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Arquitetura comercial

Você sabe o que é um projeto executivo de arquitetura? Descubra por que ele é essencial para sua obra

Quando falamos em construir ou reformar, uma dúvida muito comum entre nossos clientes é: “Por que preciso de um projeto executivo? Não posso construir apenas com o projeto da prefeitura?”  Apesar de ambos os projetos se referirem à mesma obra, seja ela construção ou reforma, cada um possui uma finalidade diferente.  Enquanto o projeto de prefeitura é um documento essencial para obtenção do alvará de construção, ele não é suficiente para garantir que sua obra seja executada com qualidade, economia e segurança. Aqui no Studio Universalis, entendemos que a arquitetura é feita com e para pessoas, pois parte da relação que temos com os espaços: os ambientes devem ser pensados a partir da experiência do usuário, coordenada com a viabilidade técnica. Na nossa perspectiva de atuação, o espaço é pensado para ampliar as possibilidades de interação, e, por isso, acreditamos que compreender o processo por trás do desenvolvimento de um projeto é essencial para que cada etapa da sua obra seja bem-sucedida. Na publicação de hoje vamos explorar as diferenças entre os tipos de projeto e destacar a importância do projeto executivo para uma obra mais segura e econômica. Entendendo as etapas do projeto de arquitetura Para quem não está familiarizado, um projeto de arquitetura pode parecer complexo e burocrático. Para facilitar a compreensão, é importante saber que o projeto arquitetônico é um conjunto de várias etapas de trabalho distintas e cada uma destas etapas possui um objetivo e um tipo de contribuição específica, para que no final tudo ocorra de forma tranquila, organizada e que sua obra seja rápida e econômica. Cada projeto é desenvolvido em várias etapas, e cada uma delas tem uma função específica: Por que o projeto executivo é indispensável? Um erro muito comum é acreditar que o projeto aprovado na prefeitura pode ser usado para executar a obra. No entanto, como vimos na seção anterior, o projeto de prefeitura não contém detalhes essenciais para guiar a equipe de execução.  Quer entender melhor como isso funciona? Veja alguns exemplos práticos. No projeto de prefeitura: há apenas a indicação das medidas gerais dos ambientes, com o posicionamento das portas e janelas e a indicação das suas dimensões apenas para se conferir se os ambientes atendem aos parâmetros de iluminação e ventilação mínimos exigidos pela legislação. Não há especificação de materiais. No projeto executivo: além das medidas dos ambientes, define-se o material a ser utilizado na execução das alvenarias, o tipo de acabamento e como isso se integra com os demais elementos, os materiais das portas e janelas e seus sistemas de abertura, entre outras informações importantes para quem vai executar a obra. Além disso, o projeto executivo evita problemas como erros estruturais, alterações indesejadas nas fachadas e ambientes internos que possam comprometer a beleza da edificação, desperdício de tempo, mão-de-obra e material com serviços que precisam ser refeitos por falta de planejamento prévio, entre outros problemas, pois já considera todos os materiais, as técnicas construtivas que serão utilizadas e a forma como os sistemas complementares de água, energia elétrica, por exemplo, serão integrado à edificação. Evita também o desperdício de materiais, compras mal planejadas ou desnecessárias, pois tudo é previsto conforme a necessidade de cada espaço e cada etapa da obra. Quer um exemplo rápido? Imagine a seguinte situação: você está reformando o banheiro e decide trocar o lavatório com bancada de granito com cuba de embutir existente por um lavatório novo, mais moderno e com uma cuba de apoio. Sem um projeto executivo, o pedreiro pode não considerar que a altura correta  da bancada de granito com cuba de apoio é diferente da altura da bancada que existe no seu banheiro. Resultado: o lavatório vai ficar muito alto e desconfortável para usar. Existente  Novo Repare na figura acima que a altura adequada para o assentamento das bancada é diferente, pois neste caso, o que deve ser priorizado é a altura da cuba. Este é um erro muito comum de se encontrar.  Os benefícios de um projeto executivo bem detalhado vão desde a economia, a segurança e a tranquilidade, poi com a possibilidade de prever e planejar melhor o uso dos materiais, evitamos desperdícios e retrabalhos e melhoramos a qualidade da execução da obra, pois, com detalhes técnicos estabelecidos no documento, a chance de uma execução mal feita ou equivocada fica reduzida. Outros pontos importantíssimos atrelados à existência de um bom projeto detalhado, é a integração com os projetos complementares (hidráulico, elétrico, estrutural) de forma que não haja conflitos que possam comprometer o resultado estético esperado e por fim, a agilidade na execução, pois com tudo especificado e claro para a equipe de obra, o resultado tende a ser uma execução mais rápida e com menos imprevistos. Bom, percebemos o quanto é importante, após a aprovação pela prefeitura, que o projeto executivo seja bem detalhado e estruturado. Mas então, sai muito caro ter um projeto executivo? Qual o custo que ele representa? Por mais que seja um trabalho essencial para garantir a qualidade do resultado final, todos os projetos juntos (arquitetônico e complementares) representam cerca de 2% do custo total da obra. Se compararmos com todos os seus benefícios, é um valor muito baixo! Esse investimento é uma fração pequena do orçamento total, mas gera grande economia ao evitar erros e otimizar o uso dos recursos. Quer construir ou reformar com economia e qualidade? Construir ou reformar exige mais do que “apenas saber onde ficam as paredes”. É preciso planejamento técnico, estratégico e detalhado para garantir que o resultado final seja mais do que satisfatório. No Studio Universalis, trabalhamos para que sua obra seja uma experiência tranquila, eficiente e que atenda aos seus sonhos e necessidades. Por isso, para nós, uma obra bem planejada começa com um bom projeto. Entre em contato conosco e descubra como um projeto executivo pode transformar sua obra: contato@studiouniversalis.com.br ou (31) 98797-2392. E se você tem dúvidas sobre projetos de arquitetura e  quer entender mais sobre como funciona o projeto executivo ou outras etapas da construção, acompanhe as redes sociais do

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Arquitetura Residencial

As oportunidades presentes na Legislação Urbana de BH para empreendimentos imobiliários: você sabe como aproveitá-las?

