Skip to content
Arquitetura comercial

Acessibilidade no ambiente empresarial: Como aumentar a lucratividade através da inclusão social?

No ambiente corporativo, o intuito de trazer pessoas diferentes vai além de gerar diversidade na empresa. Ela pode resultar em um grupo de pessoas que, por terem vivências tão diferentes, se complementam e trazem novas perspectivas sobre os mais variados assuntos. Segundo pesquisa da McKinsey & Company, empresa de consultoria americana, as companhias com mais diversidade têm 35% mais chance de retorno financeiro que a média do mercado. Isso demonstra que, apesar dos empecilhos do cotidiano empresarial, uma equipe formada por pessoas diversas gera resultados além dos convencionais. A mesma pesquisa também indica que igualdade de gênero é um indicativo de sucesso, podendo atingir até 41% de aumento na lucratividade das empresas que adotam este tipo de política de recursos humanos. As causas sociais andam diretamente atreladas ao ambiente de trabalho. Apesar de constituírem 55,8% da população, o mercado contrata menos pessoas negras e com frequência as direciona para cargos de baixa relevância e remuneração, perpetuando o estigma da sociedade e sua dívida histórica tão presente até hoje.  Quando falamos da contratação de pessoas com deficiência, até grandes corporações tem dificuldade para incluí-las porque, em grande parte das vezes, suas sedes não possuem ambientes de trabalho adequados para receber este público, indo no caminho contrário da diversidade. Oferecer ambientes de trabalho acessíveis possibilita que a experiência de todos os funcionários seja produtiva e agradável, mostrando-se uma grande vantagem competitiva, já que além de gerar excelentes resultados, também aumenta o engajamento e a sensação de pertencimento.  Para tanto, é preciso garantir que as pessoas possam chegar a seus postos de trabalho com segurança e que tenham condições de permanecer no local. Ou seja, acessos sem barreiras, mesas e bancadas de trabalho com equipamentos ergonomicamente adequados, bem como copas, refeitórios e instalações sanitárias que consigam receber todos os tipos de pessoas. No entanto, para grande parte das corporações, ainda é difícil perceber o custo/benefício de ambientes inclusivos, que possibilitem o acesso a todos porque com frequência a acessibilidade é tratada partindo do ponto de vista da exceção, como se servisse apenas às pessoas com deficiência, quando deve ser pensada para todas as pessoas, independentemente de suas características físicas, motoras ou sensoriais. Para além da lucratividade, o ambiente de trabalho torna-se acolhedor para os funcionários, melhora o clima organizacional pelo senso de responsabilidade social e cuidado da empresa para com as pessoas. O convívio com as diferenças apresenta resultados positivos, gerando uma experiência única de crescimento pessoal a todos os funcionários pela oportunidade de se conviver e aprender com pessoas que carregam suas histórias de vida.  Pensando nisso, o Studio Universalis trabalha há mais de 10 anos com a missão de projetar espaços adequados para todas as pessoas, favorecendo e impulsionando a diversidade e a inclusão. Os projetos desenvolvidos em nosso escritório são pensados para transformar inclusão em lucratividade porque a arquitetura precisa ir além da parte técnica, ela tem que fazer parte da estratégia de negócios das empresas.  

