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Arquitetura comercial

Você sabe o que é um projeto executivo de arquitetura? Descubra por que ele é essencial para sua obra

Quando falamos em construir ou reformar, uma dúvida muito comum entre nossos clientes é: “Por que preciso de um projeto executivo? Não posso construir apenas com o projeto da prefeitura?”  Apesar de ambos os projetos se referirem à mesma obra, seja ela construção ou reforma, cada um possui uma finalidade diferente.  Enquanto o projeto de prefeitura é um documento essencial para obtenção do alvará de construção, ele não é suficiente para garantir que sua obra seja executada com qualidade, economia e segurança. Aqui no Studio Universalis, entendemos que a arquitetura é feita com e para pessoas, pois parte da relação que temos com os espaços: os ambientes devem ser pensados a partir da experiência do usuário, coordenada com a viabilidade técnica. Na nossa perspectiva de atuação, o espaço é pensado para ampliar as possibilidades de interação, e, por isso, acreditamos que compreender o processo por trás do desenvolvimento de um projeto é essencial para que cada etapa da sua obra seja bem-sucedida. Na publicação de hoje vamos explorar as diferenças entre os tipos de projeto e destacar a importância do projeto executivo para uma obra mais segura e econômica. Entendendo as etapas do projeto de arquitetura Para quem não está familiarizado, um projeto de arquitetura pode parecer complexo e burocrático. Para facilitar a compreensão, é importante saber que o projeto arquitetônico é um conjunto de várias etapas de trabalho distintas e cada uma destas etapas possui um objetivo e um tipo de contribuição específica, para que no final tudo ocorra de forma tranquila, organizada e que sua obra seja rápida e econômica. Cada projeto é desenvolvido em várias etapas, e cada uma delas tem uma função específica: Por que o projeto executivo é indispensável? Um erro muito comum é acreditar que o projeto aprovado na prefeitura pode ser usado para executar a obra. No entanto, como vimos na seção anterior, o projeto de prefeitura não contém detalhes essenciais para guiar a equipe de execução.  Quer entender melhor como isso funciona? Veja alguns exemplos práticos. No projeto de prefeitura: há apenas a indicação das medidas gerais dos ambientes, com o posicionamento das portas e janelas e a indicação das suas dimensões apenas para se conferir se os ambientes atendem aos parâmetros de iluminação e ventilação mínimos exigidos pela legislação. Não há especificação de materiais. No projeto executivo: além das medidas dos ambientes, define-se o material a ser utilizado na execução das alvenarias, o tipo de acabamento e como isso se integra com os demais elementos, os materiais das portas e janelas e seus sistemas de abertura, entre outras informações importantes para quem vai executar a obra. Além disso, o projeto executivo evita problemas como erros estruturais, alterações indesejadas nas fachadas e ambientes internos que possam comprometer a beleza da edificação, desperdício de tempo, mão-de-obra e material com serviços que precisam ser refeitos por falta de planejamento prévio, entre outros problemas, pois já considera todos os materiais, as técnicas construtivas que serão utilizadas e a forma como os sistemas complementares de água, energia elétrica, por exemplo, serão integrado à edificação. Evita também o desperdício de materiais, compras mal planejadas ou desnecessárias, pois tudo é previsto conforme a necessidade de cada espaço e cada etapa da obra. Quer um exemplo rápido? Imagine a seguinte situação: você está reformando o banheiro e decide trocar o lavatório com bancada de granito com cuba de embutir existente por um lavatório novo, mais moderno e com uma cuba de apoio. Sem um projeto executivo, o pedreiro pode não considerar que a altura correta  da bancada de granito com cuba de apoio é diferente da altura da bancada que existe no seu banheiro. Resultado: o lavatório vai ficar muito alto e desconfortável para usar. Existente  Novo Repare na figura acima que a altura adequada para o assentamento das bancada é diferente, pois neste caso, o que deve ser priorizado é a altura da cuba. Este é um erro muito comum de se encontrar.  Os benefícios de um projeto executivo bem detalhado vão desde a economia, a segurança e a tranquilidade, poi com a possibilidade de prever e planejar melhor o uso dos materiais, evitamos desperdícios e retrabalhos e melhoramos a qualidade da execução da obra, pois, com detalhes técnicos estabelecidos no documento, a chance de uma execução mal feita ou equivocada fica reduzida. Outros pontos importantíssimos atrelados à existência de um bom projeto detalhado, é a integração com os projetos complementares (hidráulico, elétrico, estrutural) de forma que não haja conflitos que possam comprometer o resultado estético esperado e por fim, a agilidade na execução, pois com tudo especificado e claro para a equipe de obra, o resultado tende a ser uma execução mais rápida e com menos imprevistos. Bom, percebemos o quanto é importante, após a aprovação pela prefeitura, que o projeto executivo seja bem detalhado e estruturado. Mas então, sai muito caro ter um projeto executivo? Qual o custo que ele representa? Por mais que seja um trabalho essencial para garantir a qualidade do resultado final, todos os projetos juntos (arquitetônico e complementares) representam cerca de 2% do custo total da obra. Se compararmos com todos os seus benefícios, é um valor muito baixo! Esse investimento é uma fração pequena do orçamento total, mas gera grande economia ao evitar erros e otimizar o uso dos recursos. Quer construir ou reformar com economia e qualidade? Construir ou reformar exige mais do que “apenas saber onde ficam as paredes”. É preciso planejamento técnico, estratégico e detalhado para garantir que o resultado final seja mais do que satisfatório. No Studio Universalis, trabalhamos para que sua obra seja uma experiência tranquila, eficiente e que atenda aos seus sonhos e necessidades. Por isso, para nós, uma obra bem planejada começa com um bom projeto. Entre em contato conosco e descubra como um projeto executivo pode transformar sua obra: contato@studiouniversalis.com.br ou (31) 98797-2392. E se você tem dúvidas sobre projetos de arquitetura e  quer entender mais sobre como funciona o projeto executivo ou outras etapas da construção, acompanhe as redes sociais do

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Arquitetura Residencial

As oportunidades presentes na Legislação Urbana de BH para empreendimentos imobiliários: você sabe como aproveitá-las?