Os desafios de capitais e grandes cidades são grandes e constantes, e para empresas que desejam empreender neste cenário complexo muitas dúvidas podem surgir. Para as construtoras, há uma demanda crescente por moradias, porém, compreender as particularidades dos espaços da cidades, os aspectos do mercado imobiliário local e os anseios e demandas das famílias que estão em constante mudança é essencial para oferecer soluções que atendam às expectativas desses consumidores e que sejam verdadeiramente lucrativas para o negócio. E são muitas as nuances do cenário urbano… Belo Horizonte, como uma das principais metrópoles do Brasil, enfrenta desafios urbanos complexos, como a alta densidade populacional, a necessidade de mobilidade eficiente e a preservação ambiental, além de questões ligadas à segurança pública. Para lidar com esses desafios, a cidade conta com um conjunto abrangente de normas e regulamentos que visam promover o desenvolvimento urbano sustentável, a qualidade de vida dos cidadãos e um ambiente mais seguro para todos.  Nos documentos oficiais, a prefeitura descreve de forma objetiva os principais desafios a serem superados, sendo eles: Tendo em vista este cenário, a legislação urbanística serve como um guia para um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável. E para as construtoras da região, entender essa legislação e o perfil do consumidor local é a chave para o sucesso, pois a partir disso será possível promover o desenvolvimento sustentável do município ao mesmo tempo em que oferece as soluções mais adequadas aos desejos e anseios dos consumidores.  Quer saber como isso é possível? Acompanhe a leitura deste artigo! Vamos te apresentar os principais insights da legislação do município de BH e como se relacionam com o perfil e comportamento do consumidor do mercado imobiliário, mostrando como aplicá-los no momento de conceber projetos inovadores e atrativos.  Para chegarmos ao objetivo do nosso artigo, precisamos entender sobre o que as leis de BH descrevem nos documentos oficiais. Salientamos que não se trata de apenas um  ou outro documento, mas uma série de determinações que buscam contribuir para a resolução das problemáticas identificadas. Por isso, nosso objetivo aqui não é discutir detalhadamente cada documento, mas sim apresentar as principais determinações que estão diretamente relacionadas ao mercado imobiliário na cidade. Para iniciar, falaremos sobre um dos principais conceitos abordados: a sustentabilidade, um dos pilares das políticas urbanas de Belo Horizonte e, para as construtoras, isso significa adotar práticas que minimizem o impacto ambiental e promovam o uso eficiente dos recursos. Dentre as práticas consideradas sustentáveis pela legislação municipal, estão aspectos de eficiência energética, como implementar sistemas de iluminação e climatização eficientes; a gestão adequada de resíduos, fazendo a sua correta separação, reciclagem e  compostagem; uso de materiais sustentáveis, com baixo impacto ambiental; e implementar as chamadas “infraestruturas verdes” – áreas verdes, telhados verdes e sistemas de captação de água da chuva. Apresentamos algumas matérias aqui no blog do Studio Universalis sobre como lidar com resíduos de forma mais sustentável, comentando acerca da crescente preocupação das empresas em relação à questão ambiental, destacando como o descarte e tratamento sustentável de resíduos desempenha um papel fundamental e como pode ser feito de forma mais responsável. A crescente escassez de recursos naturais, as mudanças climáticas, a poluição do ar e da água, e a degradação do ecossistema são desafios que não podem ser ignorados. Já comentamos anteriormente aqui no blog que, por conta deste cenário mundial, foi lançada a Agenda 2030 pela Organização das Nações Unidas (ONU). O documento estabeleceu 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) com metas claras a serem alcançadas até o ano de 2030 e entre esses objetivos destacam-se a ação pelo clima, a vida terrestre, e a parceria para o desenvolvimento sustentável. A busca por cumprir essas metas têm levado empresas de todos os tamanhos e setores a repensar suas práticas de negócios. O conceito de ESG, que avalia o desempenho de empresas em termos ambientais, sociais e de governança, tornou-se um critério-chave para investidores e consumidores mais conscientes com a  responsabilidade ambiental, passando a integrar estratégias de negócios cada vez mais inteligentes e comprometidas com este objetivo. Assim, as práticas sustentáveis que são incentivadas pelo poder público de Belo Horizonte também vão ao encontro de um cenário macro de mercado, onde construtoras e incorporadoras podem investir em soluções para otimizar recursos e valorizar seus imóveis. Um outro aspecto que também comentamos nos conteúdos do Studio Universalis e que está diretamente relacionado a essa questão diz respeito diretamente ao interesse dos consumidores: discutimos sobre como a emergência climática que enfrentamos em todo o mundo demanda soluções sustentáveis para as construções,  ao passo em que o consumidor mineiro também tem valorizado soluções arquitetônicas que se aproximam das ideias da arquitetura bioclimática, onde o design e a definição de elementos arquitetônicos é pensada para otimizar as relações entre ser humano e natureza, não apenas em relação às questões ambientais mas também no que diz respeito à melhoria das condições de vida, conforto e uso racional das fontes energéticas. Como exemplo, podemos citar o que o Instituto DATAZap apresenta sobre as motivações por trás da busca por um imóvel, onde, para a maioria dos entrevistados no estudo do perfil dos consumidores do mercado imobiliário de BH, as características e estrutura do imóvel são os principais motivos para buscar uma nova residência. Isso inclui a busca por imóveis maiores, arejados e com muita luz natural, características que valorizam o conforto e o bem-estar da família e que são tendências que podemos observar com a valorização das áreas de convívio dentro de casa – alinhadas, também, às práticas sustentáveis de otimização de recursos. Já com relação a outros elementos do espaço construído, o Código de Posturas de Belo Horizonte apresenta uma série de medidas visando o bom funcionamento do espaço público. As calçadas, por exemplo, devem ser projetadas e mantidas para garantir a circulação segura e confortável dos pedestres, com largura mínima, acessibilidade e materiais adequados que evitem quedas e acidentes. Os chamados “parklets” têm se mostrado soluções interessantes e muito valorizadas nas políticas públicas, pois transformam vagas de estacionamento em áreas de

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Arquitetura Residencial

Comprar um imóvel novo ou investir em um antigo e reformar? 

No processo de busca por um novo lar, uma das questões mais cruciais que surgem é: comprar um imóvel novo ou investir na reforma de uma propriedade antiga?  Se você se encontra nesse dilema, saiba que não está sozinho. Ao decidir entre comprar um imóvel novo ou investir em uma propriedade antiga e reformá-la, surgem uma série de considerações cruciais que podem determinar não apenas o custo financeiro, mas também a qualidade e a adequação do espaço para suas necessidades específicas. No entanto, é fácil se sentir sobrecarregado diante dessa decisão, especialmente sem o conhecimento especializado necessário para compreender os aspectos técnicos e garantir a total segurança para sua escolha. Mas como decidir entre um imóvel novo e um antigo? Por entendermos como este processo de decisão pode ser difícil, o objetivo deste conteúdo é ajudá-lo(a) a tomar a decisão mais informada e vantajosa, levando em consideração não apenas suas preferências pessoais, mas também aspectos técnicos, legais e estruturais que podem impactar significativamente sua experiência de moradia. Sabemos que o momento de realizar o sonho da casa própria é marcante e está carregado de emoções, mas a decisão da escolha do imóvel mais adequado para você e sua família deve ser feita de maneira racional, considerando diversos aspectos, desde conforto e comodidade até questões estruturais do espaço. Esta não é uma tarefa fácil, pois envolve uma série de fatores, desde preferências pessoais até considerações técnicas e legais. A seguir, confira algumas considerações importantes sobre estes dois cenários:  A partir do projeto arquitetônico é possível tomar decisões importantes para a personalização e adequação do imóvel ao perfil dos moradores, por isso é um documento valioso. Adquirir um imóvel na planta pode ser interessante do ponto de vista das personalizações. Não é possível prever tudo o que irá acontecer em uma reforma, pois várias características ocultas do imóvel aparecem durante o processo. Além disso, os ruídos e resíduos da reforma podem não ser agradáveis se você optar por seguir no imóvel enquanto está sendo reformado. A escolha do imóvel ideal deve ser feita de modo a acomodar todos os moradores ao longo da vida. No fim, a escolha entre comprar um imóvel novo ou investir em uma reforma é altamente pessoal e dependente de uma série de fatores individuais. É por isso que nossa equipe está aqui para oferecer suporte e orientação personalizados, ajudando você a tomar a decisão certa para suas necessidades e objetivos específicos. Portanto, se você está se perguntando qual é a melhor opção para você – comprar um imóvel novo ou investir em uma reforma -, não hesite em entrar em contato conosco para saber mais sobre como podemos ajudá-lo a encontrar a resposta certa. Agende uma reunião pelo e-mail contato@studiouniversalis.com.br, pelo telefone (31) 98797-2392. No Studio Universalis, estamos comprometidos em tornar sua jornada rumo à propriedade dos sonhos o mais suave e gratificante possível. 