Ler post »
Arquitetura comercial

Iluminação para bares e restaurantes – 5 dicas valiosas

Costumo dizer que a iluminação está para a arquitetura da mesma forma como a cereja está para o bolo: é ela quem faz o arremate final e valoriza todo o trabalho de projeto e execução do design de qualquer tipo de espaço. Uma iluminação bem feita tem a capacidade de potencializar todas as intenções do projeto e provocar emoções e sensações nas pessoas, porém, quando não está adequada ao ambiente, o efeito pode ser desastroso: ambientes pouco atrativos e desagradáveis, resultando em lugares onde as pessoas não se sentem confortáveis em estar. Muitas vezes desconsiderada em bares e restaurantes, uma iluminação projetada neste tipo de negócio deve ser vista como um investimento com retorno certo, tanto em função da economia energética, quanto em relação ao faturamento.  A iluminação está diretamente relacionada com a experiência das pessoas no ambiente, influenciando as sensações, o comportamento e a percepção das pessoas em relação ao lugar onde estão. É uma arma poderosa para influenciar o comportamento de consumo dos clientes, principalmente naqueles estabelecimentos onde se pretende que o consumidor permaneça o maior tempo possível. A iluminação ideal para um bar ou restaurante não é algo simples e aconselho a buscar a ajuda de um profissional para o desenvolvimento de um projeto, principalmente porque o investimento inicial nas luminárias e lâmpadas pode ser relativamente alto para arriscar empregar uma iluminação que pode não dar certo. Entretanto, listo abaixo alguns aspectos que podem te ajudar a entender como melhorar a iluminação do seu negócio e até mesmo a se decidir por um projeto personalizado: 1 – Pense sobre o perfil do seu negócio e do seu público Se o seu negócio é um fastfood, imagino que é desejável que a rotatividade de clientes em seu restaurante seja a maior possível, certo? Porém, se você é dono de uma choperia, pode preferir que os clientes permaneçam o maior tempo possível consumindo. Para que a iluminação seja uma aliada, ela tem de estar adequada à proposta do seu negócio e ao público que você atende.  Se você tem um restaurante de alta rotatividade, deve privilegiar uma iluminação mais clara e difusa, porém, sem descuidar do conforto visual dos clientes e da valorização do design do seu ambiente. Porém, se o seu negócio é um bar, provavelmente uma iluminação menos intensa, com pontos focais bem definidos será mais favorável. É muito importante que a iluminação seja pensada para o perfil do seu negócio, sob o risco de se criar uma ambientação que espante o seu cliente, ao invés de retê-lo, ou o contrário: as pessoas achem o lugar tão agradável que passem a querer ficar, quando o objetivo era que elas fizessem suas refeições rapidamente e fossem embora. 2 – A iluminação deve ser condizente com a decoração do seu estabelecimento O segundo ponto de apoio de todo projeto de iluminação é o design do ambiente. Afinal, ela serve para valorizar a arquitetura do seu restaurante e ajudar a criar as ambientações e sensações adequadas para o seu negócio acontecer. Mais do que isso, a iluminação faz parte da decoração.  Se o seu restaurante tem um estilo industrial, não será um problema se você usar lâmpadas em spots presos em eletrocalhas aparentes.  Esse visual tem tudo a ver com o estilo industrial. Porém, se o seu estabelecimento tem um estilo mais contemporâneo, talvez seja mais adequado o uso de luminárias embutidas em um forro de gesso, que quase não parecem. Cada estilo de design vai pedir um tipo de luminária e efeitos de iluminação específicos, que ajudarão a compor todo o cenário do restaurante ou do bar, de acordo com os objetivos e o perfil do negócio, citados no item anterior. 3 – Atenção com as cores e os materiais utilizados na decoração Os materiais que utilizamos na decoração dos ambientes influenciam bastante na iluminação.  Cores escuras podem exigir que se utilize lâmpadas com maior potência, ou uma quantidade maior de lâmpadas para se conseguir o efeito de iluminação desejado. O contrário acontece com as cores mais claras, que possuem maior refletância de luz. Outro cuidado importante é com os materiais que possuem superfícies metalizadas ou com brilho. Dependendo da posição, potência e tipo de lâmpada, estes elementos podem criar reflexos indesejados, causando sensação de desconforto visual. Neste sentido, os materiais foscos são mais favoráveis. 4 – Nem muita luz, nem pouca luz – o importante é o conforto visual O jogo de luz e sombra é um recurso muito interessante, principalmente em estabelecimentos onde se quer privilegiar a permanência dos clientes, contudo, se o contraste for muito grande, poderá causar cansaço visual.  Além disso, os extremos também não são bons: ambientes muito iluminados são incômodos, pois o excesso de luz causa ofuscamento e desconforto nos olhos. Já os ambientes muito escuros podem dificultar a visualização do cardápio e dos pratos. Não existe uma regra para uma iluminação adequada em bares ou restaurantes. O conceito central é o equilíbrio entre a quantidade de luz e sombras nas diversas áreas do estabelecimento, de maneira que se obtenha um conforto visual na transição entre as áreas mais iluminadas e as áreas mais sombreadas.  5 – Use a iluminação para criar setores, cenários diferenciados e pontos de interesse   A iluminação é uma aliada poderosa na valorização do seu restaurante e pode te ajudar a criar setores diferentes, com maior ou menor privacidade, demarcar e sinalizar as áreas de circulação e ainda destacar a arquitetura e objetos de decoração, criando ambientações diferenciadas, o que pode tornar o seu estabelecimento agradável e interessante para o cliente. Também é uma alternativa relativamente simples quando se quer fazer pequenas alterações no ambiente para criar a sensação de novidade no cliente. E por falar em setores, não devemos nos esquecer que tão importante quanto no salão, uma iluminação adequada para as áreas operacionais do restaurante vai contribuir produtividade e a qualidade do serviço. E para finalizar, quero ressaltar o aspecto da eficiência energética. Com o desenvolvimento da tecnologia LED, hoje temos condições de propor projetos luminotécnicos

