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Acessibilidade

Como escolher o espaço ideal para a realização de eventos e garantir o acesso de todas as pessoas?

As festas de fim de ano mobilizam o setor de eventos, um dos mais atingidos durante a pandemia. Com o avanço da vacinação e a retomada gradual das atividades, o fim do ano de 2021 promete comemorações, reunindo pessoas queridas para celebrar a virada, seguindo todos os protocolos de segurança e cuidados. Pessoas e empresas do setor se mobilizam para promover as melhores experiências a seus convidados. Ao planejar estes encontros deve-se levar em consideração o máximo conforto possível para o maior número de pessoas. Como comentamos frequentemente aqui no blog, a arquitetura inclusiva é capaz de aliar estética, funcionalidade e conforto, para otimizar as experiências de todas as pessoas. Por isso, espaços acessíveis são ótimas soluções para planejar confraternizações agradáveis e aproveitar as datas especiais com quem você ama. O que levar em consideração no momento de escolher o espaço ideal? A arquitetura dos espaços é um dos principais aspectos para se considerar durante o planejamento do evento. A seguir, trazemos algumas sugestões importantes para quem pretende organizar celebrações, sejam elas de grande ou pequeno porte. Leve em consideração o público estimado e a capacidade do local. Para garantir amplo espaço de circulação e considerar os possíveis imprevistos, escolha um local capaz de comportar um número de pessoas um pouco maior do que a sua lista de convidados. Verifique a acústica do espaço e quais os equipamentos necessários. O aspecto sonoro contribui para uma ambientação favorável. Por isso, é importante verificar se a distribuição do som se dá da maneira correta e quais equipamentos serão necessários para garantir esta qualidade. Escolha um espaço com localização de fácil acesso e boa infraestrutura. É preciso avaliar a estrutura física do local, se o salão, bar ou restaurante possui ambientes adequados às exigências legais para proporcionar conforto ao maior número de pessoas.   Espaços acessíveis potencializam a experiência dos convidados. Como pensar a acessibilidade em eventos? Autonomia é palavra-chave quando falamos do espaço, seja em uma estrutura montada para um evento de grande porte ou no aluguel de espaço privado para a realização de pequenas celebrações. Os ambientes precisam proporcionar autonomia a todos os convidados, para que possam circular livremente, sem obstruções, e usufruir de todos os bons momentos da confraternização. Para isso, é preciso levar em consideração toda a estrutura do local: corredores, portas, banheiros, estacionamentos, etc., e pensar nas possibilidades de usos destes espaços. Em relação ao piso, você deve evitar qualquer tipo de piso desnivelado. Se houver pequenos desníveis (entre 5 mm e 15 mm), realize pequenas adaptações para garantir a circulação entre um nível do piso e outro. Diferenças maiores são consideradas degraus e precisam ser niveladas com rampas – que possuem instruções específicas, de acordo com sua extensão, para a inclinação correta. Atente-se também aos corredores de circulação, que devem ser amplos. Evite tapetes decorativos que possam dificultar a movimentação de crianças, idosos, pessoas que fazem uso de cadeiras de rodas, bengalas e muletas. Em todos os ambientes, sinalize quaisquer degraus, pisos desnivelados, elevadores e obstáculos. Lembre-se que, independentemente de seu evento estar sendo realizado em espaço alugado ou cedido, a responsabilidade de garantir o acesso é dos organizadores. Por isso, é essencial disponibilizar banheiros adequados às normas de acessibilidade.  Garantir o acesso ao local do evento é essencial. Por isso, o evento deve oferecer vagas de estacionamento e disponibilizar um local para embarque e desembarque dos veículos, facilitando a entrada das pessoas. O espaço do evento contribui fortemente para a experiência dos convidados. Por isso, é imprescindível pensar na acessibilidade em relação às comidas e bebidas. Mesas devem ter altura suficiente para que pessoas em cadeiras de roda consigam encaixar a cadeira na parte de baixo. Além disso, a mesa e os itens devem estar ao alcance do braço.  Se as comidas e bebidas estiverem disponibilizadas apenas em uma mesa central, esta deve permitir a aproximação e utilização por todas as pessoas. Lembre-se de disponibilizar outras mesas menores e/ou suportes para apoio de copos e alimentos, possibilitando a livre comunicação de pessoas que se comunicam pela linguagem de sinais.  Se o evento tiver um menu, você pode disponibilizar também uma versão em braile.  Espaços acessíveis oferecem mais conforto e otimizam a experiência de todos os participantes do evento. Se você deseja saber mais sobre o assunto, recomendamos a leitura do Guia de Acessibilidade em Eventos desenvolvido coletivamente por diversas instituições, e que serviu como referência para a elaboração deste material. Acesse o guia completo clicando aqui. Cabe ressaltar que estas soluções que indicamos acima são essenciais para todos os estabelecimentos, por conta de exigências legais. Além disso, se você é proprietário de restaurante, bar ou salão comercial, tenha em mente que projetar espaços acessíveis ou realizar a adequação dos já existentes pode significar um grande diferencial competitivo para seu estabelecimento.  Se você deseja projetar espaços acessíveis e inclusivos, que aliem a estética à funcionalidade para proporcionar experiências mais imersivas e inesquecíveis em seu estabelecimento, agende um horário com nossa especialista, a arquiteta Angélica Picceli, através do e-mail contato@studiouniversalis.com.br ou pelo WhatsApp (31) 98797-2392.

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Fotografia de uma mesa de recepção. A mesa é de madeira e mostra uma placa com "Reception" ("recepção", em inglês) e, ao fundo, uma campainha no formato sino de mesa. À frente da imagem, caixa de texto laranja com texto branco escrito "Acessibilidade e turismo", seguida por caixa branca com texto preto, escrito "Como soluções de acessibilidade podem impulsionar hotéis e pousadas?". Nas laterais da imagem, elementos que representam piso tátil aparecem em laranja.
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Acessibilidade e turismo: Como soluções de acessibilidade podem impulsionar hotéis e pousadas?