Os desafios de capitais e grandes cidades são grandes e constantes, e para empresas que desejam empreender neste cenário complexo muitas dúvidas podem surgir. Para as construtoras, há uma demanda crescente por moradias, porém, compreender as particularidades dos espaços da cidades, os aspectos do mercado imobiliário local e os anseios e demandas das famílias que estão em constante mudança é essencial para oferecer soluções que atendam às expectativas desses consumidores e que sejam verdadeiramente lucrativas para o negócio. E são muitas as nuances do cenário urbano… Belo Horizonte, como uma das principais metrópoles do Brasil, enfrenta desafios urbanos complexos, como a alta densidade populacional, a necessidade de mobilidade eficiente e a preservação ambiental, além de questões ligadas à segurança pública. Para lidar com esses desafios, a cidade conta com um conjunto abrangente de normas e regulamentos que visam promover o desenvolvimento urbano sustentável, a qualidade de vida dos cidadãos e um ambiente mais seguro para todos.  Nos documentos oficiais, a prefeitura descreve de forma objetiva os principais desafios a serem superados, sendo eles: Tendo em vista este cenário, a legislação urbanística serve como um guia para um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável. E para as construtoras da região, entender essa legislação e o perfil do consumidor local é a chave para o sucesso, pois a partir disso será possível promover o desenvolvimento sustentável do município ao mesmo tempo em que oferece as soluções mais adequadas aos desejos e anseios dos consumidores.  Quer saber como isso é possível? Acompanhe a leitura deste artigo! Vamos te apresentar os principais insights da legislação do município de BH e como se relacionam com o perfil e comportamento do consumidor do mercado imobiliário, mostrando como aplicá-los no momento de conceber projetos inovadores e atrativos.  Para chegarmos ao objetivo do nosso artigo, precisamos entender sobre o que as leis de BH descrevem nos documentos oficiais. Salientamos que não se trata de apenas um  ou outro documento, mas uma série de determinações que buscam contribuir para a resolução das problemáticas identificadas. Por isso, nosso objetivo aqui não é discutir detalhadamente cada documento, mas sim apresentar as principais determinações que estão diretamente relacionadas ao mercado imobiliário na cidade. Para iniciar, falaremos sobre um dos principais conceitos abordados: a sustentabilidade, um dos pilares das políticas urbanas de Belo Horizonte e, para as construtoras, isso significa adotar práticas que minimizem o impacto ambiental e promovam o uso eficiente dos recursos. Dentre as práticas consideradas sustentáveis pela legislação municipal, estão aspectos de eficiência energética, como implementar sistemas de iluminação e climatização eficientes; a gestão adequada de resíduos, fazendo a sua correta separação, reciclagem e  compostagem; uso de materiais sustentáveis, com baixo impacto ambiental; e implementar as chamadas “infraestruturas verdes” – áreas verdes, telhados verdes e sistemas de captação de água da chuva. Apresentamos algumas matérias aqui no blog do Studio Universalis sobre como lidar com resíduos de forma mais sustentável, comentando acerca da crescente preocupação das empresas em relação à questão ambiental, destacando como o descarte e tratamento sustentável de resíduos desempenha um papel fundamental e como pode ser feito de forma mais responsável. A crescente escassez de recursos naturais, as mudanças climáticas, a poluição do ar e da água, e a degradação do ecossistema são desafios que não podem ser ignorados. Já comentamos anteriormente aqui no blog que, por conta deste cenário mundial, foi lançada a Agenda 2030 pela Organização das Nações Unidas (ONU). O documento estabeleceu 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) com metas claras a serem alcançadas até o ano de 2030 e entre esses objetivos destacam-se a ação pelo clima, a vida terrestre, e a parceria para o desenvolvimento sustentável. A busca por cumprir essas metas têm levado empresas de todos os tamanhos e setores a repensar suas práticas de negócios. O conceito de ESG, que avalia o desempenho de empresas em termos ambientais, sociais e de governança, tornou-se um critério-chave para investidores e consumidores mais conscientes com a  responsabilidade ambiental, passando a integrar estratégias de negócios cada vez mais inteligentes e comprometidas com este objetivo. Assim, as práticas sustentáveis que são incentivadas pelo poder público de Belo Horizonte também vão ao encontro de um cenário macro de mercado, onde construtoras e incorporadoras podem investir em soluções para otimizar recursos e valorizar seus imóveis. Um outro aspecto que também comentamos nos conteúdos do Studio Universalis e que está diretamente relacionado a essa questão diz respeito diretamente ao interesse dos consumidores: discutimos sobre como a emergência climática que enfrentamos em todo o mundo demanda soluções sustentáveis para as construções,  ao passo em que o consumidor mineiro também tem valorizado soluções arquitetônicas que se aproximam das ideias da arquitetura bioclimática, onde o design e a definição de elementos arquitetônicos é pensada para otimizar as relações entre ser humano e natureza, não apenas em relação às questões ambientais mas também no que diz respeito à melhoria das condições de vida, conforto e uso racional das fontes energéticas. Como exemplo, podemos citar o que o Instituto DATAZap apresenta sobre as motivações por trás da busca por um imóvel, onde, para a maioria dos entrevistados no estudo do perfil dos consumidores do mercado imobiliário de BH, as características e estrutura do imóvel são os principais motivos para buscar uma nova residência. Isso inclui a busca por imóveis maiores, arejados e com muita luz natural, características que valorizam o conforto e o bem-estar da família e que são tendências que podemos observar com a valorização das áreas de convívio dentro de casa – alinhadas, também, às práticas sustentáveis de otimização de recursos. Já com relação a outros elementos do espaço construído, o Código de Posturas de Belo Horizonte apresenta uma série de medidas visando o bom funcionamento do espaço público. As calçadas, por exemplo, devem ser projetadas e mantidas para garantir a circulação segura e confortável dos pedestres, com largura mínima, acessibilidade e materiais adequados que evitem quedas e acidentes. Os chamados “parklets” têm se mostrado soluções interessantes e muito valorizadas nas políticas públicas, pois transformam vagas de estacionamento em áreas de

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Arquitetura comercial

Como a Legislação Urbana de Belo Horizonte pode impactar seu espaço comercial?