Ler post »
Bares e restaurantes

Cozinhas profissionais: 5 passos para você começar a planejar ou a reestruturar sua cozinha

O coração de um restaurante, sem dúvida é a cozinha. A importância da cozinha em restaurantes é enorme e seu planejamento exige muito cuidado e atenção, pois cozinhas bem montadas e organizadas, proporcionam boa produtividade no funcionamento do restaurante, contribuindo com o sucesso e a lucratividade do negócio. Cozinhas profissionais são ambientes complexos e devem ser planejados em função do cardápio do restaurante e das várias atividades que são realizadas ali dentro e para ajudar elucidar um pouco a questão, listei abaixo cinco aspectos que considero fundamentais no planejamento de uma cozinha profissional: 1 – O dimensionamento da cozinha O dimensionamento da cozinha é um dos passos mais importantes no planejamento do restaurante, pois está vinculado com a sustentabilidade financeira do negócio. A cozinha deverá ser capaz de preparar uma quantidade de pratos compatível com o número de clientes presentes ao mesmo tempo no salão do restaurante. Esta relação também definirá o número de funcionários que será necessário para operar a cozinha. O cardápio é o ponto de partida, pois a variedade de preparos vai definir os equipamentos que serão necessários na cozinha (fornos, fogões, chapas, fritadeiras etc.). 2 – Setores e Fluxos Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, em cozinhas profissionais, há outras atividades além do preparo e da cocção de alimentos. Antes dos ingredientes chegarem à mão do cozinheiro, eles devem ser recebidos, higienizados e estocados de forma correta. Para facilitar o entendimento, imagine que uma cozinha profissional deve funcionar como uma indústria: você recebe a matéria prima, separa, estoca, prepara e depois manipula ou processa essa matéria prima para que no final da linha de produção você tenha um produto. Nas cozinhas profissionais é a mesma coisa: é necessário ter uma organização e um fluxo de atividades bem definido forma a evitar a contaminação dos alimentos. Podemos dividir as atividades da cozinha em 5 setores: Recebimento: área onde todas as matérias primas utilizadas na cozinha são recebidas, conferidas e pré-higienizadas. Estoque: setor onde as matérias primas são separadas por tipo e armazenadas de acordo com a temperatura adequada para cada tipo de alimento. Neste setor podemos ter prateleiras para secos e não perecíveis, geladeiras, freezers e câmaras frias. Cada tipo de matéria prima deverá ser acondicionada de forma apropriada. Preparo: é a fase de pré-cocção, onde os alimentos são higienizados, descascados, cotados, fatiados e temperados. Cocção: é o setor onde os pratos são efetivamente preparados, até a sua finalização. Higienização: nesta fase efetua-se a lavagem e limpeza das panelas e utensílios utilizados no preparo e no consumo dos pratos. 3 – Use equipamentos adequados Invista em equipamentos industriais adequados aos tipos de preparo que você possui em seu cardápio. Isso vai contribuir com a rapidez e eficiência do processo de produção na cozinha. Muitos iniciantes no setor de restaurantes começam com equipamentos domésticos porque são mais baratos, porém, logo se veem obrigados a comprar os equipamentos industriais. Fogões domésticos, por exemplo, não são feitos para as altas demandas de um restaurante e além disso são muito mais lentos para o preparo de alimentos do que os fogões industriais. Neste caso, o barato acaba saindo caro, tanto no investimento, quanto na produtividade da sua cozinha. 4 – Estrutura física As cozinhas profissionais precisam ser práticas e fáceis de se higienizar. Paredes e pisos precisam ser laváveis, então, materiais como revestimentos cerâmicos e porcelanatos são bem adequados. As bancadas também precisam ser laváveis e não podem possuir micro fissuras, onde bactérias possam se desenvolver. O material mais adequado é o aço inox. É importante que a cozinha tenha uma boa iluminação, e um sistema de ventilação, climatização e exaustão adequados, pois cozinhas são locais de produção de muita fumaça e calor. Observe também a correta filtragem da gordura, pois é obrigatória por lei. Por último, mas não menos importante, planeje sua cozinha de forma que a higienização deste ambiente seja fácil, afinal, uma cozinha limpa minimiza o risco de contaminação dos alimentos e é um belo cartão de visita para os clientes. 5 – Fique atento à legislação Antes de sair executando a sua cozinha profissional, é importante que você verifique a legislação da sua cidade. Existem normas estabelecidas pelas Secretarias de Vigilância Sanitária municipais que regulam a estrutura e o funcionamento das cozinhas profissionais. A legislação também é uma boa fonte de informação tanto para o planejamento da estrutura física das cozinhas, quanto para a organização dos procedimentos e processos de produção, principalmente no que diz respeito ao controle de contaminação e higiene dos ambientes e nos processos. Estes são os aspectos básicos do planejamento de uma cozinha profissional e espero ter ajudado a compreender um pouco sobre o planejamento e o funcionamento deste ambiente tão fundamental nos restaurantes. Mas caso você ainda tenha alguma dúvida, ou precise de um profissional para fazer esse planejamento para você, conte conosco para te ajudar nessa empreitada! Ah! E se você está montando ou já montou a sua cozinha profissional, compartilha com a gente a sua experiência!  