Não é novidade que a rede hoteleira busca, em meio a um cenário de concorrência acirrada, novas formas de se diferenciar e destacar no mercado. Dentre as inovações, investir em um bom atendimento e espaços hospitaleiros e acessíveis têm se mostrado como pontos essenciais para encantar o público consumidor. Como preveem especialistas, 2022 será um ano de retomada nos setores turísticos, com principal ênfase no turismo doméstico. Com este cenário, os empreendedores do setor hoteleiro podem esperar um maior fluxo de pessoas. A partir do avanço da vacinação e da retomada gradual das atividades, os consumidores possuem novos comportamentos e, também, novas prioridades. Uma pesquisa de tendência lançada recentemente pela rede de Hotéis e Resorts Hilton revelou que, nas próximas temporadas, os turistas devem buscar bem-estar e uma experiência diferenciada em todos os aspectos da estadia. Além disso, a pandemia potencializou a relação com as marcas, e os consumidores apresentam uma tendência ainda maior de buscar marcas que estejam alinhadas aos seus valores. Questões como sustentabilidade, conforto e acessibilidade têm grande destaque como importância para o consumidor que busca as redes de hotéis e pousadas. Os empreendimentos hoteleiros que buscam destacar-se no cenário competitivo podem apostar em soluções de acessibilidade pois, além de contribuir para a inclusão social, ambientes acessíveis promovem uma experiência mais agradável e fidelizadora. Além disso, passam a atender um número ainda maior de consumidores, como, por exemplo, o público idoso, que cresce consideravelmente e merece a atenção dos hoteleiros. Para promover a acessibilidade a todos os públicos, os espaços e equipamentos devem ser projetados de forma a facilitar seu acesso e utilização. Existem diversas regulamentações legais que dão conta destes aspectos e, com a orientação de arquitetos(as) especializados(as), os estabelecimentos podem implementar soluções acessíveis sem abrir mão do aspecto estético. Na verdade, as ações de acessibilidade arquitetônica podem potencializar a questão estética, promovendo ambientes planejados de forma a garantir maior conforto e bem-estar e criando experiências imersivas e envolventes.   O que diz a legislação brasileira sobre acessibilidade em hotéis e pousadas? As definições da legislação brasileira sobre acessibilidade na rede hoteleira não são recentes. Apesar de existirem há pelo menos 17 anos, há um desconhecimento acerca de suas determinações. É preciso difundir suas informações e transformar este conhecimento em ações práticas para a implementação de espaços mais inclusivos. O Decreto 5.296, de dezembro de 2004, estabelece que os hotéis construídos após a data de sua aprovação fossem projetados através dos conceitos do desenho universal. Ou seja, concebendo seus ambientes, programas e serviços de forma a serem usados por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico.  A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência) apresenta esta determinação de forma mais específica. A Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, tem como objetivo assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania.  O documento prevê que hotéis, pousadas e similares devem ser construídos observando-se os princípios do desenho universal, além de adotar todos os meios de acessibilidade, seguindo as recomendações técnicas da NBR 9050:2015.  Os estabelecimentos já existentes devem disponibilizar, pelo menos, 10% (dez por cento) de seus dormitórios acessíveis, garantindo, no mínimo, 1 (uma) unidade acessível por estabelecimento. Além disso, a Lei prevê que os dormitórios devem ser localizados em rotas acessíveis (ou seja, percursos sem interrupções, sinalizados e que englobam todos os elementos que compõem a acessibilidade).  Apesar de complexas, estas medidas podem ser aplicadas em projetos de estabelecimentos de todos os portes. Arquitetos especializados, com amplo conhecimento da legislação, projetam estes espaços aconchegantes, alinhados às demandas da lei e atrativos para os consumidores.    Por que é importante estar atento à acessibilidade hoteleira? É um reforço positivo para a imagem da marca Como indicado pela pesquisa de tendências do ramo hoteleiro, os consumidores buscam cada vez mais marcas que defendam valores que consideram importantes. Assim como a sustentabilidade, por exemplo, a acessibilidade é uma pauta importante e, ao demonstrar, com ações reais, o quanto seu hotel ou pousada estão engajados para receber todos os hóspedes, o estabelecimento terá um reforço positivo da imagem percebida pelo público.   Amplia as possibilidades de público Ao investir em acessibilidade, os estabelecimentos podem atender a um número maior de pessoas de uma maneira ainda mais satisfatória. A partir da aplicação destas soluções os espaços passam a ser mais convidativos para pessoas com deficiência, pessoas com mobilidade reduzida, idosos e seus acompanhantes. O que representa, também, um acréscimo no faturamento da empresa.   É necessário estar em conformidade com a legislação Como demonstramos, existem diversas leis e normas que regem a acessibilidade dos espaços e dispositivos e é obrigação dos estabelecimentos estarem em conformidade com a legislação. Projetos executados sob a orientação de arquitetos especializados em arquitetura inclusiva podem beneficiar os espaços de forma a adequá-los às normas locais e nacionais e promover as melhores experiências aos consumidores. Se você possui um hotel ou pousada e deseja implementar a arquitetura inclusiva como parte da sua estratégia comercial, para se diferenciar neste cenário competitivo, entre em contato com nossa especialista Angélica Picceli pelo e-mail contato@studiouniversalis.com.br ou pelo telefone (31) 98797-2392.

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Fotografia da inauguração do Projeto Pelô Acessível. A imagem lateral mostra, de forma aproximada, um homem em cadeira de rodas atravessando a passarela acessível instalada no Pelourinho. O homem usa uma camisa listrada verde e calças jeans. À sua frente, uma mulher em cadeira de rodas também atravessa a passarela. A frente da imagem, caixa de texto laranja com texto branco escrito "Turismo e patrimônio histórico", seguida por caixa branca com texto preto, escrito "Como a acessibilidade pode estimular o aumento de demanda no setor turístico". Nas laterais da imagem, elementos que representam piso tátil aparecem em laranja.
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Turismo e patrimônio histórico: como a acessibilidade pode estimular o aumento de demanda no setor turístico