Administrar um estabelecimento comercial é um desafio constante, com uma infinidade de fatores que exigem atenção. No entanto, alguns aspectos cruciais, como a legislação urbana, muitas vezes são negligenciados por falta de informação – o que pode impactar significativamente no sucesso dos negócios e segurança dos lugares. O que você sabe sobre a legislação urbana de Belo Horizonte? Compreender e aplicar as normas urbanísticas não significa apenas a conformidade com a lei, pois a legislação pode ser uma ferramenta poderosa para impulsionar o crescimento do seu negócio, proporcionando economia de recursos, valorização da sua marca e contribuindo para um ambiente mais seguro. Se você é proprietário de um espaço comercial em Belo Horizonte, entender as nuances da legislação urbana é fundamental para maximizar os benefícios que seu empreendimento pode obter e garantir a segurança de todos. Neste artigo, vamos explorar os aspectos da legislação urbana de Belo Horizonte que são de particular interesse para empresas e espaços comerciais, com foco na segurança. Desafios e soluções urbanas em Belo Horizonte e as “gentilezas urbanas” Belo Horizonte, como uma das principais metrópoles do Brasil, enfrenta desafios urbanos complexos, como a alta densidade populacional, a necessidade de mobilidade eficiente e a preservação ambiental, além de questões ligadas à segurança pública. Para lidar com esses desafios, a cidade conta com um conjunto abrangente de normas e regulamentos que visam promover o desenvolvimento urbano sustentável, a qualidade de vida dos cidadãos e um ambiente mais seguro para todos. Os proprietários de espaços comerciais desempenham um papel crucial na conformidade com essas normas e na promoção da segurança, garantindo que suas atividades contribuam para um ambiente urbano mais organizado, seguro e sustentável. Um conceito central na legislação urbana de Belo Horizonte, e de especial importância para proprietários de estabelecimentos comerciais, é o de “gentilezas urbanas”. Essas práticas visam melhorar a qualidade do espaço público, promover a sustentabilidade e aumentar a segurança, abrangendo desde a construção de calçadas acessíveis e bem iluminadas até a instalação de mobiliário urbano, como bancos e lixeiras, em locais estratégicos para promover a visibilidade e o convívio social. Ao adotar gentilezas urbanas, os estabelecimentos comerciais não apenas cumprem a legislação, mas também colhem benefícios diretos em termos de segurança. Empreendimentos que investem em sustentabilidade, infraestrutura urbana adequada e iluminação contribuem para um ambiente mais seguro, atraindo mais clientes e reduzindo a probabilidade de ocorrências criminais, além da tendência a  receber maior reconhecimento e apoio da comunidade e do poder público. A sustentabilidade é um dos pilares das políticas urbanas de Belo Horizonte e, para os proprietários de espaços comerciais, isso significa adotar práticas que minimizem o impacto ambiental e promovam o uso eficiente dos recursos. Dentre as práticas consideradas sustentáveis pela legislação municipal, estão aspectos de eficiência energética, como implementar sistemas de iluminação e climatização eficientes; a gestão adequada de resíduos, fazendo a sua correta separação, reciclagem e  compostagem; uso de materiais sustentáveis em suas construções e decorações, com baixo impacto ambiental; e implementar as chamadas “infraestruturas verdes” – áreas verdes, telhados verdes e sistemas de captação de água da chuva. Para determinar questões específicas com relação às calçadas, parklets e até mesmo a publicidade disponível nos espaços públicos, o Código de Posturas de Belo Horizonte apresenta uma série de medidas visando o bom funcionamento do espaço público. Para isso, as calçadas devem ser projetadas e mantidas para garantir a circulação segura e confortável dos pedestres, com largura mínima, acessibilidade e materiais adequados que evitem quedas e acidentes. Já comentamos aqui no blog sobre a importância de calçadas acessíveis para a fruição de todas as pessoas nos  espaços urbanos e privados. A instalação de placas de publicidade deve seguir critérios específicos para evitar a poluição visual, garantir a segurança das pessoas e não obstruir a visão de motoristas e pedestres, o que pode causar acidentes. Além disso, é necessário obter licenças e seguir as regras de dimensões, localização e manutenção. Já os chamados “parklets” transformam vagas de estacionamento em áreas de convivência pública. Sua implantação requer licenciamento e deve seguir normas que garantam a integração harmoniosa com o ambiente urbano, a segurança dos usuários e a visibilidade para pedestres e motoristas. Fachada ativa: um conceito que revitaliza, valoriza e aumenta a segurança O conceito de fachada ativa, que promove o uso do térreo dos edifícios para atividades comerciais e de serviços que interagem com o espaço público, está contido nas normas urbanísticas de BH e, além de uma ótima estratégia para atração de público, também pode ser fundamental para a segurança dos bairros em Belo Horizonte. A legislação incentiva a fachada ativa como uma estratégia para revitalizar áreas urbanas, aumentar a segurança e o fluxo de pessoas nas ruas, especialmente em áreas com menor movimento. Dentre os benefícios das fachadas urbanas, podemos citar: Para implementar fachadas ativas, é fundamental seguir as diretrizes da legislação urbana de Belo Horizonte, que abrangem desde um design atraente e funcional, com vitrines amplas, entradas acessíveis e boa iluminação, até a interação com o espaço público, com vitrines voltadas para a rua, entradas convidativas e áreas de atendimento próximas à fachada. Além disso, é crucial garantir a conformidade com a legislação, obtendo as licenças necessárias e observando as regras de acessibilidade e segurança. Um aspecto que merece ser destacado é que os proprietários de estabelecimentos comerciais podem se beneficiar de parcerias e incentivos oferecidos pela prefeitura para a implementação de fachadas ativas, que podem incluir apoio financeiro e técnico. Para saber mais sobre as regulamentações municipais em Belo Horizonte, acesse o link e confira os materiais disponibilizados pela prefeitura. [LINK] … Ao compreender e aplicar a legislação urbana de Belo Horizonte, os proprietários de espaços comerciais podem potencializar seus estabelecimentos e promover a transformação urbana, contribuindo para uma cidade mais sustentável, acolhedora e segura para todos. Infelizmente, a maioria dos proprietários de estabelecimentos comerciais não explora estrategicamente esses conceitos, perdendo a oportunidade de impulsionar seus negócios e contribuir para a comunidade. Se você deseja aproveitar ao máximo o potencial do seu espaço comercial e garantir a

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Arquitetura Residencial

O que desejam as pessoas ao decidir comprar um imóvel?