Ler post »
Arquitetura comercial

Do concreto às emoções: como a arquitetura emocional pode fidelizar consumidores e melhorar a produtividade em empresas

Sabe quando você entra em uma loja e tem aquela sensação de que está na sala da sua casa? O local é tão acolhedor, o aroma e o som do ambiente são tão agradáveis que você fica ali e sente vontade de comprar outras coisas além daquelas que você precisa. Ou então aquele restaurante, que a princípio você escolheu porque estava com vontade de comer aquela comidinha mineira saborosa… Então, quando você chegou ao restaurante, parecia que estava entrando na casa daquela sua tia lá do interior de Minas Gerais, que tinha uma sala enorme conjugada com a cozinha, onde um fogão à lenha fumegante exalava aquele aroma maravilhoso de comida gostosa e bem temperada, e a moda de viola que tocava no salão do restaurante te fez lembrar dos domingos alegres quando a família toda se reunia na casa da sua tia para uma boa proza, finalizada com aquela compota de carambola e um cafezinho delicioso passado no coador de pano. E de repente, o que seria apenas um almoço em um bom restaurante de culinária mineira se torna uma incrível experiência emocional, que te faz reviver sua infância. Provavelmente esses lugares foram projetados de maneira a estimular os seus sentidos e as suas emoções, de forma a criar uma experiência de consumo surpreendente e conectada com os seus valores e com aquilo que você aprecia. Existem inúmeros estudos que demonstram que as formas dos espaços, seu aspecto estético, cores, iluminação, sons e texturas estimulam os sentidos das pessoas, influenciando seus comportamentos e emoções, levando às pessoas a permanecerem mais ou menos nos lugares, consumirem e estabelecerem conexões com marcas e empresas. Os espaços projetados com estas características têm como ponto central as pessoas – a forma como vivem, seus hábitos e necessidades. Estes projetos consideram as demandas do usuário quanto à função para a qual o ambiente se destina, o correto dimensionamento dos espaços para que as atividades e relações sociais que serão desenvolvidas naquele espaço possam ocorrer de maneira eficiente, tranquila e dentro das necessidades espaciais de todos as pessoas, minimizando eventual estresse, o conforto físico e a capacidade de acolhimento do lugar e também o conforto emocional que eles podem proporcionar. Tudo para que a experiência das pessoas nestes ambientes seja completa, agradável e estimulante. Nas empresas, escritórios projetados com foco nas pessoas possuem espaços que estimulam a criatividade, a comunicação e a interação entre as equipes e promovem o aumento da produtividade, ao mesmo tempo em que cuidam da saúde e do bem estar dos funcionários, elevando a satisfação e o sentimento de pertencimento das pessoas, o que contribui para um clima organizacional positivo e alto índice de engajamento dos funcionários. Um dos exemplos mais famosos deste tipo de projeto são os escritórios do Google espalhados pelo mundo todo. E a sua empresa, está alinhada com esta tendência? Os seus espaços encantam o seu cliente, proporcionando uma experiência diferenciada? Seus funcionários se sentem estimulados e engajados na sua empresa? Como é o espaço na empresa onde você trabalha? Compartilhe conosco a sua experiência!