Com o avanço da vacinação e as perspectivas positivas para o turismo nacional no ano de 2022, as pessoas já começam a preparar suas viagens planejando os roteiros e programações. Neste momento pesquisamos os melhores hotéis, pousadas e também os espaços culturais e atrações que iremos acompanhar, fazendo planos para aproveitar o período da melhor forma possível. Estas experiências e relações com os espaços são importantíssimas na vida de todos, afinal, os lugares com os quais as pessoas têm contato possuem forte influência sobre suas vidas. No entanto, inúmeros são os equipamentos culturais e de lazer que não podem ser utilizados por todas as pessoas: espaços em más condições de acesso e circulação, que não possuem acessibilidade, acabam por impossibilitar que idosos e pessoas com deficiências e/ou mobilidade reduzida os visitem.   Mas por quê a acessibilidade em patrimônios históricos é importante? Laura Martins, criadora do blog Cadeira Voadora, comentou na live que realizamos no Mês da Acessibilidade:  “Quando tiramos da pessoa com deficiência a oportunidade de frequentar os mais diversos lugares, onde ela pode aprender, onde ela pode conhecer outras visões de mundo, a gente está tirando muito mais do que a gente pensa… a gente está tirando a possibilidade de formar personalidades”.  Laura Martins, blogueira e escritora Espaços acessíveis garantem o acesso à história, cultura, à arte e muitos outros elementos essenciais para a construção de nossas identidades. Muitos destes espaços são patrimônios tombados, mas isso não pode ser um impedimento para que haja acessibilidade, dada sua importância social. As intervenções que buscam promover a acessibilidade e melhor mobilidade nos patrimônios tombados têm impacto positivo de grande alcance, qualificando estes espaços e valorizando a circulação de pessoas, aumentando o uso desses equipamentos e favorecendo o contato com elementos culturais importantes para a identidade regional e nacional.   Acessibilidade e patrimônio – marcos legais que devem ser cumpridos De acordo com o IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, órgão responsável pela preservação e divulgação do patrimônio material e imaterial do país, discutir sobre a mobilidade e acessibilidade em áreas tombadas é essencial na gestão do patrimônio, pois, ainda que o país possua uma legislação bem delineada sobre as questões de acessibilidade nos espaços, há muito o que se feito para garantir que as leis sejam cumpridas. O principal desafio é fazer cumprir estas regulamentações e realizar as intervenções necessárias para garantir o acesso de todas as pessoas de forma conjunta à preservação do espaço. Para que as medidas sejam compatíveis, devem ser planejadas e realizadas de forma a manter as características do patrimônio. Para isso, arquitetos especializados devem fornecer as orientações necessárias para garantir a acessibilidade e melhor mobilidade nos conjuntos urbanos tombados de forma preservar sua estrutura.   O que pode ser feito em relação à acessibilidade nestes ambientes? Para que as ações sejam compatíveis, devem ser planejadas e realizadas de forma que não produzam descaracterização do patrimônio cultural. O Brasil é referência nas leis de acessibilidade, e, no entanto, há muito que ser melhorado em relação às ações de acessibilidade nestes espaços.  Cabe ressaltar que a acessibilidade deve ser pensada de forma interdisciplinar, pois é um conceito que, como destacamos em outros materiais aqui no blog, envolve diversas dimensões. É preciso pensar no deslocamento até chegar ao espaço cultural, como ônibus com plataforma elevatória, calçadas adequadas, com rebaixamentos para proporcionar o acesso ao espaço e também proporcionar uma sinalização e comunicação completa e adequada para que todos consigam chegar às atrações turísticas. O fato de o prédio ser tombado não pode ser impedimento para a adoção de soluções de acessibilidade, pois diversas são as possibilidades que podem ser utilizadas de acordo com a estrutura do patrimônio, para torná-lo mais acessível. Algumas alternativas podem auxiliar para tornar o espaço mais acessível para todas as pessoas, como: Se há mesas, bancadas ou balcões no ambiente, estes devem ter altura adequada para que pessoas sentadas ou em pé consigam utilizá-los. Os ambientes devem ter amplo espaço de circulação e ser bem iluminados. Plataformas elevatórias podem ser utilizadas para ambientes com escadas ou desníveis no piso. Espaços anexos são ótimas soluções para a instalação das plataformas elevatórias caso a estrutura do patrimônio seja limitante. Banheiros acessíveis com amplo espaço, barras de apoio e  peças sanitárias adequadas. Em relação às exposições e demais elementos culturais, é importante pensar na sua percepção sempre por mais de um sentido: o uso de escrita tátil em Braille, de audiodescrição e obras em alto relevo são essenciais para que o maior número possível de pessoas consiga ter acesso aos equipamentos. Em relação à comunicação, a presença de intérpretes de LIBRAS e o uso de legendas em peças audiovisuais também são essenciais.   É importante que o site também seja acessível pois, antes de ir até o destino, as pessoas buscam informações na internet. O acesso à informação é fundamental e, por isso, a construção do site e a organização dos conteúdos precisa ser acessível, para que quem deseja visitar o espaço compreenda as informações. É importante também explicitar qual o nível de acessibilidade daquele espaço, se possui meia entrada para pessoa com deficiência e seu acompanhante, por exemplo, e também se existem equipamentos de áudio ou comunicação tátil. Por conta da complexidade e dos diversos níveis de acessibilidade, é muito difícil encontrar equipamentos de lazer e patrimônios culturais que sejam completamente acessíveis. Este é um processo que deve ser planejado com a orientação de profissionais especializados e alguns lugares conseguem chegar muito próximos ao nível ideal.   Pelourinho, um exemplo em solo brasileiro Um exemplo positivo é o Pelourinho, em Salvador – BA. O conjunto urbanístico e arquitetônico no centro histórico de Salvador foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Unesco em 1985 e em 2012 passou pelo Projeto “Pelô Acessível”, que estabeleceu uma rota acessível no local. Dentre as intervenções no espaço, foi promovido o alargamento de calçadas, de forma a contemplarem a legislação brasileira, passarelas e travessias para cruzar a rua, recuperação e nivelamento de ruas e construção de rampas

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Fotografia de poste metálico com o símbolo internacional do acesso em azul sobre fundo branco. Atrás ao poste, uma superfície de vidro reflete a figura de uma mulher empurrando um carrinho de bebê. A frente da imagem, caixa de texto laranja com texto branco escrito "Acessibilidade e espaços urbanos", seguida por caixa branca com texto preto, escrito "Mais oportunidades com cidades mais inclusivas.". Nas laterais da imagem, elementos que representam piso tátil aparecem em laranja.
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Acessibilidade e espaços urbanos: mais oportunidades com cidades mais inclusivas

