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Convivência entre diferentes gerações - Studio Universalis - Angélica Picceli
Arquitetura Residencial

Convivência entre diferentes gerações

Morar em espaços acessíveis deve fazer parte dos planos de todas as famílias, uma vez que o envelhecimento populacional já é uma realidade em nossa sociedade. Casas construídas com projetos acessíveis garantem mais qualidade de vida, convivência harmoniosa entre gerações (avós e netos, por exemplo) e proporcionam autonomia para todos, independentemente da idade ou das condições físicas. As residências são locais repletos de vínculos afetivos e emocionais, e isso faz com que seja muito difícil para um idoso mudar-se de sua casa quando este espaço já não atende mais às suas necessidades, pois alí estão as suas lembranças e todas as suas referências de vida. Por isso, quando a necessidade da reforma ou de espaços novos acessíveis surge, filhos e netos precisam ter sensibilidade para enxergar o ambiente com características estéticas que agradem a seus pais, pois são eles quem ocuparão aquele lar. É preciso garantir que os idosos mantenham sua liberdade e autonomia dentro de suas próprias residências, e também as características que remetem às suas vivências e gostos pessoais. Para se manter por dentro deste assunto, acompanhe os meus posts através da hashtag #studiouniversalis no Instagram ou confira outras publicações aqui no blog.

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Estilo e Acessibilidade em Plena Harmonia - Studio Universalis - Angélica Picceli
Arquitetura Residencial

Estilo e Acessibilidade em Plena Harmonia

Você vai construir ou reformar, mas tem receio de que a acessibilidade comprometa a estética da sua casa? Apesar do conceito de Design Universal ter surgido na década de 70, este assunto ainda não faz parte do cotidiano da maior parte da população. A principal ideia por trás deste tipo de abordagem é justamente permitir que pessoas com diferentes necessidades usufruam totalmente dos mesmos ambientes, independentemente de suas características físicas ou sensoriais. Para tornar isso possível, é necessário que o arquiteto responsável considere desde o início do planejamento quem irá fazer parte do dia a dia daquele ambiente e quais vão ser os principais desafios ao longo da vida porque um ambiente construído hoje, levando em consideração o Design Universal, poderá continuar funcional por muitos anos, garantindo qualidade de vida e economia financeira. Após definir quais serão as características necessárias para que o projeto se torne acessível aos moradores, o profissional poderá combinar os recursos de design, que serão adotados nos ambientes, com o estilo e gosto pessoal do cliente. Eu sei que para muitos isso pode parecer supérfluo, mas com o envelhecimento da população é necessário pensar neste aspecto também em caso de venda futura do imóvel, pois a cada dia que passa a demanda por residências com essas características só aumenta. Para se manter por dentro deste assunto, acompanhe os meus posts através da hashtag #studiouniversalis no instagram ou confira outras publicações aqui mesmo.

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Mobilidade Urbana: a Importância da Arquitetura Inclusiva no Envelhecimento Populacional
Acessibilidade

Mobilidade Urbana: a Importância da Arquitetura Inclusiva no Envelhecimento Populacional