Ler post »
Acessibilidade

Aprendizados da pandemia: o surgimento de um novo consumidor

Acho que uma das perguntas que todos nós temos feito nos últimos tempos é como será quando tudo voltar ao normal? Mas será que aquilo que conhecemos como normal ainda existe, depois de tudo o que vivemos nos últimos meses? Ter de se isolar em casa e evitar o contato social com outras pessoas, algo que nos é tão caro e tão fundamental, apesar de doloroso, nos revelou uma série de outras coisas que a partir de agora, com ou sem pandemia, passam a fazer sentido em nossas vidas. Nossa relação com o mundo foi profundamente alterada pelo nosso instinto de sobrevivência e proteção daqueles que amamos: a nossa relação com a nossa casa, nosso trabalho e a forma como consumimos mudou e mesmo quando a tão sonhada vacina chegar, já não seremos os mesmos de outrora. A pandemia acelerou a tendência do comércio eletrônico, algo que já vinha entrando vagarosamente em nossas vidas. De repente, por algum tempo parecia a única alternativa viável para se comprar de tudo, e de uma hora para outra, todos aprendemos a comprar pelo celular. Nossas relações familiares também passaram a ser mediadas pela tela do celular e nossos encontros dominicais passaram a acontecer por vídeo-chamada. Passamos a consumir shows e espetáculos culturais através das Lives e a participar de festivais gastronômicos promovidos pelos restaurantes nas redes sociais. O trabalho dos entregadores nunca foi tão necessário e valorizado. E o que dizer dos milhares de brasileiros que passaram a trabalhar de suas casas? Pesquisas indicam que 7 entre 10 pessoas que hoje trabalham em regime de home-office gostariam de permanecer neste sistema, mesmo quando a pandemia acabar. É fato que são muitas as dificuldades e desafios do trabalho em casa, mas também há muitas vantagens neste estilo de vida. Então, já não faz mais sentido achar que tudo será como antes. Precisamos entender que algumas coisas que entraram em nossas vidas por causa da pandemia vão permanecer, mesmo quando tudo isso passar: já somos pessoas diferentes, com hábitos de consumo alterados e com nossas relações sociais totalmente modificadas por estes novos hábitos de vida. O comércio, o turismo e os negócios de entretenimento, de uma forma geral, terão de se adaptar a este novo consumidor se quiserem sobreviver. A arquitetura também deverá se adaptar, pois novos estilos de vida estão surgindo a partir dessa experiência que estamos vivendo e os ambientes terão novas configurações para atender a novas necessidades. Bares, restaurantes, lojas, cinemas, shoppings e casas de espetáculo tem um grande desafio pela frente: precisarão entender esse novo cliente para encontrar as estratégias certas para atendê-lo. As pessoas estão ávidas por retomar o contato social, voltar às ruas para consumir e viver experiências que tragam felicidade e prazer, e acima de tudo, celebrar a vida. Porém, esse consumidor já não é mais o mesmo que conhecíamos no início de 2020. E você, está preparado para enfrentar esse novo cenário?