Em um cenário onde as dinâmicas familiares e as necessidades de moradia evoluem constantemente, compreender os anseios e demandas dos consumidores do mercado imobiliário é essencial para oferecer soluções que atendam às suas expectativas.  O DataZAP, importante fonte de inteligência imobiliária no Brasil, lançou um mapeamento do consumidor do mercado imobiliário em Belo Horizonte, onde é possível identificar algumas particularidades. A maioria do público corresponde a casais com a média de dois filhos, que geralmente são casados ou vivem em união estável e estão em uma faixa etária média de 46 anos, representando a geração X. Apenas essas características já podem trazer alguns indícios sobre o que esse público deseja, tendo em vista que, para esse perfil,  a preocupação com o espaço e a comodidade é bastante presente.  Ao analisar as motivações por trás da busca por um imóvel, para a maioria dos entrevistados, as características e estrutura do imóvel são os principais motivos para buscar uma nova residência. Isso inclui a busca por imóveis maiores, arejados e com muita luz natural, características que valorizam o conforto e o bem-estar da família e que são tendências que podemos observar com a valorização das áreas de convívio dentro de casa. Além disso, a localização também desempenha um papel importante, com muitos buscando bairros diferentes do atual ou procurando proximidade com o local de trabalho. Muitos desejam deixar para trás o aluguel, enquanto outros buscam um novo lar mais próximo do trabalho. Apartamentos são a preferência, com uma parcela significativa em busca por apartamentos padrão ou coberturas e a intenção de mudança é rápida para a maioria, com 65% dos entrevistados planejando se mudar para o novo imóvel em até 6 meses. Compreender as necessidades e desejos desse público permite que as empresas do setor direcionem seus esforços para atender essas demandas de forma eficaz e inovadora e o estudo do perfil do consumidor deve ser uma estratégia cada vez mais presente para ter insights valiosos sobre como atuar de forma mais assertiva no mercado. A valorização do conforto, da praticidade e da qualidade de vida são aspectos que emergem como temas centrais nas aspirações dos compradores de imóveis em Belo Horizonte e, portanto, estratégias que enfatizem o design de espaços amplos, iluminados e funcionais, aliadas a uma localização privilegiada, têm o potencial de atrair e fidelizar esse público exigente. Para alcançar os melhores resultados, o contato com profissionais especializados pode ser um diferencial para as empresas do ramo imobiliário. Ao colaborar com especialistas em arquitetura e design, as construtoras podem desenvolver projetos que estejam alinhados com as expectativas e preferências do consumidor, garantindo assim o sucesso e a relevância no competitivo mercado imobiliário de Belo Horizonte. Se você deseja encontrar parceiros estratégicos para o seu empreendimento, seja na área da construção civil ou da arquitetura, entre em contato conosco!  Agende uma reunião pelo e-mail contato@studiouniversalis.com.br, pelo telefone (31) 98797-2392.

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Arquitetura Residencial

Comprar um imóvel novo ou investir em um antigo e reformar? 

No processo de busca por um novo lar, uma das questões mais cruciais que surgem é: comprar um imóvel novo ou investir na reforma de uma propriedade antiga?  Se você se encontra nesse dilema, saiba que não está sozinho. Ao decidir entre comprar um imóvel novo ou investir em uma propriedade antiga e reformá-la, surgem uma série de considerações cruciais que podem determinar não apenas o custo financeiro, mas também a qualidade e a adequação do espaço para suas necessidades específicas. No entanto, é fácil se sentir sobrecarregado diante dessa decisão, especialmente sem o conhecimento especializado necessário para compreender os aspectos técnicos e garantir a total segurança para sua escolha. Mas como decidir entre um imóvel novo e um antigo? Por entendermos como este processo de decisão pode ser difícil, o objetivo deste conteúdo é ajudá-lo(a) a tomar a decisão mais informada e vantajosa, levando em consideração não apenas suas preferências pessoais, mas também aspectos técnicos, legais e estruturais que podem impactar significativamente sua experiência de moradia. Sabemos que o momento de realizar o sonho da casa própria é marcante e está carregado de emoções, mas a decisão da escolha do imóvel mais adequado para você e sua família deve ser feita de maneira racional, considerando diversos aspectos, desde conforto e comodidade até questões estruturais do espaço. Esta não é uma tarefa fácil, pois envolve uma série de fatores, desde preferências pessoais até considerações técnicas e legais. A seguir, confira algumas considerações importantes sobre estes dois cenários:  A partir do projeto arquitetônico é possível tomar decisões importantes para a personalização e adequação do imóvel ao perfil dos moradores, por isso é um documento valioso. Adquirir um imóvel na planta pode ser interessante do ponto de vista das personalizações. Não é possível prever tudo o que irá acontecer em uma reforma, pois várias características ocultas do imóvel aparecem durante o processo. Além disso, os ruídos e resíduos da reforma podem não ser agradáveis se você optar por seguir no imóvel enquanto está sendo reformado. A escolha do imóvel ideal deve ser feita de modo a acomodar todos os moradores ao longo da vida. No fim, a escolha entre comprar um imóvel novo ou investir em uma reforma é altamente pessoal e dependente de uma série de fatores individuais. É por isso que nossa equipe está aqui para oferecer suporte e orientação personalizados, ajudando você a tomar a decisão certa para suas necessidades e objetivos específicos. Portanto, se você está se perguntando qual é a melhor opção para você – comprar um imóvel novo ou investir em uma reforma -, não hesite em entrar em contato conosco para saber mais sobre como podemos ajudá-lo a encontrar a resposta certa. Agende uma reunião pelo e-mail contato@studiouniversalis.com.br, pelo telefone (31) 98797-2392. No Studio Universalis, estamos comprometidos em tornar sua jornada rumo à propriedade dos sonhos o mais suave e gratificante possível. 