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Arquitetura Residencial

Como construtoras podem aproveitar o retorno do Minha Casa Minha Vida para alavancar a venda de imóveis na planta

O Minha Casa Minha Vida, criado em 2009, foi uma iniciativa governamental que se tornou referência no setor de habitação no Brasil e no mundo, porém nos últimos anos ficou defasado em relação ao valor dos imóveis contemplados e faixa de renda dos compradores, afastando do programa pequenas e médias construtoras e incorporadoras. Recentemente, o Minha Casa Minha Vida passou por mudanças significativas, ampliando a faixa de rendimentos para R$ 2,6 mil até R$ 8 mil mensais e as habitações para patamares entre R$170 mil na faixa 1 até R$ 350 mil na faixa 3, visando expandir o alcance e a acessibilidade ao benefício para um número maior de famílias.  Com o aumento do público-alvo contemplado pelo programa e a redução nos juros do financiamento habitacional abaixo da taxa Selic, a demanda por novos empreendimentos deve aumentar exponencialmente nos próximos anos, estimulando a atividade de todo o setor da construção civil de Norte a Sul do país.  Diante deste cenário de grandes oportunidades, como fazer para que os empreendimentos da sua construtora se tornem mais atrativos para quem vai escolher comprar seu primeiro imóvel ainda na planta?  No post de hoje vamos mostrar como aumentar a atratividade dos novos empreendimentos através do estratégico uso do design universal na proposta de negócios da sua construtora porque em um país como o Brasil que, de acordo com os dados do Censo de 2022, está passando por um processo crescente de envelhecimento populacional, pensar na longevidade de uso das moradias é essencial para atrair novos compradores. Afinal de contas, o que é Design Universal? O conceito  de Design Universal é o ponto de partida para a criação de espaços que sejam verdadeiramente confortáveis e funcionais para todas as fases e situações da vida. Baseia-se na ideia de projetar espaços que possam ser utilizados por todas as pessoas, independentemente de suas habilidades físicas, cognitivas ou sensoriais. Essa abordagem considera a diversidade humana em todas as suas dimensões, buscando criar ambientes acolhedores, seguros e funcionais para todos, não importando se serão jovens, idosos, gestantes, pessoas com deficiência ou com algum tipo de dificuldade para mobilidade que utilizarão os espaços. A partir desta abordagem, podemos aliar a qualidade ao valor de mercado e planejar ambientes que satisfaçam às necessidades dos mais diversos perfis de consumidores, com a valorização desses empreendimentos. Para isso, destacamos 7 elementos que são essenciais para se pensar ao projetar novos empreendimentos, sejam eles residenciais ou comerciais:  Ao projetar espaços, é essencial considerar a possibilidade de adaptação conforme as mudanças ao longo da vida. A flexibilidade dos ambientes permite que eles se ajustem às diferentes demandas, proporcionando conforto contínuo para os moradores. Considerar questões de mobilidade, saúde e preferências pessoais nos projetos é garantir que os espaços sejam verdadeiramente funcionais ao longo do tempo. A acessibilidade é um princípio central na Arquitetura e no Design Universal e é essencial para construtoras que buscam investir nos projetos do programa Minha Casa Minha Vida. Criar espaços acessíveis significa torná-los utilizáveis por todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas ou necessidades. Rampas de acesso, corredores e portas amplos, elevadores, sinalização clara e adequada são algumas medidas que promovem a inclusão e garantem o uso pleno dos espaços por todos. A atenção à ergonomia é fundamental para garantir espaços confortáveis e saudáveis. Ao considerar as dimensões e proporções do mobiliário e das atividades realizadas em cada ambiente, podemos criar espaços que promovam uma postura adequada e evite desgastes físicos desnecessários. Dessa forma, os ambientes se tornam mais agradáveis e funcionais para os usuários. Para criar ambientes agradáveis e saudáveis, a luz natural abundante e a ventilação adequada são elementos essenciais. Integrar a luz natural sempre que possível proporciona uma sensação de bem-estar e reduz a necessidade de iluminação artificial durante o dia. Além disso, garantir controles de iluminação de fácil acesso e compreensão é uma forma de promover a autonomia dos moradores do espaço. A escolha dos materiais e cores também influencia o conforto dos ambientes. Para projetar espaços mais longevos e confortáveis, opte por materiais sustentáveis, de baixa emissão de compostos orgânicos voláteis (VOCs) e fáceis de limpar, melhorando a qualidade do ar e a manutenção dos espaços. A seleção cuidadosa de cores apropriadas pode influenciar também o humor e a sensação de conforto dos usuários, tornando os ambientes mais acolhedores. Ao projetar espaços para todas as fases da vida, é fundamental considerar tanto os espaços de convivência quanto os espaços de privacidade. Áreas comuns para interação social devem ser acolhedoras e convidativas, enquanto espaços privados devem garantir a privacidade necessária para momentos íntimos. Além disso, pensar em espaços ao ar livre, como jardins e varandas, incentiva a convivência familiar e a troca de experiências entre as gerações. O último ponto que destacamos para projetar espaços com maior longevidade é a sustentabilidade, que deve ser uma preocupação constante nos projetos, sejam eles residenciais, comerciais ou industriais. Espaços pensados para serem utilizados ao longo da vida dos seus usuários devem ser projetados de forma a minimizar o impacto ambiental, através do uso de materiais reciclados, eficiência energética e aproveitamento de recursos naturais. Além disso, questões de sustentabilidade são percebidas como um diferencial no momento da compra do imóvel. Ao projetar ambientes residenciais, é importante aplicar os princípios do Design Universal na arquitetura para criar espaços atemporais, confortáveis e inclusivos que atendam às necessidades de qualquer pessoa, independentemente da fase da vida ou condição em que se encontrar.  Se você deseja aproveitar a oportunidade e investir na construção de residências de acordo com as exigências do programa Minha Casa Minha Vida, entre em contato conosco. A equipe do Studio Universalis está preparada para encontrar as melhores soluções para os seus projetos. Entre em contato conosco pelo telefone (31) 98797-2392 ou marque uma reunião pelo e-mail contato@studiouniversalis.com.br.