De acordo com a legislação brasileira, é necessário garantir o acesso de todas as pessoas à educação, saúde, trabalho, esporte, cultura e infraestrutura urbana, tanto em espaços públicos quanto privados. No dia a dia, ao transitar pelas calçadas nos deparamos com uma estrutura muitas vezes comprometida, falta de acessibilidade e poucos espaços para deslocamento. Além de afetar a paisagem da cidade, é algo que pode causar diversos transtornos para qualquer pessoa. De acordo com a Constituição Federal, no geral, o proprietário do imóvel, residencial ou comercial, é o responsável pela reforma e conservação das calçadas. Ao poder público, cabe a fiscalização e a conservação da via pública.   Mas por que a acessibilidade em espaços públicos é importante? Espaços urbanos bem cuidados e acessíveis facilitam o dia a dia de todas as pessoas. A acessibilidade em espaços urbanos propõe um olhar sobre a facilidade com que cada pessoa consegue se deslocar pela cidade para fazer o que deseja ou precisa. Está, portanto, ligada às oportunidades disponíveis a todas as pessoas: espaços e transportes urbanos em condições adequadas permitem que a  população tenha a seu alcance educação, oportunidades de trabalho, lazer, cultura, enfim, todas as possibilidades que a cidade oferece. Ao ampliar o número de pessoas com acesso aos equipamentos de lazer e estabelecimentos comerciais, paisagens urbanas acessíveis favorecem o desenvolvimento da cidade como um todo, inclusive impactando na atividade turística, proporcionando aos visitantes e moradores uma experiência mais agradável e acolhedora. Quando falamos de turismo, muitas pessoas podem pensar apenas em pontos consagrados como atrações turísticas, e muitas vezes não percebem a importância dos espaços urbanos para a construção de um ambiente atrativo. Ruas, calçadas, parques, praças e até mesmo pontos de ônibus e outros transportes coletivos podem se tornar fatores positivos e até impulsionar a atividade turística. O setor do turismo estima um crescimento significativo para o ano de 2022, e as viagens dentro do país se mostram como as principais tendências de destino. Pensar no deslocamento e acesso aos espaços é ponto chave para ampliar essas possibilidades. E não é apenas a instalação de uma rampa, que tornará a acessibilidade possível. Para cidades mais acessíveis, é preciso o planejamento dos espaços a partir das pessoas e dos possíveis usos que poderão fazer de todos ambientes – sejam eles ambientes urbanos tais como parques, praças e as ruas, ou ainda os prédios públicos e privados. De acordo com o ranking Connected Smart Cities 2021, as cidades brasileiras com melhor mobilidade urbana são São Paulo (SP), seguida por Florianópolis (SC) e Curitiba (PR). A capital paulista possui meios de transporte públicos e não-públicos com os serviços básicos de acessibilidade, como ônibus com elevadores para transportar cadeiras de rodas e táxis com bagageiros maiores para caber a cadeira. Como Laura Martins escreve em seu blog, o Cadeira Voadora, é preciso que todos compreendam a importância de se projetar espaços acessíveis, para que o projeto e a implantação destas soluções sejam realmente efetivas. Não raro, encontramos soluções de acessibilidade que parecem adequadas, mas que na realidade não são. Laura exemplifica este tipo de situação com o caso de uma “faixa de pedestre acessível” que não garante a travessia segura para todas as pessoas. Você pode saber mais sobre esse caso lendo a matéria no blog Cadeira Voadora, basta clicar aqui.   Como podem ser pensadas as soluções de acessibilidade para cidades mais inclusivas? A seguir, apresentamos algumas sugestões que podem tornar as cidades mais inclusivas e aconchegantes, proporcionando acessibilidade para fomentar todas as suas atividades, e, em especial, o turismo. Calçadas largas, regulares e com piso em boas condições minimizam o risco de quedas e facilitam a circulação de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.   O rebaixamento da calçada  junto às faixas de travessia de pedestres é outro elemento importante para melhorar as condições de acesso e locomoção.   A faixa de pedestres deve estar em boas condições, com o piso regular. O semáforo deve ser bem sinalizado, de preferência fazendo o uso de dispositivos sonoros; Outro ponto muito importante é que o semáforo deve possuir tempo suficiente para permitir a travessia segura de todas as pessoas.   Piso tátil instalado corretamente, para indicar o caminho a ser percorrido e também rebaixamentos em calçadas, obstáculos sobre o passeio, plataformas e quaisquer desníveis.    Estas são algumas das inúmeras ações para tornar os espaços urbanos mais acessíveis. É necessário adaptar a paisagem das cidades para que a vida social seja funcional e confortável e para tornar o espaço urbano mais agradável a todas as pessoas.  Cabe ressaltar, também, que espaços públicos e privados têm a responsabilidade de permitir o uso e acesso de todas as pessoas a seus ambientes, e todos nós podemos contribuir para a manutenção e também fiscalização destes espaços junto às prefeituras. É a integração entre os âmbitos públicos e privados que garante espaços mais inclusivos. Por isso, é importante que todos participem deste processo, pois cidades mais acessíveis são mais confortáveis para todas as pessoas e possibilitam o desenvolvimento humano e também econômico. Conte com profissionais especializados para fornecer soluções arquitetônicas capazes de potencializar essa integração e construir espaços funcionais, únicos e adequados às demandas de acessibilidade. Agende um horário com Angélica Picceli, especialista em Arquitetura Acessível do Studio Universalis, através do e-mail contato@studiouniversalis.com.br ou pelo WhatsApp (31) 98797-2392.

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Acessibilidade

Acessibilidade e turismo: como os espaços influenciam a experiência do consumidor

Com a aproximação do final de ano, o período de férias de verão passa a ser um dos focos dos empreendedores de todo o país. À medida que as pessoas começam a planejar suas viagens, os comerciantes buscam alternativas para inovar e atender da melhor forma possível seus consumidores. A estimativa para o turismo nesta temporada de 2021-2022 é de início de recuperação, já que, durante a pandemia, o setor tem sido bastante prejudicado. De acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, a atividade turística deve voltar ao faturamento nos mesmo patamares pré-pandemia, em 2022. A retomada do turismo será gradual e terá como principal foco o turismo doméstico, como aponta Leonel Andrade, presidente da CVC, maior empresa do turismo no Brasil. O Brasil possui dimensões continentais e, neste cenário, há uma variedade de lugares a serem explorados na atividade turística tanto nesta, quanto nas próximas temporadas. Com um grande número de pessoas vacinadas, os espaços começam a operar com maior capacidade de público e as pessoas sentem-se mais seguras em viajar e conhecer novos lugares. As pessoas, que passaram 2020 e 2021 muitas vezes sem poder viajar, estão aguardando este momento com ansiedade para aproveitar suas férias. Com uma demanda mais elevada, a concorrência está atenta para oferecer o melhor serviço e conquistar os clientes turistas, para que voltem mais vezes aos seus estabelecimentos. Por isso, investir em soluções para prover a acessibilidade nos estabelecimentos comerciais é, além de uma obrigação exigida por lei, um diferencial competitivo muito forte, que pode fazer com que o estabelecimento se destaque no mercado e atrair um segmento do mercado consumidor que possui pouquíssimas opções para usufruir em suas férias. A acessibilidade nos espaços não influencia apenas a experiência de pessoas com deficiência, mas de todas as pessoas: com mobilidade reduzida, idosos, gestantes, pessoas com crianças de colo ou carrinhos de bebê. Ao projetar ou adaptar espaços para torná-los mais acessíveis, você passa a atender melhor a todos os públicos, ampliando, também, suas possibilidades de faturamento e a experiência e satisfação de seus consumidores. Ambientes projetados para serem acessíveis facilitam, claro, sua utilização, mas também fornecem mais conforto e segurança para todas as pessoas que forem utilizá-los. Como comentamos em outros materiais aqui no blog, a acessibilidade tem papel estratégico em espaços comerciais e é capaz de promover experiências imersivas e envolventes para os clientes. E as vivências positivas com uma marca ou empresa são capazes de potencializar os níveis de lealdade para 70% dos clientes, de acordo com estudo realizado pela Vonage. Para 65% dos pesquisados, estas experiências são o suficiente para que recomendem o serviço. Além disso, uma pesquisa global da empresa Deloitte mostrou, ainda, que a experiência do consumidor é fator decisivo para que este esteja disposto a pagar mais por um produto ou serviço – 86% dos respondentes. Com a forte presença das redes sociais, ambientes positivos e agradáveis também aumentam a possibilidade de compartilhamento de registros, indicações online e potencializam a presença da marca. E espaços acessíveis e inclusivos, além de ações de responsabilidade social, caracterizam-se como uma oportunidade de ampliação de mercado. Se você está pensando em abrir seu negócio para aproveitar a temporada ou busca adaptar o espaço já existente, para fornecer uma experiência mais agradável e satisfatória para o seu consumidor, deve tomar as medidas adequadas à sua situação de forma específica, de acordo com as realidades do seu negócio e seguindo a orientação de um arquiteto ou arquiteta especializado. Salientamos alguns pontos essenciais para que você avalie na estrutura de seu estabelecimento: Verifique se a calçada está em boas condições, sinalizada, com fácil acesso e promova as adequações necessárias; Adote soluções para viabilizar o acesso de todos, tais como a construção de  rampas com inclinação adequada caso haja desnível entre pisos, dentro e fora  estabelecimento, ou a instalação de elevadores e plataformas; Tenha corredores amplos e de livre circulação; Busque posicionar mesas e balcões com altura adequada para que pessoas consigam utilizá-lo tanto em pé quanto sentadas; Invista na correta sinalização dos espaços, tendo o cuidado para que ela seja percebida por pelo menos dois sentidos humanos diferentes: visual e sonora ou visual e tátil. Todos estes itens estão descritos e regulamentados na NBR ABNT 9050/2020, que, como comentamos em outros materiais, é a norma que rege as construções arquitetônicas em edificações, mobiliários, espaços e equipamentos. A arquitetura é capaz de conferir diferenciais muito significativos aos estabelecimentos comerciais. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, investir em espaços acessíveis não demanda gastos muito elevados, pois o custo de projetos arquitetônicos acessíveis é semelhante ao dos que não seguem as regulamentações legais. A temporada de verão 2021-2022 está se aproximando e, para se destacar da concorrência e buscar encantar o consumidor por meio de uma experiência agradável, este é o momento de investir em soluções arquitetônicas acessíveis. Para isso, busque arquitetos especializados, que atendam às solicitações das leis brasileiras e de políticas locais. Se você quiser saber como projetar seu empreendimento de forma acessível ou, ainda, encontrar as melhores soluções para a adaptação de ambientes para promover uma experiência mais agradável e inclusiva, agende uma reunião com Angélica Picceli, especialista em Arquitetura Inclusiva do Studio Universalis. Entre em contato pelo e-mail contato@studiouniversalis.com.br ou pelo WhatsApp/telefone (31) 98797-2392.