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Arquitetura comercial

Construção: Como lidar com resíduos de forma mais sustentável

Vivemos em uma era em que a conscientização ambiental nunca foi tão urgente e premente. Empresas de todos os setores estão enfrentando uma crescente pressão para adotar práticas mais sustentáveis e responsáveis, portanto nesse contexto o descarte e tratamento adequado de resíduos emergiu como um tópico crucial a ser considerado. Hoje, vamos explorar a crescente preocupação das empresas em relação à questão ambiental, destacando como o descarte e tratamento sustentável de resíduos desempenha um papel fundamental e como pode ser feito de forma mais responsável. No cenário atual, a proteção do meio ambiente não é mais uma opção, mas uma necessidade: a crescente escassez de recursos naturais, as mudanças climáticas, a poluição do ar e da água, e a degradação do ecossistema são desafios que não podem ser ignorados. Já comentamos anteriormente aqui no blog que, por conta deste cenário mundial, foi lançada a Agenda 2030 pela Organização das Nações Unidas (ONU). O documento estabeleceu 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) com metas claras a serem alcançadas até o ano de 2030 e entre esses objetivos destacam-se a ação pelo clima, a vida terrestre, e a parceria para o desenvolvimento sustentável. A busca por cumprir essas metas têm levado empresas de todos os tamanhos e setores a repensar suas práticas de negócios. O conceito de ESG, que avalia o desempenho de empresas em termos ambientais, sociais e de governança, tornou-se um critério-chave para investidores e consumidores mais conscientes com a  responsabilidade ambiental, passando a integrar estratégias de negócios cada vez mais inteligentes e comprometidos com este objetivo. Nesse contexto, o descarte de resíduos é um ponto crucial, uma vez que o tratamento inadequado pode causar danos significativos não apenas ao meio ambiente, como também à reputação de uma empresa, afetando inclusive diretrizes previamente estabelecidas em seu planejamento de longo prazo.  É importante destacar que o descarte sustentável não se trata apenas do cumprimento de regulamentações governamentais, mas também engloba a adoção de práticas que preservem a saúde das pessoas e minimizem os desperdícios de materiais, como por exemplo, através da reciclagem dos insumos e da redução de emissão de carbono nos processos da cadeia produtiva. A inovação nos projetos também passa pelo correto descarte e tratamento de resíduos Engana-se quem pensa que projetos considerados complexos ou inovadores são sinônimos de cuidado com o descarte e tratamento de resíduos. Há, inclusive, casos de construções consideradas ícones do luxo e da inovação, como o majestoso arranha-céu Burj Khalifa em Dubai, que, apesar de ter sido construído para ser o maior edifício do mundo, enfrenta um desafio significativo decorrente da falta de infraestrutura da cidade: a falta de um sistema de esgoto capaz de atender suas necessidades. E não há nada mais básico em um edifício do que a coleta e a destinação do esgoto para o correto tratamento. Segundo Kate Ascher, autora do livro “The Heights: Anatomy of a Skyscraper”, o Burj Khalifa produz quase 15 toneladas de esgoto diariamente. Atualmente, a solução adotada envolve o uso de caminhões para transportar diariamente esses resíduos até usinas de tratamento de esgoto. Essa abordagem não apenas gera desafios logísticos complexos, mas também tem impactos ambientais e econômicos significativos. Os caminhões de esgoto frequentemente aguardam em filas, ultrapassando 24 horas em alguns casos, para descarregar sua carga. Além disso, muitas vezes, eles precisam retornar ao Burj Khalifa para coletar mais resíduos. Essa situação não apenas resulta em atrasos e custos adicionais, mas também tem um impacto negativo no trânsito e na qualidade do ar da cidade. Atualmente, políticas públicas estão em andamento para desenvolver um sistema de esgoto interligado que deve atender a todos os edifícios da cidade, mas a previsão é que isto ocorra somente em 2025.  E no Brasil, como andam as coisas? Dentro do panorama urbano do Brasil, é evidente que há diferenças na forma de coleta e tratamento de esgoto. As grandes cidades, por exemplo, enfrentam dificuldades significativas no que diz respeito a este cenário, uma situação que, apesar dos avanços, ainda não alcança todos os bairros de forma eficiente.  Nas regiões mais distantes, o uso de fossas sépticas continua sendo uma prática comum. Contudo, é crucial salientar que, se não forem devidamente instaladas e mantidas, essas soluções têm o potencial de contaminar não apenas o lençol freático, como também comprometer as fontes naturais de água. Para além das moradias, vemos problemas semelhantes, e até mais graves do que o caso de Dubai, ocorrendo em todo o Brasil, com os mais diversos tipos de estabelecimentos comerciais como, por exemplo, restaurantes, hospitais e até indústrias, que teoricamente deveriam estar mais bem preparados para lidar com a gestão dos resíduos gerados por suas atividades. Como a arquitetura contribui para o manejo mais sustentável de resíduos? Em meio aos desafios de sustentabilidade, é importante reconhecer a intrínseca conexão entre a arquitetura, a construção de espaços e a implementação adequada de sistemas de saneamento.  Neste sentido, a arquitetura, juntamente com a engenharia de instalações, desempenha um papel vital, não apenas na estética e funcionalidade dos empreendimentos, como também na concepção de soluções que tornem o tratamento de resíduos mais simples e efetivo, como por exemplo, implementando sistemas para o escoamento do óleo de cozinha diretamente das unidades habitacionais para tanques de armazenamento e coleta deste tipo de resíduo. Outro aspecto crítico reside na correta execução dos sistemas, pois é comum a concepção equivocada de que a simples conexão de banheiros, cozinhas e áreas de serviço à rede pública de esgoto é suficiente. No entanto, essa percepção negligencia a importância das caixas de gordura e caixas de sabão, que não devem ser direcionados diretamente à rede pública, já que esses resíduos devem ser periodicamente recolhidos e descartados de forma apropriada, para evitar o entupimento da rede e danos ao meio-ambiente. Ao projetar edificações com a correta integração desses sistemas, é possível reduzir não apenas os custos operacionais, como também aumentar a eficiência dos empreendimentos e a minimização do impacto ambiental.  Além disso, é importante lembrar que a fiscalização ambiental desempenha um papel fundamental na garantia

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Arquitetura Residencial

Como construtoras podem aproveitar o retorno do Minha Casa Minha Vida para alavancar a venda de imóveis na planta