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Acessibilidade

A retomada do Programa Minha Casa Minha Vida e as oportunidades para pequenos construtores

O programa Minha Casa Minha Vida, criado em 2009, foi um grande impulsionador da economia brasileira em seus primeiros 7 anos de existência, tendo injetado mais de R$300 bilhões de reais no segmento da construção civil. Ao mesmo tempo, o MCMV também marcou um grande avanço na política habitacional brasileira, ao contemplar diversas camadas da população, com cerca de 4,2 milhões de moradias, incluindo as faixas mais carentes. Um dos principais destaques do Programa foi justamente a prioridade na construção de moradias populares, destinadas a famílias com renda de até R$1.800,00 e que faziam parte da chamada faixa 1, que garantia um subsídio de 85% a 95% do valor do financiamento de imóveis de até R$96 mil. A partir da substituição do MCMV pelo Minha Casa Verde Amarela, em 2019, a faixa 1 do programa foi suspensa para priorizar as demais faixas, que contemplavam cidadãos com renda mais alta, incluindo imóveis usados e de valores mais elevados, mas que por outro lado reduzia a possibilidade de acesso à moradia por pessoas das faixas de renda mais baixa. Essa política habitacional contribuiu diretamente para um aumento expressivo no déficit habitacional brasileiro, pois de acordo com a nota técnica “Déficit habitacional no Brasil – O impacto da cadeia produtiva da Construção Civil”, elaborada pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN) em meados de 2022, o Brasil possuía até aquele momento um déficit de quase 6 milhões de moradias, sendo predominante concentrado entre as classes de menor renda da população brasileira. Com a retomada do Programa Minha Casa Minha Vida, anunciado em 14 de fevereiro de 2023, em substituição ao Programa Minha Casa Verde Amarela, o Ministério das Cidades tem uma expectativa de que sejam contratadas pelo menos 2 milhões de moradias até o final de 2026, sendo ao menos metade destas voltadas à faixa 1, com valor estimado de até R$150 mil por unidade e destinadas para famílias com renda de até R$2.640,00. Após anúncio oficial da volta do MCMV, se criou uma grande expectativa em relação ao papel de grandes construtoras, como MRV, Tenda e Direcional na retomada do programa. Entretanto, apesar das perspectivas positivas, antes mesmo da suspensão do programa para a faixa 1 em 2019, estas mesmas construtoras já haviam abandonado projetos para este público por considerá-lo pouco rentável. Tendo em vista a grande perspectiva de crescimento do MCMV para a faixa 1 do programa e a falta de interesse por parte dos grandes construtores nacionais, abre-se uma grande oportunidade para que pequenos empreiteiros e construtoras locais abracem esse segmento de mercado. Uma das principais vantagens para os pequenos construtores é justamente o fato de que, apesar da menor rentabilidade das unidades, o financiamento das obras é garantido pelo governo federal, tornando o investimento muito seguro, podendo inclusive elevar um pequeno negócio ao patamar de uma grande empresa. Entretanto, para poder participar como empresa parceira do Governo Federal na construção de moradias voltadas a faixa 1 do MCMV é obrigatório que os empreendimentos contemplem a acessibilidade, tanto nas áreas comuns como dentro das residências. Para a maioria das pessoas, a acessibilidade é ainda vista como algo feito apenas para aqueles que possuem algum tipo de deficiência ou dificuldade de mobilidade. Porém essa é uma visão totalmente equivocada do conceito, visto que a acessibilidade é um benefício que alcança a todas as pessoas. Além disso, existe uma percepção generalizada de que projetos acessíveis são substancialmente mais dispendiosos do que aqueles que não contemplam este aspecto porque envolvem mudanças na infra-estrutura e equipamentos de apoio, porém o custo adicional de um projeto com acessibilidade bem planejado não passa de 1% do valor total investido. Já comentamos em outras publicações aqui no blog que espaços residenciais acessíveis são ótimas alternativas para que todos os moradores da casa possam usufruir dos ambientes por toda a vida com mais autonomia, liberdade e, acima de tudo, conforto. Sob o ponto de vista que quem irá ocupar os espaços, uma das grandes vantagens de residências acessíveis ou adaptáveis em relação aos imóveis tradicionais é a de não serem necessárias grandes reformas estruturais, nem mesmo fazer a troca de imóvel quando ocorrerem quaisquer mudanças ao longo da vida, sejam elas previsíveis – como o envelhecimento, por exemplo – ou imprevisíveis – como questões de saúde, mudanças no ritmo de vida, etc. Isso implica uma economia a longo prazo, já que reformas estruturais ou trocas de imóveis demandam um gasto consideravelmente elevado, e os espaços adaptáveis, por possuírem uma estrutura que possibilita as adequações, necessitam apenas de pequenas reformas. Além disso, há uma maior qualidade dos espaços, já que casas acessíveis costumam ter ambientes mais amplos para possibilitar a circulação sem obstruções e, consequentemente, espaços mais confortáveis. Com tantas vantagens, tanto para o consumidor final quanto para as construtoras, pensar na acessibilidade para os projetos residenciais deixa de ser algo distante e se apresenta como uma oportunidade real de negócios com maior qualidade sem a necessidade de grandes investimentos financeiros. Pensando nesta oportunidade, o Studio Universalis preparou uma condição especial para apoiar pequenos empreiteiros e construtoras interessadas em expandir suas operações neste segmento altamente atrativo.  Entre em contato pelo WhatsApp (31) 98737-2392, solicite um orçamento para seu empreendimento e aproveite esta grande oportunidade para expandir seu negócio.