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Acessibilidade atitudinal e arquitetônica: sua importância na construção de espaços mais inclusivos

Para desenvolver ambientes mais inclusivos, é preciso pensar na acessibilidade de forma interdisciplinar, levando em consideração todas as dimensões que envolvem essa definição. O primeiro passo neste processo é o ato de querer fazer a diferença, pois ele irá impulsionar a remoção de barreiras. Devemos perceber o outro sem preconceitos, estigmas e estereótipos e, para além disso, compreendê-lo como indivíduo, com características próprias, reconhecer suas possibilidades e limitações para, a partir disso, planejar as ações. Assim, desenvolver a acessibilidade atitudinal representa um aspecto essencial, que permeia todos os outros sentidos e que direciona todas as ações de adaptação, inclusive dos espaços. Desenvolver a acessibilidade atitudinal proporciona, além de um ambiente mais favorável à inovação e diversidade, diversos outros benefícios para as empresas e instituições. Atitudes favoráveis, aliadas às soluções espaciais, facilitam o processo de inclusão, promovendo o acesso a ambientes confortáveis e apropriados para as necessidades de todas as pessoas. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Sebrae SP, o investimento em aspectos espaciais das lojas, assim como na acessibilidade dos ambientes, pode aumentar as vendas em até 40%.  Mas como fazer isso? Trabalhar aspectos atitudinais e espaciais pode parecer um desafio para os estabelecimentos comerciais, mas representa diversas oportunidades de ampliar o negócio e melhorar o clima organizacional. Em relação à estrutura física da empresa, é preciso pensá-la a partir do Desenho Universal, permitindo que todas as pessoas usufruam dos espaços com segurança e autonomia. Para isso, o papel do arquiteto é essencial, planejando os ambientes de forma humanizada, a partir das pessoas, de suas particularidades e dos usos que farão dos espaços. Destacamos em alguns materiais no blog como a adaptação de espaços comerciais pode ser feita sem a necessidade de reformas estruturais e citamos alguns exemplos de como a acessibilidade pode impulsionar a experiência do consumidor no setor de varejo.  O mobiliário e os equipamentos devem proporcionar a maior autonomia, conforto e independência possível a todos, e principalmente para as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O mobiliário e os equipamentos, de forma geral, são elementos complementares ao espaço físico e portanto também devem ser planejados para garantir a todos o direito de ir e vir, de se comunicar e usufruir de todos os ambientes livremente e com o máximo de independência possível.  Além da acessibilidade arquitetônica, é preciso prover a acessibilidade na sinalização e comunicação e orientar os colaboradores sobre a importância destes aspectos. É preciso compreender porque estas soluções existem e o que significam, de forma plena, para que os colaboradores possam aprimorar seu atendimento e atender aos consumidores da melhor forma.  É preciso que as pessoas compreendam não apenas as normas técnicas, mas para quê servem e o que representam. É necessário repensar, também, as próprias atitudes. Conforme a entrevista do professor Josemar Araújo para a Agência IBGE de Notícias (2017), quando se pergunta a alguém se algum local é acessível, a resposta é positiva caso neste espaço exista uma rampa de acesso ou qualquer outra medida arquitetônica implementada de forma avulsa, independente de ser adequada às normas ou não. O professor, que é cego, destaca que espaços arquitetônicos devem ser projetados de forma acessível, mas que é necessário também que as pessoas compreendam a sua importância e funcionalidades. Sem a conscientização das pessoas, muitos equívocos podem ocorrer, como a utilização de adaptações para outras finalidades. Assim, tão importante quanto a acessibilidade no espaço físico é a acessibilidade atitudinal. É necessário sensibilizar as pessoas, investir na capacitação da equipe e deixar os combinados procedimentais nítidos para todos os colaboradores. Com profissionais preparados, envolvidos e com o conhecimento sobre estas questões, é possível implementar as mudanças em processos internos e promover a inclusão em estabelecimentos de todos os setores. Por isso, a arquitetura desempenha papel fundamental na experiência do cliente, pois é peça-chave na construção desta relação e das histórias que acontecem a partir da interação com produtos e/ou serviços. É a relação entre os espaços e as pessoas que irá constituir um ambiente (no sentido mais amplo da palavra) acessível.   Para ampliar as possibilidades de negócios e promover a inclusão através de espaços mais acessíveis, conte com profissionais especializados para fornecer a orientação de adaptação dos ambientes e a capacitação da equipe. Agende um horário com Angélica Picceli, especialista em Arquitetura Acessível do Studio Universalis, através do e-mail contato@studiouniversalis.com.br ou pelo WhatsApp (31) 98797-2392.

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Acessibilidade

As dimensões da acessibilidade: como promover a inclusão e a acessibilidade plena