O Minha Casa Minha Vida, criado em 2009, foi uma iniciativa governamental que se tornou referência no setor de habitação no Brasil e no mundo, porém nos últimos anos ficou defasado em relação ao valor dos imóveis contemplados e faixa de renda dos compradores, afastando do programa pequenas e médias construtoras e incorporadoras. Recentemente, o Minha Casa Minha Vida passou por mudanças significativas, ampliando a faixa de rendimentos para R$ 2,6 mil até R$ 8 mil mensais e as habitações para patamares entre R$170 mil na faixa 1 até R$ 350 mil na faixa 3, visando expandir o alcance e a acessibilidade ao benefício para um número maior de famílias.  Com o aumento do público-alvo contemplado pelo programa e a redução nos juros do financiamento habitacional abaixo da taxa Selic, a demanda por novos empreendimentos deve aumentar exponencialmente nos próximos anos, estimulando a atividade de todo o setor da construção civil de Norte a Sul do país.  Diante deste cenário de grandes oportunidades, como fazer para que os empreendimentos da sua construtora se tornem mais atrativos para quem vai escolher comprar seu primeiro imóvel ainda na planta?  No post de hoje vamos mostrar como aumentar a atratividade dos novos empreendimentos através do estratégico uso do design universal na proposta de negócios da sua construtora porque em um país como o Brasil que, de acordo com os dados do Censo de 2022, está passando por um processo crescente de envelhecimento populacional, pensar na longevidade de uso das moradias é essencial para atrair novos compradores. Afinal de contas, o que é Design Universal? O conceito  de Design Universal é o ponto de partida para a criação de espaços que sejam verdadeiramente confortáveis e funcionais para todas as fases e situações da vida. Baseia-se na ideia de projetar espaços que possam ser utilizados por todas as pessoas, independentemente de suas habilidades físicas, cognitivas ou sensoriais. Essa abordagem considera a diversidade humana em todas as suas dimensões, buscando criar ambientes acolhedores, seguros e funcionais para todos, não importando se serão jovens, idosos, gestantes, pessoas com deficiência ou com algum tipo de dificuldade para mobilidade que utilizarão os espaços. A partir desta abordagem, podemos aliar a qualidade ao valor de mercado e planejar ambientes que satisfaçam às necessidades dos mais diversos perfis de consumidores, com a valorização desses empreendimentos. Para isso, destacamos 7 elementos que são essenciais para se pensar ao projetar novos empreendimentos, sejam eles residenciais ou comerciais:  Ao projetar espaços, é essencial considerar a possibilidade de adaptação conforme as mudanças ao longo da vida. A flexibilidade dos ambientes permite que eles se ajustem às diferentes demandas, proporcionando conforto contínuo para os moradores. Considerar questões de mobilidade, saúde e preferências pessoais nos projetos é garantir que os espaços sejam verdadeiramente funcionais ao longo do tempo. A acessibilidade é um princípio central na Arquitetura e no Design Universal e é essencial para construtoras que buscam investir nos projetos do programa Minha Casa Minha Vida. Criar espaços acessíveis significa torná-los utilizáveis por todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas ou necessidades. Rampas de acesso, corredores e portas amplos, elevadores, sinalização clara e adequada são algumas medidas que promovem a inclusão e garantem o uso pleno dos espaços por todos. A atenção à ergonomia é fundamental para garantir espaços confortáveis e saudáveis. Ao considerar as dimensões e proporções do mobiliário e das atividades realizadas em cada ambiente, podemos criar espaços que promovam uma postura adequada e evite desgastes físicos desnecessários. Dessa forma, os ambientes se tornam mais agradáveis e funcionais para os usuários. Para criar ambientes agradáveis e saudáveis, a luz natural abundante e a ventilação adequada são elementos essenciais. Integrar a luz natural sempre que possível proporciona uma sensação de bem-estar e reduz a necessidade de iluminação artificial durante o dia. Além disso, garantir controles de iluminação de fácil acesso e compreensão é uma forma de promover a autonomia dos moradores do espaço. A escolha dos materiais e cores também influencia o conforto dos ambientes. Para projetar espaços mais longevos e confortáveis, opte por materiais sustentáveis, de baixa emissão de compostos orgânicos voláteis (VOCs) e fáceis de limpar, melhorando a qualidade do ar e a manutenção dos espaços. A seleção cuidadosa de cores apropriadas pode influenciar também o humor e a sensação de conforto dos usuários, tornando os ambientes mais acolhedores. Ao projetar espaços para todas as fases da vida, é fundamental considerar tanto os espaços de convivência quanto os espaços de privacidade. Áreas comuns para interação social devem ser acolhedoras e convidativas, enquanto espaços privados devem garantir a privacidade necessária para momentos íntimos. Além disso, pensar em espaços ao ar livre, como jardins e varandas, incentiva a convivência familiar e a troca de experiências entre as gerações. O último ponto que destacamos para projetar espaços com maior longevidade é a sustentabilidade, que deve ser uma preocupação constante nos projetos, sejam eles residenciais, comerciais ou industriais. Espaços pensados para serem utilizados ao longo da vida dos seus usuários devem ser projetados de forma a minimizar o impacto ambiental, através do uso de materiais reciclados, eficiência energética e aproveitamento de recursos naturais. Além disso, questões de sustentabilidade são percebidas como um diferencial no momento da compra do imóvel. Ao projetar ambientes residenciais, é importante aplicar os princípios do Design Universal na arquitetura para criar espaços atemporais, confortáveis e inclusivos que atendam às necessidades de qualquer pessoa, independentemente da fase da vida ou condição em que se encontrar.  Se você deseja aproveitar a oportunidade e investir na construção de residências de acordo com as exigências do programa Minha Casa Minha Vida, entre em contato conosco. A equipe do Studio Universalis está preparada para encontrar as melhores soluções para os seus projetos. Entre em contato conosco pelo telefone (31) 98797-2392 ou marque uma reunião pelo e-mail contato@studiouniversalis.com.br.

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Acessibilidade

A retomada do Programa Minha Casa Minha Vida e as oportunidades para pequenos construtores