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Arquitetura comercial

Dicas para quem deseja comprar um imóvel na planta

Comprar um imóvel é um passo importante para qualquer pessoa, seja para realizar o sonho da casa própria ou para inaugurar seu espaço comercial. Este momento envolve a busca por bons espaços, adequados aos seus objetivos e com as melhores condições para negociação. Para isso, muitas pessoas investem na compra de imóveis na planta, uma forma vantajosa para realizar este sonho com um preço mais em conta. Ao comprar um imóvel na planta, você o adquire ainda na fase de construção ou projeto, e eles normalmente possuem um preço mais competitivo em relação aos imóveis prontos para usar. Este tipo de compra possui algumas vantagens que vão além do preço mais baixo, como a redução de burocracias com impostos não pagos e documentações atrasadas, já que você será o primeiro(a) proprietário(a). Além disso, muitas construtoras possibilitam que o cliente personalize sua unidade, assim você poderá escolher detalhes importantes que trarão identidade ao seu imóvel. Outro ponto bastante interessante para se levar em consideração é o tempo para se organizar que os imóveis na planta proporcionam. Isso acontece porque projetos em fase de construção demandam maior tempo de espera para entrega do que imóveis prontos. Por ser uma negociação financeiramente mais vantajosa do que a aquisição de um imóvel pronto, no momento da compra muitos não se atentam a detalhes importantes para garantir que este processo seja seguro e para que o espaço atenda a todas as necessidades do seu cotidiano. Por isso, separamos três dicas essenciais para que quem deseja comprar um imóvel na planta possa realizar este investimento sem dores de cabeça. 1) Estude o local. Conheça a vizinhança, os pontos turísticos, meios de transporte público próximos ou vagas de estacionamento, além de conhecer mais sobre a infra-estrutura de serviços como supermercados, farmácias, padarias, entre outros. Seja para fins comerciais ou residenciais, conhecer mais sobre esses fatores pode ajudar a tomar uma decisão mais segura e estratégica que influenciará na valorização do imóvel no longo prazo. 2) Analise o contrato e documentações. Dedique um tempo extra para estudar bem o contrato e as documentações do imóvel. Verifique prazos, tolerâncias de atraso, multas e penalidades para descumprimento de cláusulas e assegure a sua segurança e da construtora no momento da negociação. Algumas situações devem estar previstas no contrato, são elas: 3) Avalie o projeto arquitetônico. Com a orientação de um arquiteto ou arquiteta, analise o projeto detalhadamente, para compreender se o imóvel que está sendo comprado está de acordo com suas necessidades, sejam elas para fins comerciais ou residenciais. Assim, é possível minimizar transtornos e eventuais gastos com adequações posteriores do imóvel. Você também pode fazer visitas às estruturas e estudar os materiais de divulgação Esta dica é especialmente importante ao abordar justamente a longevidade de uso do imóvel. Ao avaliá-lo junto a um(a) profissional capacitado(a), você pode analisar, por exemplo, questões como a acessibilidade dos espaços, que possibilita desde permitir a autonomia das pessoas durante seu envelhecimento, torna o espaço mais adequado para se adequar ao crescimento familiar e até mesmo adequações da rotina, como o potencial trabalho home office. Em resumo, é importante pensar se o imóvel tem os requisitos de acessibilidade para atender os moradores ao longo da vida. A decisão de comprar um imóvel é bastante séria e pode causar muita dor de cabeça se não for planejada corretamente. Por isso, esperamos que essas dicas possam lhe auxiliar neste momento de busca, seja para seu imóvel residencial ou comercial. E se você precisa de apoio para a compra de um imóvel na planta ou deseja realizar a avaliação do imóvel já contratado, conte com o Studio Universalis. Agende uma reunião com um de nossos especialistas pelo e-mail contato@studiouniversalis.com.br ou pelo WhatsApp (31) 98797-2392. Estamos à sua disposição!

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Arquitetura Residencial

Antes e depois: o processo de desenvolvimento de uma reforma

Nas últimas semanas temos discutido aqui no blog sobre reformas, mostrando como minimizar possíveis transtornos, apresentando dicas e contando um pouco mais sobre esse universo da arquitetura. Hoje, finalizamos nossa série especial apresentando um pouco mais sobre o processo de desenvolvimento de uma reforma, mostrando o antes e depois de um projeto muito especial realizado pelo Studio Universalis. Esta reforma, executada no ano de 2021, teve como objetivo revitalizar o espaço de um apartamento mexendo o mínimo possível em sua estrutura.  Desde as primeiras conversas, o cliente apresentou o desejo de que fosse uma reforma econômica. Além disso, o prédio de alvenaria estrutural também estabeleceu diversas limitações quanto à modificação do espaço, já que não poderiam ser modificadas as paredes. Confira a seguir um pouco mais sobre como é este processo de desenvolvimento e execução de uma reforma e confira o resultado final do projeto de reforma residencial. Antes: o planejamento de uma reforma Os contatos iniciais para este projeto seguiram o padrão que já desenvolvemos aqui no Studio Universalis, com ênfase nas pessoas e na relação que elas estabelecem com os ambientes. O primeiro passo para compreendermos o que o cliente espera do projeto é uma conversa para entendermos seus principais desejos e necessidades. Nós do Studio Universalis realizamos esta conversa no local em que a obra vai ser feita, pois consideramos muito importante essa conexão entre pessoas e espaços. Neste primeiro momento, a conversa é onde tentamos entender o máximo possível sobre a demanda do cliente: o que ele deseja? O que imagina para os ambientes? Possui alguma referência que possa representar o que ele pensa para o espaço? O objetivo dessa conversa, mais informal, é entender quem são as pessoas, que uso fazem dos espaços, o que esse espaço precisa ter para satisfazer seus desejos e necessidades. Ao longo do projeto realizamos diversas conversas, para delinear uma proposta bem estruturada e relacionada aos desejos de quem irá usufruir dos ambientes. Depois disso, fazemos a medição do espaço e buscamos entender sua estrutura, para desenvolver as soluções mais assertivas. Posteriormente, passamos à etapa de construção do material nos softwares de maquete eletrônica, revisamos as medidas e tiramos as últimas dúvidas com o cliente. Após ter a estrutura estudada e montada, desenvolvemos as primeiras ideias na maquete eletrônica, afinando o projeto aos desejos do cliente. A partir daí surgem novas ideias e revisões, que são muito normais nos projetos de arquitetura. Após fecharmos e aprovarmos as primeiras ideias e soluções, passamos para a busca de acabamentos em lojas e fornecedores, afinando também os custos orçamentários da obra – tendo uma noção dos valores dos acabamentos e fornecimento de matérias primas. Depois da escolha dos materiais, é feito o projeto executivo, com todas as informações que a equipe que irá executar precisa para desenvolver seu trabalho. Um projeto executivo bem feito deve conter as informações técnicas de cada ação, acabamentos, quantidades e permitir à equipe de execução fazer um planejamento técnico da ordem de realização das ações e do tempo, dos recursos necessários para cada atividade e até mesmo dos recursos financeiros, pois, como comentamos em outros materiais, a determinação dos prazos também influencia no custo total da obra. Depois: o espaço reformado O objetivo principal desta reforma foi o de revitalizar os espaços do apartamento  sem grandes transformações em paredes e estruturas, já que o prédio é de alvenaria estrutural e, portanto, não seria possível mexer em sua estrutura. Para isso, pensamos detalhadamente sobre cada ambiente e, junto com o cliente, como poderíamos torná-lo mais bonito e aconchegante. O ambiente da cozinha foi totalmente reformado , e esta ideia surgiu ao longo do processo de revisão do projeto. O cliente foi vendo o potencial que a reforma apresentava e foi adicionando aspectos neste cômodo em específico.    O resultado final é um ambiente moderno, bonito e adequado às movimentações do dia a dia. Outro cômodo bastante interessante deste projeto é o banheiro, pois nele foram aproveitados alguns elementos como os armários, mas foi feita toda a troca de acabamentos. Confira, abaixo, fotos do cômodo antes da reforma: Nos banheiros optamos por soluções mais econômicas. Uma vez que o piso e o azulejo estavam em bom estado de conservação, fizemos apenas a troca do rejuntamento. A bancada do lavatório foi revitalizada com polimento e impermeabilização e trocamos as frentes das gavetas e portas do armário, visto que a estrutura ainda estava em bom estado. Também fizemos a limpeza técnica e a manutenção do box para que ele voltasse a funcionar adequadamente. Desta forma, conseguimos fazer com que estes banheiros passassem a ter seu visual totalmente renovado, com uma boa economia financeira. Nestes cômodos, aproveitamos as portas de vidro já existentes e a estrutura dos armários. Fizemos toda a troca do revestimento, refazendo o rejuntamento e a limpeza do espaço, trocamos as frentes de armários e os pisos e fizemos a troca de maçanetas de portas e dobradiças. O resultado final desse processo é que os banheiros ficaram muito mais confortáveis, com um ar mais moderno e com uma maior sensação de limpeza. Na sala e nos quartos o piso antigo foi substituído por um porcelanato. Usamos o mesmo modelo em todo apartamento, o que aumentou a sensação de amplitude.  Refizemos o forro de gesso da sala para que este tivesse um visual mais moderno e também para que pudéssemos adequar a iluminação ao novo leiaute. E falando em iluminação, há um aspecto importantíssimo dessa reforma, que foi a troca de toda rede elétrica do apartamento. Com o tempo e o uso, os cabos elétricos ressecam e o dimensionamento da rede elétrica passa a não mais atender às necessidades dos moradores, pois com o surgimento de eletrodomésticos novos, a tendência é que as famílias aumentem o seu consumo de energia, pelo uso de novos aparelhos. Assim, decidimos investir na troca de toda fiação do apartamento, assim como a adoção de luminárias com lâmpadas LED, que são muito mais econômicas. Todos os cômodos receberam uma pintura novinha tanto no teto, quanto