Ler post »
Acessibilidade Ambiental e Inclusão de Pessoas Com Deficiência Como Diferencial Competitivo no Mundo dos Negócios
Acessibilidade

Acessibilidade Ambiental e Inclusão de Pessoas Com Deficiência Como Diferencial Competitivo no Mundo dos Negócios

Adequar os espaços físicos empresariais de acordo com as normas e leis orientadas para a acessibilidade ambiental pode parecer um desafio e tanto para a maior parte dos empresários por diversas razões, entre elas o custo financeiro necessário para implementação e, principalmente, a falta de profissionais interessados e/ou especializados em desenvolver projetos arquitetônicos que combinem os aspectos funcionais e estéticos necessários com a acessibilidade ambiental para inclusão de todos os cidadãos. Ultimamente tenho sido procurada por diversas empresas que estão querendo desenvolver projetos de adequação para acessibilidade ambiental em suas áreas de escritório, principalmente por conta da força da legislação e da atuação firme do Ministério Público e do Ministério do Trabalho em Belo Horizonte, que não tem dado trégua para o empresariado local, visando especialmente o segmento de bares e restaurantes. No entanto, para grande parte dos clientes que me demandam esse tipo de serviço, ainda é difícil conseguir enxergar o custo/benefício positivo envolvido neste tipo de investimento porque pouco se fala em inclusão no Brasil, menos ainda em oportunidades no mundo de negócios para empresas inclusivas. Por atuar especificamente neste segmento da arquitetura há quase uma década, separei diversos pontos relevantes que devem ser considerados ao avaliar estrategicamente um investimento como este em seu negócio: ACESSIBILIDADE AMBIENTAL É SIM UMA GRANDE VANTAGEM COMPETITIVA Segundo o último censo do IBGE, temos no Brasil mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Adicione a este número a população de pessoas com mais de 60 anos, com uma crescente expectativa de longevidade. Temos assim um enorme grupo de consumidores e clientes que podem ser atendidos pela sua empresa, desde que ela esteja preparada para eles, e que só tende a crescer. ACESSIBILIDADE AMBIENTAL POSSIBILITA UMA MELHORA NO CLIMA ORGANIZACIONAL Várias pesquisas indicam que em empresas onde a acessibilidade ambiental foi implantada houve uma evolução positiva no clima organizacional, tanto pela valorização da diversidade na inclusão de pessoas com deficiência quanto pela percepção do cuidado que a empresa demonstra com o seu recurso mais valioso: as pessoas. A melhora do clima organizacional também é decorrente de outro benefício da implantação da acessibilidade ambiental: a diminuição de barreiras de comportamentos e preconceitos, facilitando desta forma o aprendizado coletivo e individual. ACESSIBILIDADE AMBIENTAL DIMINUI BARREIRAS DE COMPORTAMENTO E PRECONCEITOS SOBRE AS DIFERENÇAS Ambientes acessíveis permitem que pessoas com diferentes características e necessidades individuais possam conviver, interagir e apreender umas com as outras, ampliando os horizontes e a percepção de todos os indivíduos, eliminando-se preconceitos que antes existiam por mera falta de informação ou desconhecimento sobre as necessidades de uma pessoa para outra. ACESSIBILIDADE AMBIENTAL AUMENTA A PRODUTIVIDADE E O ENGAJAMENTO DOS COLABORADORES Empresas que adequam sua estrutura física e adotam ações para promoverem a inclusão de pessoas com deficiência em seus quadros de funcionários demonstram sua responsabilidade social e seu cuidado com o colaborador. Estas iniciativas são percebidas de forma muito positiva, de forma que os colaboradores se sentem valorizados e orgulhosos de fazerem parte da empresa. Esse sentimento tende a se refletir no engajamento e no envolvimento da equipe com a empresa e sua marca. Além de enriquecedor, o convívio com pessoas com deficiência tende a ampliar os limites individuais de cada um, de forma que as pessoas se sentem inspiradas e motivadas pela força de vontade e garra das pessoas que apesar das deficiências estão ali desempenhando papéis semelhantes, gerando um aumento sensível de produtividade. ACESSIBILIDADE AMBIENTAL PROMOVE UM AUMENTO NA PERCEPÇÃO DE VALOR DA MARCA Empresas cujas instalações físicas são acessíveis tem uma imagem corporativa muito positiva e valorizada perante o mercado e seus consumidores, pois podem sustentar a bandeira de que são socialmente responsáveis e inclusivas, que valorizam as diferenças, e que respeitam seus colaboradores e clientes, valores estes extremamente importantes na sociedade hoje em dia, com consumidores cada dia mais exigentes com as empresas com as quais costumam se relacionar em seu cotidiano. Entretanto, muito mais importante do que apenas atender à legislação por força de lei para evitar multas pesadas, ter instalações físicas acessíveis é sem dúvida um excelente investimento no médio e longo prazo, pois cada centavo aplicado nas obras de adequação retornará de forma consistente através da ampliação da carteira de clientes e/ou consumidores, que por sua vez promoverá também um incremento no engajamento da equipe e este será refletido diretamente no aumento da produtividade e no ganho individual e social que cada um produz. Por fim, empresas socialmente responsáveis inspiram seus clientes a se tornarem pessoas melhores a cada dia, desenvolvendo uma relação de confiança e respeito que cria uma vantagem competitiva capaz de destacá-las perante a concorrência. Se você quiser colaborar com a discussão ou saber mais a respeito, me envie um e-mail com suas dúvidas ou sugestões. Até a próxima e obrigado por ter lido até aqui!