O programa Minha Casa Minha Vida, criado em 2009, foi um grande impulsionador da economia brasileira em seus primeiros 7 anos de existência, tendo injetado mais de R$300 bilhões de reais no segmento da construção civil. Ao mesmo tempo, o MCMV também marcou um grande avanço na política habitacional brasileira, ao contemplar diversas camadas da população, com cerca de 4,2 milhões de moradias, incluindo as faixas mais carentes. Um dos principais destaques do Programa foi justamente a prioridade na construção de moradias populares, destinadas a famílias com renda de até R$1.800,00 e que faziam parte da chamada faixa 1, que garantia um subsídio de 85% a 95% do valor do financiamento de imóveis de até R$96 mil. A partir da substituição do MCMV pelo Minha Casa Verde Amarela, em 2019, a faixa 1 do programa foi suspensa para priorizar as demais faixas, que contemplavam cidadãos com renda mais alta, incluindo imóveis usados e de valores mais elevados, mas que por outro lado reduzia a possibilidade de acesso à moradia por pessoas das faixas de renda mais baixa. Essa política habitacional contribuiu diretamente para um aumento expressivo no déficit habitacional brasileiro, pois de acordo com a nota técnica “Déficit habitacional no Brasil – O impacto da cadeia produtiva da Construção Civil”, elaborada pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN) em meados de 2022, o Brasil possuía até aquele momento um déficit de quase 6 milhões de moradias, sendo predominante concentrado entre as classes de menor renda da população brasileira. Com a retomada do Programa Minha Casa Minha Vida, anunciado em 14 de fevereiro de 2023, em substituição ao Programa Minha Casa Verde Amarela, o Ministério das Cidades tem uma expectativa de que sejam contratadas pelo menos 2 milhões de moradias até o final de 2026, sendo ao menos metade destas voltadas à faixa 1, com valor estimado de até R$150 mil por unidade e destinadas para famílias com renda de até R$2.640,00. Após anúncio oficial da volta do MCMV, se criou uma grande expectativa em relação ao papel de grandes construtoras, como MRV, Tenda e Direcional na retomada do programa. Entretanto, apesar das perspectivas positivas, antes mesmo da suspensão do programa para a faixa 1 em 2019, estas mesmas construtoras já haviam abandonado projetos para este público por considerá-lo pouco rentável. Tendo em vista a grande perspectiva de crescimento do MCMV para a faixa 1 do programa e a falta de interesse por parte dos grandes construtores nacionais, abre-se uma grande oportunidade para que pequenos empreiteiros e construtoras locais abracem esse segmento de mercado. Uma das principais vantagens para os pequenos construtores é justamente o fato de que, apesar da menor rentabilidade das unidades, o financiamento das obras é garantido pelo governo federal, tornando o investimento muito seguro, podendo inclusive elevar um pequeno negócio ao patamar de uma grande empresa. Entretanto, para poder participar como empresa parceira do Governo Federal na construção de moradias voltadas a faixa 1 do MCMV é obrigatório que os empreendimentos contemplem a acessibilidade, tanto nas áreas comuns como dentro das residências. Para a maioria das pessoas, a acessibilidade é ainda vista como algo feito apenas para aqueles que possuem algum tipo de deficiência ou dificuldade de mobilidade. Porém essa é uma visão totalmente equivocada do conceito, visto que a acessibilidade é um benefício que alcança a todas as pessoas. Além disso, existe uma percepção generalizada de que projetos acessíveis são substancialmente mais dispendiosos do que aqueles que não contemplam este aspecto porque envolvem mudanças na infra-estrutura e equipamentos de apoio, porém o custo adicional de um projeto com acessibilidade bem planejado não passa de 1% do valor total investido. Já comentamos em outras publicações aqui no blog que espaços residenciais acessíveis são ótimas alternativas para que todos os moradores da casa possam usufruir dos ambientes por toda a vida com mais autonomia, liberdade e, acima de tudo, conforto. Sob o ponto de vista que quem irá ocupar os espaços, uma das grandes vantagens de residências acessíveis ou adaptáveis em relação aos imóveis tradicionais é a de não serem necessárias grandes reformas estruturais, nem mesmo fazer a troca de imóvel quando ocorrerem quaisquer mudanças ao longo da vida, sejam elas previsíveis – como o envelhecimento, por exemplo – ou imprevisíveis – como questões de saúde, mudanças no ritmo de vida, etc. Isso implica uma economia a longo prazo, já que reformas estruturais ou trocas de imóveis demandam um gasto consideravelmente elevado, e os espaços adaptáveis, por possuírem uma estrutura que possibilita as adequações, necessitam apenas de pequenas reformas. Além disso, há uma maior qualidade dos espaços, já que casas acessíveis costumam ter ambientes mais amplos para possibilitar a circulação sem obstruções e, consequentemente, espaços mais confortáveis. Com tantas vantagens, tanto para o consumidor final quanto para as construtoras, pensar na acessibilidade para os projetos residenciais deixa de ser algo distante e se apresenta como uma oportunidade real de negócios com maior qualidade sem a necessidade de grandes investimentos financeiros. Pensando nesta oportunidade, o Studio Universalis preparou uma condição especial para apoiar pequenos empreiteiros e construtoras interessadas em expandir suas operações neste segmento altamente atrativo.  Entre em contato pelo WhatsApp (31) 98737-2392, solicite um orçamento para seu empreendimento e aproveite esta grande oportunidade para expandir seu negócio.

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Arquitetura comercial

Dicas para quem deseja comprar um imóvel na planta

Comprar um imóvel é um passo importante para qualquer pessoa, seja para realizar o sonho da casa própria ou para inaugurar seu espaço comercial. Este momento envolve a busca por bons espaços, adequados aos seus objetivos e com as melhores condições para negociação. Para isso, muitas pessoas investem na compra de imóveis na planta, uma forma vantajosa para realizar este sonho com um preço mais em conta. Ao comprar um imóvel na planta, você o adquire ainda na fase de construção ou projeto, e eles normalmente possuem um preço mais competitivo em relação aos imóveis prontos para usar. Este tipo de compra possui algumas vantagens que vão além do preço mais baixo, como a redução de burocracias com impostos não pagos e documentações atrasadas, já que você será o primeiro(a) proprietário(a). Além disso, muitas construtoras possibilitam que o cliente personalize sua unidade, assim você poderá escolher detalhes importantes que trarão identidade ao seu imóvel. Outro ponto bastante interessante para se levar em consideração é o tempo para se organizar que os imóveis na planta proporcionam. Isso acontece porque projetos em fase de construção demandam maior tempo de espera para entrega do que imóveis prontos. Por ser uma negociação financeiramente mais vantajosa do que a aquisição de um imóvel pronto, no momento da compra muitos não se atentam a detalhes importantes para garantir que este processo seja seguro e para que o espaço atenda a todas as necessidades do seu cotidiano. Por isso, separamos três dicas essenciais para que quem deseja comprar um imóvel na planta possa realizar este investimento sem dores de cabeça. 1) Estude o local. Conheça a vizinhança, os pontos turísticos, meios de transporte público próximos ou vagas de estacionamento, além de conhecer mais sobre a infra-estrutura de serviços como supermercados, farmácias, padarias, entre outros. Seja para fins comerciais ou residenciais, conhecer mais sobre esses fatores pode ajudar a tomar uma decisão mais segura e estratégica que influenciará na valorização do imóvel no longo prazo. 2) Analise o contrato e documentações. Dedique um tempo extra para estudar bem o contrato e as documentações do imóvel. Verifique prazos, tolerâncias de atraso, multas e penalidades para descumprimento de cláusulas e assegure a sua segurança e da construtora no momento da negociação. Algumas situações devem estar previstas no contrato, são elas: 3) Avalie o projeto arquitetônico. Com a orientação de um arquiteto ou arquiteta, analise o projeto detalhadamente, para compreender se o imóvel que está sendo comprado está de acordo com suas necessidades, sejam elas para fins comerciais ou residenciais. Assim, é possível minimizar transtornos e eventuais gastos com adequações posteriores do imóvel. Você também pode fazer visitas às estruturas e estudar os materiais de divulgação Esta dica é especialmente importante ao abordar justamente a longevidade de uso do imóvel. Ao avaliá-lo junto a um(a) profissional capacitado(a), você pode analisar, por exemplo, questões como a acessibilidade dos espaços, que possibilita desde permitir a autonomia das pessoas durante seu envelhecimento, torna o espaço mais adequado para se adequar ao crescimento familiar e até mesmo adequações da rotina, como o potencial trabalho home office. Em resumo, é importante pensar se o imóvel tem os requisitos de acessibilidade para atender os moradores ao longo da vida. A decisão de comprar um imóvel é bastante séria e pode causar muita dor de cabeça se não for planejada corretamente. Por isso, esperamos que essas dicas possam lhe auxiliar neste momento de busca, seja para seu imóvel residencial ou comercial. E se você precisa de apoio para a compra de um imóvel na planta ou deseja realizar a avaliação do imóvel já contratado, conte com o Studio Universalis. Agende uma reunião com um de nossos especialistas pelo e-mail contato@studiouniversalis.com.br ou pelo WhatsApp (31) 98797-2392. Estamos à sua disposição!