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Arquitetura Residencial

Os principais problemas que você pode enfrentar em uma reforma (e como minimizá-los)

Como já comentamos em outras publicações aqui do blog, as reformas são conhecidas por trazerem diversas incertezas e preocupações. Mas uma coisa é certa: a reforma não precisa ser um sinônimo de problema. Por ser um cenário com muitas variáveis, é normal que ocorram algumas situações mais complicadas e que exigem uma tomada de decisões mais rápida. Por isso, na publicação de hoje vamos falar sobre possíveis problemas que você pode encontrar em uma reforma e como você pode minimizá-los. É importante frisar que as soluções não são um tutorial de como proceder exatamente, pois as questões que envolvem reformas, sobretudo as residenciais, são muito particulares e relacionadas ao contexto da obra e cada uma exige uma solução específica. Mas, sem dúvidas, as sugestões que vamos apresentar aqui podem ser ótimos direcionamentos para que você consiga tomar decisões assertivas em um curto prazo de tempo quando confrontado(a) com desafios semelhantes. De forma geral, há 4 grandes linhas que podem ser “fontes de problemas”: diagnóstico; suprimentos; prazos; provisão financeira. Continue a leitura e compreenda um pouco mais sobre como minimizar transtornos em reformas, atuando preventivamente nestes quatro aspectos que listamos acima.   O problema do diagnóstico Falamos sobre isso no blog da semana passada: um diagnóstico correto sobre os serviços a serem executados na reforma, durante a fase de planejamento da reforma é fundamental para que as fases posteriores transcorram com tranquilidade e para que a compra dos materiais e contratação da mão de obra seja feita de maneira assertiva. Porém, arquitetas(os) e engenheiras(os) não possuem a visão de “raio x” do Superman, e às vezes não é possível identificar os problemas existentes por baixo dos acabamentos e dentro da alvenaria. Uma das maiores dificuldades enfrentadas ao longo do processo de reforma é essa: não sabemos exatamente o que iremos encontrar quando tirarmos o revestimento. Por exemplo, às vezes identificamos que “há um pequeno vazamento na bacia sanitária” e, ao retirar a bacia, percebemos que o vazamento não é tão pequeno assim… e isso exige uma tomada de decisão muito rápida sobre como resolver o problema que não havia sido identificado previamente. Para minimizar estes problemas, a dica é fazer o diagnóstico o mais profundo que conseguir. Quando você estiver nesta etapa diagnóstica, o ideal é contratar profissionais especializados para avaliar condições específicas da residência. Por exemplo, para a reforma de uma casa, o(a) arquiteto(a) pode contratar um engenheiro eletricista para avaliar a parte elétrica da residência, pois com o passar dos anos há o ressecamento natural dos fios, e também o aumento do uso de equipamentos elétricos e eletrônicos que não tínhamos antigamente, o que pode  sobrecarregar a rede elétrica existente, caso ela seja muito antiga.  Uma outra situação: imagine que você deseja fazer uma reforma em sua casa, mas quer manter o piso de madeira de um dos cômodos; nessa situação, provavelmente sua primeira ideia seria fazer a revitalização da madeira. No entanto, dependendo do estado em que esse piso se encontra, a revitalização pode não ter o resultado esperado. Por isso, o ideal é, antes do início da obra, chamar um profissional especializado para fazer a avaliação das condições e verificar por quais processos o material tem a possibilidade de passar sem perder qualidade e/ou se o ideal é trocar o piso.  Esta é a importância de ter profissionais especializados atuando no momento do diagnóstico: ter a visão mais aprofundada possível sobre as reais condições do espaço e fornecer as melhores possibilidades para uma reforma com o mínimo de preocupações. É preciso ter o máximo de certeza sobre estas questões para que o resultado da obra seja o melhor possível.   Os problemas relacionados aos suprimentos Há um aspecto das reformas que pode causar diversos problemas e que muitas vezes não é levada em consideração: o fornecimento de material. Em qualquer tipo de obra, mas em especial nas reformas, a disponibilidade de materiais na quantidade e momento certos é fundamental para não ocasionar perdas de material e de tempo por conta de movimentações desnecessárias e quebras, e principalmente para que a equipe de execução não fique parada por causa da falta de material. Para que isso ocorra, a equipe de execução da obra precisa ter os suprimentos disponíveis com o tempo mais exato possível. No entanto, principalmente durante a pandemia, houve uma quebra na cadeia produtiva no mundo todo, e há setores econômicos que ainda enfrentam este desafio. Por isso, busque se informar sobre o cenário e os prazos dos setores dos quais os materiais serão buscados, de forma a evitar surpresas desagradáveis e prolongamento nos prazos da reforma. E, falando nisso, vamos ao terceiro ponto de atenção:   Problemas relacionados a prazos Os prazos têm forte impacto sobre todos os setores da obra, e quaisquer alterações nos suprimentos ou no diagnóstico podem acarretar em problemas para entregar a obra no período determinado. Mudanças no prazo causam um aumento nos custos fixos, com o aumento do prazo de execução de serviços e a contratação de equipe executora. Além disso, se há atraso na entrega de materiais, por exemplo, é preciso rever os contratos dos prestadores de serviço e pode haver um aumento, também, nos investimentos com pessoal. Em linhas gerais, para evitar maiores problemas relacionados ao tempo de entrega de cada etapa da reforma, suprimentos, prazos e mão de obra devem ser pensados juntos e muito bem administrados.   Provisão financeira O planejamento financeiro é uma das questões mais primordiais da realização de uma reforma: é preciso ter uma reserva financeira adicional, para garantir que todos os imprevistos possam ser resolvidos com tranquilidade. É aqui onde os três pontos anteriores têm impactos diretos, pois quaisquer imprevistos em relação a suprimentos, “surpresas” que não puderam ser diagnosticadas e prolongamento nos prazos implicam em um aumento significativo dos gastos. Por isso, não é interessante começar uma obra com provisão financeira justa e sem organização, pois as chances que os imprevistos fujam do controle é muito alta. . . . Sempre estamos suscetíveis a imprevistos em reformas, mas com estes