Ler post »
Bares e Restaurantes Inclusivos Um Nicho a Ser Explorado
Bares e restaurantes

Bares e Restaurantes Inclusivos Um Nicho a Ser Explorado

Não é à toa que o tema “Inclusão” tem estado em pauta com frequência recentemente. Afinal, somos cerca de 45 milhões de brasileiros que se declaram com algum tipo de deficiência. E com o crescente envelhecimento populacional e o aumento da expetativa de vida das pessoas, as projeções indicam que até 2040 metade da população terá mais de 50 anos. Cada vez mais ativo, este público tem buscado um estilo de vida independente e moderno, demandando por infraestrutura, produtos e serviços que sejam capazes de atender às suas necessidades. Muito mais do que suprir a necessidade de alimentação, quando escolhemos um bar ou restaurante, estamos buscando uma experiência. Isso é comum à todas as pessoas. Entretanto, bares e restaurantes que pretendam ser inclusivos, aumentando seu alcance de público, precisam ter seu ambiente e seu pessoal preparados para estes clientes. Vou listar abaixo alguns tópicos que são essenciais para um estabelecimento inclusivo: ELIMINE AS BARREIRAS ARQUITETÔNICAS Um dos principais motivos que fazem os idosos quererem ficar em casa é a dificuldade em se locomover e o medo das quedas. Por isso, tanto nos acessos quanto dentro dos estabelecimentos, elimine os degraus e outros elementos que possam causar tropeções (como tapetes e capachos, por exemplo). Disponibilizar barras de apoio para que seu cliente possa eventualmente se apoiar no caso de perda de equilíbrio torna os caminhos fáceis e seguros. É importantíssimo ter rotas acessíveis, que são o trajeto a partir da rua, com corredores largos e livre de barreiras para que seu cliente possa chegar às mesas, balcões, sanitários e outras facilidades de forma segura tranquila. DIMINUA OS ESFORÇOS Aquele percurso relativamente longo que para os mais jovens é fácil de fazer, para as pessoas com dificuldade de locomoção pode ser bastante cansativo. Disponibilizar bancos e áreas de descanso, diminuindo as distâncias pode ser uma excelente estratégia de acolhimento. É imprescindível disponibilizar vagas de estacionamento reservado para este público o mais próximo possível da entrada do estabelecimento. MESAS E BALCÕES ACESSÍVEIS O ideal é que todas as mesas no salão sejam acessíveis, criando um ambiente de igualdade para todos os clientes. Mas, se isso não for possível, as mesas de refeição acessíveis devem estar identificadas e localizadas na rota acessível, preferencialmente distribuídas por locais variados do salão. Balcões de atendimento devem permitir a visualização de pessoas de várias alturas, sentadas ou em pé, com espaço suficiente para aproximação de pessoas em cadeira de rodas. No caso dos balcões de autosserviço, muito comuns em restaurantes do tipo self-service, a altura dos mesmos deve ser entre 75 e 85 cm, com apoio para as bandejas, para facilitar que idosos, pessoas com deficiência nos membros superiores, pessoas em cadeiras de roda e também as crianças possam se servir com segurança e autonomia. CUIDADO COM A