Na legislação brasileira, o conceito de acessibilidade é descrito como sendo a condição de possibilidade para a transposição dos entraves que representam as barreiras para a efetiva participação de todas as pessoas nos vários âmbitos da vida social. Estas barreiras são as condições que limitem ou impeçam a realização plena em diversos aspectos, não apenas em relação a espaços físicos e ambientes. Assim, a acessibilidade, de forma prática, é a possibilidade de viver a vida sem barreiras. Engloba o alcance e utilização, com segurança e autonomia de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, incluindo os sistemas tecnológicos, e outros serviços destinados à população. Deve servir para acesso ao meio público e privado, tanto na zona urbana como na rural, por todas as pessoas, independente de apresentarem ou não alguma deficiência. A acessibilidade é um conceito complexo e multidisciplinar, e  para promovê-la de forma ampla, é necessário repensar desde as limitações arquitetônicas, passando por transportes, comunicação e acesso à informação, tecnologias e atitudes. Esta complexidade exige a atuação em diversas áreas de forma integrada. Romeu Kasumi Sassaki (2002) identificou espectros para se pensar a acessibilidade e, ao longo de discussões entre pensadores da área, estes conceitos foram revisitados e adaptados à realidade atual. Confira a seguir os oito aspectos para se pensar na acessibilidade plena. Acessibilidade arquitetônica Diz respeito à eliminação das barreiras ambientais físicas em todos os espaços e equipamentos, sejam eles públicos ou privados. Aqui, como exemplos, podemos citar os locais que possuem entradas adequadas, que possam ser usadas por todas as pessoas, eventualmente possuindo rampas ou elevadores para o deslocamento entre níveis ou pavimentos diferentes, banheiros acessíveis, entre outras.   Acessibilidade instrumental Tornar acessíveis as ferramentas, utensílios e instrumentos tanto de uso escolar, quanto profissional e de lazer e recreação, para quaisquer finalidades. Como exemplo, podemos citar os talheres adaptáveis.   Acessibilidade nos transportes Eliminar barreiras que dificultem o acesso ou utilização de transportes, terminais, estações e paradas, bem como de todos os equipamentos que compõem estas redes, de forma que todas as pessoas sejam capazes de fazer uso do mesmo com segurança e autonomia, sem nenhum prejuízo para sua locomoção. Dentre as medidas observadas neste aspecto, podemos destacar os ônibus com plataformas para acesso e com sinalização adequada.   Acessibilidade comunicacional A comunicação deve ser sempre pensada para alcançar o maior número de pessoas possível, e por isso, deve ser multimodal, ou seja, feita por mais de um meio conjuntamente. Dentre os exemplos de soluções acessíveis neste aspecto, destacamos a importância de intérpretes de LIBRAS para comunicações orais e escritas para as pessoas com deficiência auditiva, a leitura de telas em computadores e outros dispositivos que possam atender às pessoas com deficiência visual.   Acessibilidade digital Diz respeito ao acesso e utilização dos conteúdos na Web e de seus plenos recursos. O desenvolvimento de sites e páginas que levam em consideração as possíveis barreiras que dificultam e, muitas vezes, impossibilitam o acesso aos conteúdos e páginas, de forma a tornar a comunicação e acesso à informação e ao conhecimento.   Acessibilidade programática Em relação às políticas públicas, diz respeito a criação de leis, decretos e regulamentações, de forma a promover a inclusão e o livre acesso de todas as pessoas. Em ambientes empresariais, diz respeito às políticas internas e ações de sensibilização, que envolvam a informação, o conhecimento e aplicação de leis e direitos de todas as pessoas.   Acessibilidade metodológica A acessibilidade metodológica está fortemente relacionada à inclusão em escolas e no mercado de trabalho. Conhecida também como acessibilidade pedagógica, é a ausência de barreiras nas metodologias empregadas. Está, também, relacionada à acessibilidade comunicacional e atitudinal, envolvendo a forma com que os processos são concebidos. Acessibilidade atitudinal É ponto chave nas discussões sobre acessibilidade, pois representa a percepção do outro sem preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações. É o primeiro passo, o ato de querer fazer a diferença que impulsiona a remoção de barreiras e que se relaciona intimamente com todos os anteriores.   Mas, afinal, como superar as barreiras para promover a inclusão e a acessibilidade plena? Como discutimos em outras matérias aqui no blog, permitir a acessibilidade é o ponto de partida para proporcionar mudanças bastante positivas, favorecendo um ambiente empresarial mais inclusivo e diverso. Um dos conceitos mais importantes para promover estas ações nas mais diversas áreas é o conceito de Desenho Universal, que prevê que os produtos, espaços e serviços sejam usáveis pelo maior número de pessoas possível, independentemente de idade, habilidade ou situação. Os sete princípios básicos do Desenho Universal contemplam essas complexas definições de acessibilidade e buscam integrá-las, para buscar soluções mais inclusivas em todos os setores da sociedade. Os princípios básicos são: Uso equiparável – pode ser utilizado por pessoas com diferentes graus de habilidades. Como exemplo de sua aplicação na arquitetura, temos as portas com sensores que se abrem automaticamente e o rebaixamento completo das vias, favorecendo a mesma condição de travessia a todos os pedestres.   Flexibilidade no uso – deve atender a uma ampla gama de indivíduos, contemplando suas preferências e habilidades.    Usos simples e intuitivos – o uso deve ser de fácil compreensão, independentemente de experiência, nível de formação, conhecimentos específicos, habilidades linguísticas ou da capacidade de concentração do usuário.   Informação perceptível – as informações necessárias devem ser perceptíveis e comunicadas ao usuário de forma eficaz, independente de sua capacidade sensorial ou de condições ambientais.   Tolerância ao erro – o projeto deve minimizar os erros e as consequências de falhas acidentais ou não intencionais. Como exemplo, citamos o recurso “desfazer” em programas de software, que permite que o usuário corrija um erro sem ser penalizado.   Baixo esforço físico – os espaços, serviços e produtos devem ser utilizados com um mínimo de esforço, de forma eficiente e confortável. As maçanetas do tipo alavanca em portas são bons exemplos desse princípio.   Dimensionamento e espaço para aproximação e uso – os espaços devem ter dimensões apropriadas para interação, alcance, manipulação e uso, independentemente de tamanho, postura ou mobilidade do usuário.