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Arquitetura Residencial

Arquitetura residencial: Como fazer um bom planejamento para a reforma?

Quando falamos em reforma residencial, qual é a primeira palavra que vem à sua mente? É muito comum que as pessoas associem essa atividade ao estresse e muitas preocupações, dada a complexidade das situações que são encontradas. No entanto, a reforma não precisa ser um pesadelo e muito menos te deixar com grandes dores de cabeça. É possível fazer com que a obra ocorra bem, com o mínimo de preocupações. Até porque, como vamos explicar neste artigo, os imprevistos são muito comuns nesta modalidade, mas não quer dizer que eles obrigatoriamente sejam um transtorno para o cliente e a equipe executora. Com um bom planejamento e uma equipe responsável qualificada, a reforma residencial pode transcorrer com tranquilidade e o resultado final ser aquele tão sonhado lar! Você quer entender um pouco mais sobre como funciona uma reforma residencial e os passos para minimizar desconfortos e tornar o processo mais tranquilo? Então continue acompanhando esta publicação e entenda tudo sobre um bom planejamento de reforma. E começamos por aqui: o planejamento. Um planejamento bem construído é muito importante pois possibilita realizar as reformas e otimizar orçamentos, prazos e até mesmo tentar antecipar possíveis problemas.  O projeto e seu planejamento nunca são desenvolvidos somente pelo(a) arquiteto(a) responsável, ele é construído junto ao cliente e leva em consideração suas percepções e desejos. Afinal, o cliente é quem irá usufruir dos espaços e precisa tê-los adequados ao seu gosto estético e conforto.   A ação que dá base para o desenvolvimento do plano é o que o cliente deseja. Fazemos uma ou mais reuniões para entender o que as pessoas que vão habitar os espaços desejam, entender o que gostariam e o que não gostariam e, muitas vezes, compartilhar fotos e referências – estes materiais auxiliam a compreender melhor o que o cliente deseja, pois muitas pessoas possuem dificuldades em expressar o que esperam dos espaços de seus lares de forma objetiva. Por mais que sejam essenciais para definir os rumos iniciais do trabalho, estas reuniões ocorrem ao longo de todo o processo, para que seja possível ir ajustando a proposta aos gostos e necessidades. Cores, texturas, materiais e acabamentos: a identidade visual de cada ambiente é pensada entre cliente e arquiteto(a). O diagnóstico e fatores que influenciam no planejamento Dentre as etapas de desenvolvimento do planejamento, o diagnóstico é uma das mais essenciais para encontrarmos as melhores soluções para o espaço. A partir da solicitação do cliente, assim como o uso da palavra na medicina, avaliamos as características do espaço de forma a conhecer mais a fundo sua estrutura, encontrar patologias na construção e ter uma visão mais completa das condições da edificação. Apesar de o uso do termo ser semelhante ao da medicina, o diagnóstico da arquitetura não é tão preciso. Não há a possibilidade de fazer um “raio-X” do imóvel:  há questões estruturais que ficam ocultas e muitas vezes só são conhecidas quando a obra já está em andamento. A probabilidade de imprevistos em reformas residenciais é bastante alta, principalmente em imóveis mais antigos que podem possuir partes da sua infraestrutura comprometidas. Também podem ocorrer problemas na logística de distribuição de materiais: podem ocorrer atrasos e problemas na entrega, o material pode não ter sido produzido por problemas na cadeia produtiva… são inúmeros fatores que podem acabar impactando a realização da reforma. É, de fato, um processo complexo que exige um envolvimento por parte da equipe e do contratante de uma forma bastante intensa, para que o cliente consiga compreender todos os processos e como transcorrem dentro do prazo estipulado. O planejamento deve levar em consideração e deixar essas possibilidades nítidas ao cliente desde o princípio, para evitar maiores transtornos e otimizar a resolução de problemas para a execução das tarefas.  Cabe ressaltar, também, que evitar todos esses obstáculos e imprevistos será sempre o objetivo de profissionais sérios, tanto na equipe de execução quanto no desenvolvimento de projetos, pois tais imprevistos impactam não só o fluxo de trabalho da obra, mas também toda a cadeia produtiva do negócio. Agora que você conhece um pouco mais sobre alguns dos fatores que influenciam o planejamento, imagine esta situação: você contratou a reforma de sua casa e está avaliando o acabamento da sala de estar. Ao ver o revestimento 3D, você fala a(o) arquiteta(o) responsável: “Olha, que bonito que ficou! Vamos colocar naquela outra parede também?”, mudando a ideia inicial planejada para o ambiente. Pode não parecer, mas esta situação bastante comum tem um impacto direto em diversas questões da obra. A chamada mudança de escopo, ou seja, a mudança de objetivos, influencia os prazos e até mesmo o planejamento financeiro da reforma. Isso não quer dizer que a mudança de ideia não possa ocorrer, mas é importante perceber que ela demanda um ajuste no que havia sido acordado anteriormente. De forma geral, imprevistos e emergências impactam no processo como um todo: desde prazos e entrega, custo de material, custo de mão de obra e logística são impactados. E você pode estar se perguntando: “se todos esses imprevistos podem ocorrer, qual a importância do planejamento nesse cenário?” Justamente por ser um quadro tão complexo, a reforma residencial necessita de um projeto bem elaborado. Um bom planejamento, que leva em consideração esses aspectos, é capaz de contornar e minimizar essas situações e tornar a reforma mais tranquila para todos.  Confira a seguir algumas dicas finais para elaborar um planejamento de reforma: Defina os objetivos para sua reforma. Separe as principais referências e seus gostos pessoais para cada ambiente e para o espaço como um todo. Contrate empresas e profissionais capacitados, que prezam pela transparência em todos os processos. Tenha um orçamento estipulado e planeje-se financeiramente: há a possibilidade de gastos extras, para aquilo que não conseguimos enxergar no momento que ocorreu o diagnóstico. Considere os contratempos. Você pensa em reformar os espaços da sua residência e quer saber mais sobre o tema? Entre em contato com nossa equipe! Será um prazer conversar com você para entender suas demandas e buscar soluções para transformar e valorizar