ILUMINAÇÃO Uma iluminação mais intimista e relaxante é tendência de decoração para bares e restaurantes, pois cria um clima mais aconchegante e torna o visual dos pratos mais atrativo. Porém, tome cuidado com acessos pouco iluminados, pois podem causar acidentes e até mesmo uma sensação de mal-estar nas pessoas com baixa visão. INSTALAÇÕES SANITÁRIAS ADEQUADAS Manter o cliente dentro do estabelecimento consumindo por mais tempo pode ser uma excelente estratégia para aumentar o ticket médio. Para isso é necessário ter instalações sanitárias acessíveis, que além de atenderem a todos os tipos de pessoas, são mais confortáveis por possuírem mais espaço para movimentação. É importante não se esquecer que banheiros acessíveis também devem ter um trocador para auxiliar as famílias com bebês. MELHORE A SINALIZAÇÃO E A COMUNICAÇÃO A sinalização é um elemento extremamente importante, pois auxilia a todas as pessoas a se orientarem nos ambientes. Normalmente associamos a sinalização com a comunicação visual escrita, porém, considerando que nem todo mundo enxerga com os olhos, é importante que seja previsto sempre mais de uma forma de sinalização. A norma técnica de acessibilidade pede que se utilize pelo menos duas formas associadas. Por exemplo: placas com texto em alto relevo e texto em braile, ou sinalização com texto e sinalização sonora. O importante é que a informação esteja sempre clara e objetiva. E por falar em comunicação, não podemos nos esquecer dos cardápios! Atenção com o tamanho das letras, pois com a idade nossa visão tende a diminuir. Também é importante disponibilizar o cardápio em braile (obrigatório por lei), texto em alto relevo, ou ainda em tablets com aplicativos para cardápio “falado”, pois nem todos os cegos sabem ser braile. Pessoas com deficiência auditiva precisam de um atendimento diferenciado em termos de comunicação. Algumas conseguem ler os lábios do outro, mas para isso acontecer é preciso estar de frente para a pessoa e o outro tem de falar pausadamente. Para o atendimento deste público, seria muito interessante que um dos funcionários possa se comunicar em Libras (Língua Brasileira de Sinais), porém, na falta desta pessoa, papel e caneta e uma boa dose de boa vontade podem ajudar. TREINE SEU PESSOAL A capacitação da equipe de atendimento é de extrema importância para que se possa dar um tratamento igualitário para todas as pessoas. Muitas vezes temos dificuldades em nos colocar na pele do outro e entender que cada um de nós tem as suas necessidades. Porém, com informação e treinamento é possível criar procedimentos sistematizados orientados para o cliente, proporcionando experiências incrivelmente diferenciadas não somente para aqueles clientes que possuem uma deficiência, mas para todas as pessoas. Mais do que simplesmente atender à legislação vigente, uma vez que o Estatuto da Pessoa com Deficiência obriga a existência de acessibilidade ambiental nos locais de uso público e coletivo, ser um estabelecimento inclusivo produz uma imagem extremamente positiva junto ao mercado, agregando valor ao negócio.

Ler post »