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Arquitetura Industrial

Soluções de acessibilidade para espaços industriais

A acessibilidade é a possibilidade da efetiva participação de todas as pessoas nos mais diversos âmbitos da vida social, sem barreiras que as impeçam de desenvolver as atividades de forma autônoma. Se apresenta em múltiplas dimensões, desde as questões atitudinais, acessibilidade física e espacial, tecnológica, informacional, comunicacional, linguística e pedagógica, entre outras. É, ainda, uma questão de direitos e atitudes, e encontra fortes bases na legislação brasileira, uma das mais avançadas e completas do mundo neste quesito. Com relação aos projetos arquitetônicos, têm conquistado espaço nos últimos anos, através da arquitetura inclusiva. A arquitetura inclusiva respeita a diversidade humana e define a acessibilidade para todos e todas, em diferentes espaços. Busca enfatizar a experiência das pessoas nos ambientes e incluir as diversas necessidades no seu planejamento. Está relacionada ao conceito do desenho universal, que busca produtos e ambientes com design acessível ao maior número de pessoas possível. A atuação do arquiteto está descrita conforme diversos dispositivos legislativos. Em relação à acessibilidade, a Lei nº 10.098 estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação. A Lei considera como barreira qualquer entrave que limite ou impeça o acesso, o movimento livre e a circulação com segurança das pessoas. Em espaços de trabalho, a acessibilidade promove a segurança de todos os colaboradores e proporciona diversos benefícios, como a melhora do clima organizacional e o desenvolvimento de tarefas de forma mais fluida. Planejar ambientes industriais acessíveis envolve pensar nos usos dos espaços para favorecer os processos de produção, mas sem deixar de seguir uma série de regulamentações, como a NBR 9050:2020, por exemplo. Em reformas, pode ocorrer um processo de adequação dos espaços à legislação e também adaptações dos ambientes para que atendam às exigências da legislação, e algumas medidas são priorizadas, por escolha da gestão da empresa e dos arquitetos envolvidos. Para que os projetos sejam inclusivos, tanto para pessoas com deficiência, quanto para as pessoas que não possuem nenhuma necessidade específica, alguns itens são fundamentais. Entrada acessível: As empresas devem cuidar para que as entradas de suas sedes sejam acessíveis para todas as pessoas. No caso de locais com desníveis ou mais de um pavimento, é necessário ter rampas, plataformas ou elevadores que permitam a transposição e circulação entre esses diversos pavimentos, lembrando que estas soluções são indispensáveis para que pessoas em cadeira de rodas ou com mobilidade reduzida possam chegar à sede da empresa e que tais dispositivos devem respeitar as exigências técnicas estabelecidas pela NBR 9050:2020 e outras normas técnicas específicas. Estacionamento: Os estacionamentos devem contar com vagas de estacionamento para pessoas com deficiência e vagas reservadas para idosos. Estas vagas precisam estar localizadas próximas à entrada do estabelecimento e possuir acesso facilitado e desobstruído ao local. Banheiros acessíveis: Alguns dispositivos são essenciais para sanitários acessíveis como barras de apoio, torneiras com acionamento por alavanca e sensores automáticos. Além disso, precisam contar com espaço suficiente e adequado para que as pessoas possam se movimentar lá dentro e respeitar as larguras mínimas de portas e corredores de acesso. Sinalização e comunicação multi-sensorial: É necessário prever um sistema de comunicação e sinalização que possa ser compreendido por todas as pessoas, independente do sentido que utilizam para essa compreensão. A implementação de comunicação em várias mídias diferentes, tais como texto em alto-relevo, Braille, pictogramas e áudio é fundamental para garantir a autonomia e segurança das pessoas. Piso tátil: A principal função do piso tátil é auxiliar na orientação e circulação das pessoas com deficiência visual e baixa visão. Quando combinados com mapas táteis possibilitam autonomia e segurança para as pessoas com deficiência visual.  Refeitórios com espaço, equipamentos e mobiliário adequados: Além dos espaços suficientes para que todos possam se movimentar dentro dos refeitórios, equipamentos e mobiliários tais como buffets e mesas precisam ter dimensões e características que permitam que todas as pessoas consigam utilizá-lo. Há, no mercado, diversas soluções inovadoras que podem ser utilizadas em indústrias, aliando funcionalidade, conforto e as medidas determinadas pela norma técnica. De forma geral, todo estabelecimento de uso coletivo deve ter uma rota acessível, garantindo um trajeto contínuo e sem obstáculos, que apresente a sinalização adequada, interligando os acessos e todos os setores do estabelecimento. Os ambientes industriais devem ser pensados de forma a promover a autonomia e segurança daqueles que o utilizam e o papel do arquiteto é fundamental para este planejamento. Como profissionais, idealizamos e planejamos os espaços de forma a considerar as possibilidades de atuação do maior número possível de pessoas. Conte com profissionais especializados para fornecer a orientação necessária para o planejamento de seus espaços e adequá-los às demandas de acessibilidade, sempre conciliado com os requisitos dos seus processos e cadeia produtiva. Agende um horário com Angélica Picceli, especialista em Arquitetura Acessível do Studio Universalis, através do e-mail contato@studiouniversalis.com.br ou pelo WhatsApp (31) 98797-2392.

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Acessibilidade

Diversidade e inclusão: a acessibilidade como ponto de partida para um ambiente empresarial mais inclusivo

Não há dúvidas quanto à importância do trabalho para todas as pessoas, pois é através dele que realizamos sonhos e objetivos. No entanto, muitos brasileiros e brasileiras não têm acesso ao trabalho pelo fato de as empresas não disporem de espaços acessíveis. Além da Lei de Cotas, as Leis Federais número 13.146/15 e 10.098/00, o Decreto Federal 5.296/04 e a Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, exigem que as empresas promovam as adequações que se fizerem necessárias para garantir a acessibilidade de pessoas com deficiência. Por mais que existam regulamentações e exigências legais, este é um aspecto que precisa ser melhorado, pois as leis muitas vezes não são cumpridas ou não são aplicadas em sua total amplitude. A falta de acessibilidade nos espaços faz com que uma grande parcela da população não consiga viver com autonomia plena, criando barreiras em diversos aspectos, entre eles o ingresso no mercado de trabalho. Pensar os ambientes de trabalho é essencial para todos os setores econômicos, e em especial para as indústrias. É muito importante que as instalações de fábricas, galpões e centros de produção estejam preparadas para receber a todas as pessoas, independente de possuírem ou não alguma deficiência. Como possibilitar a acessibilidade nos espaços? Como já mencionamos em outros conteúdos do blog, existem normativas como a norma brasileira ABNT NBR 9050/2015, que trata dos aspectos ligados à acessibilidade em edificações, mobiliários, espaços e equipamentos urbanos. Para garantir o acesso e utilização dos ambientes com autonomia, algumas medidas podem ser tomadas – sempre com a consulta de um arquiteto especializado, para adequá-las à realidade de sua empresa ou indústria. Espaços amplos, que facilitem a movimentação e soluções que possibilitem que todas as pessoas se localizem e interajam com o espaço da empresa de forma independente e segura. É preciso considerar os espaços requeridos para manobras de cadeiras de rodas, uso de bengalas, bem como a altura operacional empregada e informações e sinalizações que contemplem os mais diversos públicos. A inclusão envolve uma série de fatores e, neste sentido, é preciso considerar, também, o desenvolvimento de uma cultura inclusiva, com orientação e formação para desenvolver em toda a equipe uma atitude favorável. E quais os benefícios da acessibilidade nas indústrias? Sabemos que inúmeros são os benefícios sentidos pelas pessoas que, ao conseguirem acessar os espaços, são capazes de exercer sua cidadania com autonomia. Mas investir em ambientes acessíveis é, também, muito benéfico para as indústrias. A acessibilidade é o ponto de partida para um ambiente empresarial diverso e inclusivo e investir nestes aspectos pode trazer, também, vantagens competitivas.  A diversidade nas empresas mostra um impacto muito positivo em seu desempenho financeiro. Uma pesquisa recente do LinkedIn mostrou que 88% das empresas brasileiras preferem fazer negócios com companhias que tenham a diversidade como pilar essencial. Segundo pesquisa realizada pela McKinsey, empresas com maior pluralidade em seus times alcançam resultados até 21% maiores que aquelas em que esta não é uma prioridade. Empresas inclusivas produzem uma percepção positiva em relação ao público A diversidade de experiências, de pontos de vista, de habilidades e de vivências amplia as possibilidades da equipe, favorece a convivência e é fundamental para melhorar os resultados globais. Além de promover a tolerância, auxilia a convivência em sociedade, proporciona o contato com diferentes vivências culturais e melhora o clima organizacional. São diferentes visões de mundo que contribuem para enriquecer o ambiente empresarial. Por fim, destacamos algumas ações que podem ser desenvolvidas para promover um ambiente empresarial mais inclusivo: Analisar e adaptar a estrutura física da empresa: elevadores, rampas de acesso, banheiros, salas, espaços de circulação. Investir na  capacitação dos colaboradores, com palestras e workshops feitos por profissionais especializados na área. Revisar os processos comunicativos da empresa, de forma a torná-los acessíveis a todos e todas. Inserir a inclusão como parte dos valores da empresa, para que seja percebida por todos. Ela pode se tornar um indicador, para ser analisada de forma contínua. Preparar os gestores e líderes de setores para tornar suas áreas mais inclusivas. Por ser uma temática que engloba diversos fatores, é essencial trabalhar de forma interdisciplinar para promover a acessibilidade e um ambiente industrial mais inclusivo. Para isso, conte com profissionais especializados para fornecer a orientação de adaptação de seus espaços e a capacitação de sua equipe. Agende um horário com Angélica Picceli, especialista em Arquitetura Acessível do Studio Universalis, através do e-mail contato@studiouniversalis.com.br ou pelo WhatsApp (31) 98797-2392.