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Arquitetura Residencial

Adaptações da casa para o home office: soluções encontradas por nossos seguidores

A pandemia da COVID-19 nos tirou da zona de conforto de uma hora pra outra, afetando a nossa relação com os espaços, em especial os espaços domésticos. Do dia para noite fomos praticamente “expulsos” do nosso ambiente de trabalho, da rotina na academia, dos momentos de lazer e de quase todos os afazeres diários. Com essa nova realidade, foi como se ficássemos “exilados” dentro da nossa própria casa, transformando o ambiente que antes era um espaço para descanso no único lugar possível para vivermos. Assim como os adultos, as crianças também tiveram suas rotinas transformadas e, de repente, a casa que ficava movimentada somente às noites e aos finais de semana, passou a ter uma vida agitada e repleta de atividades todos os dias, em qualquer horário.  Com a necessidade de permanecer em casa, precisamos nos readaptar e também adequar os espaços às nossas mais novas necessidades.  Assim, esse ambiente íntimo que estávamos acostumados a habitar passou a ser também o berço de nossa interação com o mundo, o centro de nossa vida: é o lugar para morar, trabalhar, se divertir, estudar e se exercitar. A maioria das casas não estava preparada para esta nova realidade, nunca havíamos imaginamos antes ter de ficar isolados em casa, realizando todas as atividades em um lugar que antes era destinado apenas ao convívio familiar e social, lazer e descanso.  Lá no início da pandemia, em 2020, lançamos um material no Instagram da Arquiteta Angélica Picceli dando dicas sobre adaptações para otimizar o espaço de sua casa e tornar o home office mais confortável. Após alguns meses, recebemos alguns feedbacks de pessoas que, inspiradas pelos vídeos, realizaram pequenas modificações em suas casas e conseguiram transformar seus ambientes para ter espaços mais confortáveis e tornar a rotina mais agradável. Hoje vamos mostrar algumas destas adaptações e como nossos seguidores conseguiram adaptar espaços como uma varanda gourmet, que fica esquecida no dia a dia, e transformá-la em um ambiente adequado para o trabalho, que proporciona conforto, concentração, auxilia a produtividade e que permite separar o trabalho de suas tarefas pessoais. A varanda gourmet pode ser um espaço de estudos! Encontrar um lugar na casa que possa ser transformado para permitir o estudo de forma confortável pode ser um desafio. Neste exemplo, a varanda gourmet, que normalmente era utilizada apenas aos finais de semana, foi transformada em um espaço de estudo. Com o novo uso, a varanda gourmet tornou-se multifuncional: permite o estudo e trabalho sem interrupções durante a semana, e aos fins de semana e em datas especiais, continua sendo utilizada como ambiente de lazer, pois preserva esta estrutura com churrasqueira – que ficou atrás da mesa. Reparem como o cantinho de estudo foi carinhosamente decorado com plantas, fotos e objetos temáticos, tornando o espaço personalizado, confortável e aconchegante. Isso sem contar a linda vista que se tem da varanda e a iluminação natural privilegiada e muito adequada.   Estações de trabalho que conversam com os espaços O “remoto” se tornou realidade para grande parte dos trabalhadores e estudantes do país e, muitas vezes, mais de uma pessoa da mesma família precisou de um espaço próprio para o trabalho ou estudos. Uma das soluções encontradas por nossos seguidores foi criar estações de trabalho, de acordo com as necessidades dos familiares. O segundo espaço de trabalho da casa foi montado onde ficava o sofá de uma das salas da família e além de funcional e confortável, conversa muito bem com o design do espaço.  Podemos ver que esta estação está ao lado da varanda gourmet, tornando os espaços de trabalho e estudo de cada morador integrados, mas sem prejudicar a produtividade de ambos. Para viabilizar a instalação desta área de trabalho, o sofá da sala de estar foi remanejado para a sala de jantar. Uma forma interessante de aproveitar os móveis e otimizar os espaços a partir das necessidades de todos os moradores, sem abrir mão do conforto e gosto  pessoal. Área infantil – espaços integrados Com as crianças também estando todo o tempo em casa, foi preciso pensar espaços que permitissem que elas estudassem, que pudessem brincar e se divertir e que fossem seguros e confortáveis. O terceiro espaço que nossos clientes adaptaram a partir das dicas da arquiteta Angélica Picceli foi o espaço infantil, possibilitando que a filha do casal tivesse conforto e espaço para se divertir. A estrutura foi desenvolvida na sala de televisão. A pequena pode levar seus brinquedos e materiais escolares e, por serem espaços integrados, pode ficar próxima à família, seus pais podem acompanhar de perto seu crescimento e a filha pode curtir mais intensamente o convívio com eles. Mesmo que os três espaços sejam integrados, possibilitam que cada um tenha seu “cantinho”, seu ambiente, permitindo a privacidade e conforto para a produtividade dos adultos. Mas, ainda assim, os pais conseguem ficar próximos à filha. Estas adaptações são ótimos exemplos de como é possível, sem grandes reformas, ajustar o espaço às novas realidades dos moradores, mesmo que o  apartamento não seja grande. Este exemplo também nos mostra que é possível encontrar o equilíbrio entre os ambientes e  que é preciso olhar com cuidado para nossas casas, entendendo  o que pode ser feito para que todas as atividades de trabalho, estudo, lazer e descanso possam acontecer, de forma que todos os moradores possam conviver e compartilhar suas rotinas em harmonia. Agradecemos imensamente à Thais e ao Leandro, que compartilharam conosco um pouquinho do seu lar. Ficamos muito felizes em poder inspirá-los a encontrar formas para se adaptar a estas novas realidades. Se você realizou alguma modificação em sua casa para adaptá-la à rotina do trabalho ou estudo remoto, mande pra gente! Vamos adorar conhecer as soluções encontradas por vocês. E se você ainda busca a melhor forma de ajustar ou remodelar o seu espaço residencial, chame nossa equipe no WhatsApp (31) 98797-2392 e vamos juntos criar um projeto personalizado para que você tenha o que for preciso em seu lar!

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