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Arquitetura Residencial

Antes e depois: o processo de desenvolvimento de uma reforma

Nas últimas semanas temos discutido aqui no blog sobre reformas, mostrando como minimizar possíveis transtornos, apresentando dicas e contando um pouco mais sobre esse universo da arquitetura. Hoje, finalizamos nossa série especial apresentando um pouco mais sobre o processo de desenvolvimento de uma reforma, mostrando o antes e depois de um projeto muito especial realizado pelo Studio Universalis. Esta reforma, executada no ano de 2021, teve como objetivo revitalizar o espaço de um apartamento mexendo o mínimo possível em sua estrutura.  Desde as primeiras conversas, o cliente apresentou o desejo de que fosse uma reforma econômica. Além disso, o prédio de alvenaria estrutural também estabeleceu diversas limitações quanto à modificação do espaço, já que não poderiam ser modificadas as paredes. Confira a seguir um pouco mais sobre como é este processo de desenvolvimento e execução de uma reforma e confira o resultado final do projeto de reforma residencial. Antes: o planejamento de uma reforma Os contatos iniciais para este projeto seguiram o padrão que já desenvolvemos aqui no Studio Universalis, com ênfase nas pessoas e na relação que elas estabelecem com os ambientes. O primeiro passo para compreendermos o que o cliente espera do projeto é uma conversa para entendermos seus principais desejos e necessidades. Nós do Studio Universalis realizamos esta conversa no local em que a obra vai ser feita, pois consideramos muito importante essa conexão entre pessoas e espaços. Neste primeiro momento, a conversa é onde tentamos entender o máximo possível sobre a demanda do cliente: o que ele deseja? O que imagina para os ambientes? Possui alguma referência que possa representar o que ele pensa para o espaço? O objetivo dessa conversa, mais informal, é entender quem são as pessoas, que uso fazem dos espaços, o que esse espaço precisa ter para satisfazer seus desejos e necessidades. Ao longo do projeto realizamos diversas conversas, para delinear uma proposta bem estruturada e relacionada aos desejos de quem irá usufruir dos ambientes. Depois disso, fazemos a medição do espaço e buscamos entender sua estrutura, para desenvolver as soluções mais assertivas. Posteriormente, passamos à etapa de construção do material nos softwares de maquete eletrônica, revisamos as medidas e tiramos as últimas dúvidas com o cliente. Após ter a estrutura estudada e montada, desenvolvemos as primeiras ideias na maquete eletrônica, afinando o projeto aos desejos do cliente. A partir daí surgem novas ideias e revisões, que são muito normais nos projetos de arquitetura. Após fecharmos e aprovarmos as primeiras ideias e soluções, passamos para a busca de acabamentos em lojas e fornecedores, afinando também os custos orçamentários da obra – tendo uma noção dos valores dos acabamentos e fornecimento de matérias primas. Depois da escolha dos materiais, é feito o projeto executivo, com todas as informações que a equipe que irá executar precisa para desenvolver seu trabalho. Um projeto executivo bem feito deve conter as informações técnicas de cada ação, acabamentos, quantidades e permitir à equipe de execução fazer um planejamento técnico da ordem de realização das ações e do tempo, dos recursos necessários para cada atividade e até mesmo dos recursos financeiros, pois, como comentamos em outros materiais, a determinação dos prazos também influencia no custo total da obra. Depois: o espaço reformado O objetivo principal desta reforma foi o de revitalizar os espaços do apartamento  sem grandes transformações em paredes e estruturas, já que o prédio é de alvenaria estrutural e, portanto, não seria possível mexer em sua estrutura. Para isso, pensamos detalhadamente sobre cada ambiente e, junto com o cliente, como poderíamos torná-lo mais bonito e aconchegante. O ambiente da cozinha foi totalmente reformado , e esta ideia surgiu ao longo do processo de revisão do projeto. O cliente foi vendo o potencial que a reforma apresentava e foi adicionando aspectos neste cômodo em específico.    O resultado final é um ambiente moderno, bonito e adequado às movimentações do dia a dia. Outro cômodo bastante interessante deste projeto é o banheiro, pois nele foram aproveitados alguns elementos como os armários, mas foi feita toda a troca de acabamentos. Confira, abaixo, fotos do cômodo antes da reforma: Nos banheiros optamos por soluções mais econômicas. Uma vez que o piso e o azulejo estavam em bom estado de conservação, fizemos apenas a troca do rejuntamento. A bancada do lavatório foi revitalizada com polimento e impermeabilização e trocamos as frentes das gavetas e portas do armário, visto que a estrutura ainda estava em bom estado. Também fizemos a limpeza técnica e a manutenção do box para que ele voltasse a funcionar adequadamente. Desta forma, conseguimos fazer com que estes banheiros passassem a ter seu visual totalmente renovado, com uma boa economia financeira. Nestes cômodos, aproveitamos as portas de vidro já existentes e a estrutura dos armários. Fizemos toda a troca do revestimento, refazendo o rejuntamento e a limpeza do espaço, trocamos as frentes de armários e os pisos e fizemos a troca de maçanetas de portas e dobradiças. O resultado final desse processo é que os banheiros ficaram muito mais confortáveis, com um ar mais moderno e com uma maior sensação de limpeza. Na sala e nos quartos o piso antigo foi substituído por um porcelanato. Usamos o mesmo modelo em todo apartamento, o que aumentou a sensação de amplitude.  Refizemos o forro de gesso da sala para que este tivesse um visual mais moderno e também para que pudéssemos adequar a iluminação ao novo leiaute. E falando em iluminação, há um aspecto importantíssimo dessa reforma, que foi a troca de toda rede elétrica do apartamento. Com o tempo e o uso, os cabos elétricos ressecam e o dimensionamento da rede elétrica passa a não mais atender às necessidades dos moradores, pois com o surgimento de eletrodomésticos novos, a tendência é que as famílias aumentem o seu consumo de energia, pelo uso de novos aparelhos. Assim, decidimos investir na troca de toda fiação do apartamento, assim como a adoção de luminárias com lâmpadas LED, que são muito mais econômicas. Todos os cômodos receberam uma pintura novinha tanto no teto, quanto

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