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Acessibilidade

Mercado de trabalho inclusivo para pessoas com deficiência intelectual e múltipla: bate-papo com Angélica Picceli e Natália Costa

Desde dezembro de 2017, a Lei nº 13.585 estabeleceu, no Brasil, a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, de 21 a 28 de agosto. O objetivo desta data é proporcionar a conscientização da sociedade a respeito das necessidades específicas de organização social e políticas públicas para promover a inclusão social. Através do desenvolvimento de conteúdos dos mais diversos formatos, busca-se discutir temáticas voltadas à inclusão de pessoas com deficiência para combater o preconceito e a discriminação. Durante o ano de 2021, a Semana Nacional teve como pauta “transformar o conhecimento em ação.” No Studio Universalis, acreditamos que a conscientização e a busca por transformar estes conhecimentos em ações concretas deve ser contínua e envolver a todos e todas. Por isso, durante o mês de agosto desenvolvemos uma programação especial com lives em nossas redes sociais para discutir temas relacionados à acessibilidade e inclusão e como impactam positivamente na qualidade de vida de todos, individualmente e como sociedade. A quarta e última live contou com a participação de Angélica Picceli e Natália Costa e teve como temática o mercado de trabalho inclusivo para pessoas com deficiência intelectual e múltipla. Natália é Diretora do Instituto Ester Assumpção e vice-diretora regional do SINEP/MG, e compartilhou um pouco de sua experiência atuando há mais de 25 anos no atendimento a pessoas com deficiência intelectual e suas famílias. O bate-papo contou, ainda, com a participação de Elen Cunha, intérprete de LIBRAS, que traduziu simultaneamente os conteúdos para garantir sua acessibilidade às pessoas surdas. Angélica, Elen e Natália durante a live realizada dia 25/08.   O trabalho tem enorme importância na vida de todos e todas, significa a realização de sonhos e conquistas. Para as pessoas com deficiência não é diferente. No entanto, estas pessoas enfrentam diversas dificuldades para ingressar no mercado de trabalho. Por mais que existam regulamentações e exigências legais, este é um aspecto que precisa ser melhorado, pois as leis muitas vezes não são cumpridas ou não são aplicadas em sua total amplitude. Recentemente, a chamada Lei de Cotas – Lei 8.231, de 1991 – completou 30 anos de existência, e ela exige que empresas com mais de 100 colaboradores reservem, no mínimo, de 2% a 5% de suas vagas para pessoas com deficiência. Apesar de avanços na inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho, em 2021, 47% das vagas que, por lei, deveriam ser destinadas a estas pessoas ainda não foram preenchidas. Cabe às empresas, portanto, o cumprimento da legislação, a ampliação do seu quadro de funcionários e a oportunização de ambientes mais diversos e inclusivos. É preciso modificar este cenário e garantir que a lei seja cumprida. Para garantir a inclusão, diversas instituições, como o Instituto Ester Assumpção, desempenham papel essencial na capacitação de colaboradores para empresas mais inclusivas. O Instituto foi destaque na Revista Forbes entre as cinco empresas que contribuem com a inserção da pessoa com deficiência no mercado de trabalho e também foi contemplado pelo Criança Esperança neste ano de 2021, para a realização de projetos de capacitação de profissionais da educação, a fim de promover um ambiente escolar mais estimulante para crianças e adolescentes com deficiência. O Instituto Ester Assumpção trabalha com uma perspectiva estratégica de inclusão, que vai além da contratação de colaboradores com deficiência ou reabilitados pelo INSS, mas que visa promover nas empresas atendidas uma cultura que reconhece e valoriza as diferenças individuais. Através de uma metodologia própria, que vai desde o diagnóstico, passando pela intervenção e acompanhamento com vista à inclusão da pessoa com deficiência no mundo do trabalho, o Instituto visa promover o impacto positivo da diversidade, também, nos resultados da empresa. Durante o bate-papo, Natália Costa explica que, ao incluir uma pessoa com deficiência no ambiente empresarial, o gestor precisa questionar-se sobre o que é preciso mudar na cultura da empresa para garantir a inclusão dessa pessoa. Esta é uma decisão estratégica e que deve abarcar todos os âmbitos da organização.  É preciso pensar na estrutura física da empresa a partir do Design Universal, para permitir que todas as pessoas usufruam dos espaços com segurança e autonomia. O papel do arquiteto é essencial, pensando nos ambientes de forma humanizada, a partir das pessoas – a pessoa com deficiência deve ser protagonista desta história. É preciso, também, combater o preconceito estrutural, por isso a importância de ações estratégicas e que envolvam todos os gestores e colaboradores, para combatê-lo no cerne. Por ter raízes históricas e sociais, a mudança comportamental é, muitas vezes, mais difícil, como afirma Natália. Por isso, é essencial que haja leis e regulamentações que garantam a inclusão de pessoas com deficiência intelectual e múltipla. Também é de crucial importância o papel do líder para se modificar a cultura da empresa.   “Enquanto houver preconceito, deve haver cotas.” Natália Costa   Dentre as principais dificuldades para a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho, estão: O desconhecimento: tanto por parte do empregador, em relação a metodologias e políticas de inclusão, quanto por parte do empregado, principalmente em relação aos seus direitos garantidos por lei. O preconceito: colocar as pessoas com deficiência em um patamar desigual, seja por julgá-las como incapazes de assumir cargos em trabalhos formais, ou por super valorizá-las, compreendê-las como “heróis” por participar de forma ativa da sociedade. A discriminação: ao limitar as ações e interações das pessoas com base em julgamentos prévios e equivocados. Contratar pessoas com deficiência é um investimento para os estabelecimentos, ampliando a cultura organizacional e abarcando a diversidade. Quando o empreendedor percebe estas oportunidades, ele abre novas perspectivas para a empresa – perspectivas de sucesso e crescimento.   “A barreira não é a própria pessoa. Ou é o outro, por preconceito, ou é o ambiente inadequado.”  Angélica Picceli   Natália e Angélica destacam que a exclusão não diz respeito à pessoa com deficiência, não é uma questão de falta de habilidades, mas sim de um ambiente que não proporcione que ela se desenvolva plenamente. As barreiras são externas, e cabe a nós, como sociedade, compreender

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