conosco para te ajudar nessa empreitada! Ah! E se você está montando ou já montou a sua cozinha profissional, compartilha com a gente a sua experiência!  

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