Hoje somos mais de 210 milhões de brasileiros, dos quais 9,52% possuem mais de 65 anos de idade, e as projeções do IBGE apontam que este percentual pode dobrar em cerca de vinte anos. Também segundo o IBGE, a grande maioria desta população vive em áreas urbanas, com uma expectativa de vida de mais de 75 anos. Com maior longevidade, os idosos têm buscado por um estilo de vida cada vez mais ativo e independente. Eles permanecem no mercado de trabalho por mais tempo, moram sozinhos e desfrutam mais e melhor da aposentadoria. Alguns voltam a estudar, outros aproveitam para viajar e viver novas experiências. Em março deste ano a Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou uma proposta que implementa o Programa Cidade Amiga do Idoso, um conceito que foi desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde, e tem como objetivo estimular o envelhecimento ativo, através da adaptação das estruturas e serviços das cidades para que sejam acessíveis a todas as pessoas, em especial aos idosos, favorecendo assim, melhores oportunidades para a saúde, a participação social e a qualidade de vida das pessoas à medida em que envelhecem. Dentre os vários itens que precisam ser adaptados para que uma cidade tenha o certificado de “Amiga do Idoso”, destaco a infraestrutura para a mobilidade urbana, porque possui grande influência no estilo e qualidade de vida das pessoas, determinando a maneira como se deslocam no meio urbano, principalmente se levarmos em conta o fato de que as pessoas podem ter a diminuição de sua capacidade de se movimentar em decorrência do envelhecimento. Mobilidade urbana é a condição e os meios que utilizamos para acessar os diferentes bens e serviços na cidade, ou seja, a rua, o transporte, a sinalização e a comunicação. A calçada é um item fundamental da mobilidade urbana, e para que seja acessível é necessário que possua um piso antiderrapante, plano e homogêneo, com largura suficiente para as pessoas circularem, inclusive em cadeiras de rodas, com uma faixa livre de obstáculos tais como árvores, lixeiras, bancos, entre outros. Todas as calçadas precisam ter rampas que permitam o acesso das cadeiras de rodas, andadores e carrinhos de bebê (afinal, passear com os netos faz parte de uma velhice saudável) às ruas e faixas de travessia. Calçadas que não possuem rampas são obstáculos severos para pessoas em cadeiras de rodas e para o idoso, que muitas vezes tem dificuldades com os degraus. As áreas de travessia entre vias precisam ser projetadas para que sejam seguras para o idoso. Com a redução da velocidade dos movimentos, as pessoas mais velhas levam um tempo maior para atravessar a rua. Por isso, semáforos com tempo ajustado para o tamanho do percurso da travessia e sinais sonoros ajudam bastante. Em vias muito largas, é fundamental dividir o percurso, construindo ilhas entre as duas mãos de trânsito de veículos. Para facilitar e incentivar o deslocamento a pé, as calçadas precisam ter áreas de descanso com bancos, preferencialmente arborizadas, pois alguns idosos se cansam mais facilmente em decorrência da redução natural de sua capacidade cardíaca e motora. Seria muito interessante se possuíssem também sanitários públicos acessíveis. O transporte público é outro item importante para uma velhice saudável, pois com a velhice, a tendência é que as pessoas deixem de dirigir seus veículos particulares em função da diminuição natural da visão e dos reflexos. Desta forma, é fundamental que a cidade ofereça transporte público confiável e frequente, com rotas para locais chave, tais como áreas comerciais com rede bancária, hospitais e centros de saúde, shopping centers, parques, centros culturais e de convivência. Os pontos de ônibus e áreas de embarque nos terminais devem preferencialmente ser cobertos, construídos de maneira que as pessoas possam embarcar nos veículos em nível, sem a necessidade de vencer degraus. Um exemplo deste tipo de área de embarque são os pontos do MOVE em Belo Horizonte. Uma alternativa para os locais de embarque onde não é possível elevar o piso, são os ônibus que rebaixam o piso e que possuem degraus baixos. Os veículos precisam ser bem sinalizados, com a identificação da rota bem legível para pessoas com baixa visão. É necessário que tenham assentos reservados para os idosos. Neste sentido, campanhas de educação e conscientização da população para que respeitem o idoso são fundamentais, além do treinamento dos motoristas e cobradores para que possam dar suporte adequado a estas pessoas durante o transporte. Além dos ônibus, a frota de táxis e carros por aplicativos também precisam de políticas de estímulo e capacitação para o atendimento deste público. Cidades amigas do idoso transformam-se na verdade, em cidades amigas de todas as pessoas, independentemente da idade, das habilidades ou da característica física dos indivíduos, pois o processo de envelhecimento é algo que acontece ao longo da vida de cada um nós e viver em cidades acessíveis é sinônimo de uma vida com maior qualidade de vida todos os dias. Como é na sua cidade? Ela está preparada para o idoso? Compartilhe comigo e participe desta discussão!

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