Skip to content
Arquitetura Residencial

Morar bem: o que significa, de fato, viver em uma casa bem pensada?

Se eu te pedisse agora para imaginar a sua casa dos sonhos, como ela seria? Talvez você pense em uma casa ampla, com jardim, uma varanda ensolarada e espaço para receber amigos nos fins de semana. Ou talvez imagine um apartamento compacto, funcional, bem localizado, onde tudo acontece a poucos minutos de distância. Pode ser ainda um refúgio silencioso no interior, cercado pela natureza, ou um imóvel contemporâneo no coração da cidade. Percebe como não existe uma única resposta? Para cada pessoa, a ideia de morar bem assume uma forma diferente. Do ponto de vista da arquitetura, existe algo em comum entre todas essas possibilidades: o espaço precisa responder com qualidade às necessidades de quem vive ali. E é justamente aí que começa o verdadeiro significado de morar bem: ele não está no tamanho do imóvel, nem no valor investido, nem na quantidade de ambientes. Ele está na relação entre o espaço e quem vive nele. Morar bem é quando a casa faz sentido para a rotina, para os objetivos, para o momento de vida e para os valores de quem a habita. Ao longo da vida, nossas necessidades mudam, a rotina se transforma, a família cresce ou se reorganiza. Em alguns momentos, o trabalho pode passar a acontecer dentro de casa. Nosso corpo muda, as prioridades mudam, o ritmo da vida muda. E, com isso, uma casa que hoje funciona perfeitamente pode deixar de nos atender amanhã se não tiver sido pensada com inteligência e sensibilidade. Por isso, morar bem não é um conceito estático, uma verdade que funciona pra todo o sempre, é um processo de alinhamento constante entre espaço e vida. Para algumas pessoas, morar bem é uma casa grande com jardim e espaço para receber a família. Para outras, é um apartamento compacto e funcional no coração da cidade. Mas, afinal, o que define uma casa bem pensada? Quando entramos em um projeto verdadeiramente bem resolvido, não é apenas a estética que chama atenção. Claro, a beleza importa, mas ela não sustenta sozinha a qualidade de um espaço. O que realmente diferencia uma casa bem pensada é a forma como ela responde às demandas das pessoas que vivem ali. Uma casa bem pensada é aquela que considera a acessibilidade como parte natural do projeto, por exemplo. Isso significa pensar, durante o projeto, em circulações fluidas, em espaços que não criem barreiras desnecessárias, em soluções que permitam a autonomia e segurança de todos os moradores ao longo do tempo.  Não é a ideia reducionista de “apenas atender a norma”, mas sim de projetar com responsabilidade, entendendo que a arquitetura precisa acompanhar as pessoas em todas as fases da vida e que, para isso, é necessário que os ambientes sejam acessíveis à diversidade de situações que a vida pode nos apresentar. Para isso, também é fundamental que os ambientes tenham flexibilidade, já que a vida não é rígida, e a casa também não deveria ser. Um espaço que hoje funciona como escritório pode, no futuro, se transformar em um quarto para acomodar uma visita ou até mesmo um filho. Uma área de lazer pode ganhar novas funções conforme a dinâmica familiar muda. Projetos que são inteligentes preveem essa possibilidade de adaptação. Mesmo sem conseguir antecipar todas as demandas futuras, é possível criar estruturas espaciais que permitam a transformação sem grandes rupturas. Outro ponto importante de um bom projeto residencial está no conforto ambiental. A qualidade de vida é influenciada por diversos fatores, e uma iluminação natural bem distribuída, ventilação cruzada eficiente, proteção adequada contra insolação excessiva, escolha consciente de materiais, todos esses fatores impactam na percepção que temos sobre os ambientes. O conforto verdadeiro não é um detalhe que é acrescentado no final do projeto, apenas na etapa de acabamentos, ele é a base, pois permite a redução do consumo energético, melhora a saúde, traz bem-estar e torna a experiência de morar mais leve e sustentável. E há ainda algo que talvez seja o mais importante para um projeto residencial: a identidade. Uma casa bem pensada reflete a essência de quem mora ali. Ela não replica tendências apenas porque estão em alta, mas ela relaciona os gostos pessoais ao ritmo daquela família. A arquitetura, sobretudo nos espaços residenciais, tem o poder de traduzir valores, hábitos, memórias e expectativas em uma experiência concreta que respeita o estilo de vida dos moradores. Existe uma diferença significativa entre uma casa bonita e uma casa bem pensada.  Uma casa bem pensada facilita a rotina, reduz fricções desnecessárias, acolhe e evolui junto com quem a habita. Nesse processo, talvez a pergunta mais importante não seja “minha casa é bonita?”, mas sim: ela está alinhada com quem eu sou hoje? Ela tem potencial para acompanhar quem eu serei amanhã? Ela facilita minha vida ou cria obstáculos no dia a dia? Morar bem é o resultado de decisões arquitetônicas estratégicas e de um projeto bem estruturado. No fim das contas, morar bem é viver em um espaço que cuida e que atravessa o tempo com você. Um espaço que não precisa ser perfeito, mas que deve ter significado e afeto. E você… quando imagina sua casa dos sonhos, o que realmente está buscando?

Ler post »
Arquitetura Inclusiva

É possível tornar acessível um apartamento que já estava em construção?

Muita gente acredita que acessibilidade só pode ser pensada no início de um projeto. Afinal, quando a obra já está em andamento, parece difícil ou até mesmo impossível imaginar mudanças.  Mas será que é mesmo assim? A verdade é que sempre existe caminho para transformar um espaço em um lar acessível, desde que haja planejamento, criatividade e sensibilidade às necessidades das pessoas que irão morar ali. Foi justamente esse o desafio de um projeto que desenvolvemos aqui no Studio Universalis, onde tivemos que adequar a planta de um apartamento em construção para que uma pessoa usuária de cadeira de rodas pudesse viver com autonomia e qualidade, junto da família. Neste artigo vamos te apresentar como isso foi feito e quais as soluções que buscamos para tornar o apartamento acessível sem perder a identidade do projeto original. O desafio: tornar acessível um apartamento já em obra A planta original do apartamento parecia completa: quatro quartos (um deles suíte com closet), dois banheiros, sala, cozinha e despensa. Mas, na prática, os espaços não ofereciam acessibilidade: faltava área para circulação, os banheiros eram estreitos e a cozinha não se integrava aos espaços sociais, dificultando a convivência. Planta original de apartamento sem adaptações para acessibilidade Além disso, era preciso pensar em soluções que se adequassem às normas de acessibilidade e à realidade financeira e estilo de vida da família. Partimos desse ponto para pensar como reestruturar esse espaço sem perder sua identidade. Como a adaptação foi feita? A solução começou com uma decisão importante: transformar os 4 quartos em 3. Essa escolha liberou espaço para ampliar os banheiros, permitindo manobras confortáveis e seguras para a moradora em cadeira de rodas. A cozinha foi integrada à sala, criando um ambiente social fluido e acolhedor, onde todos pudessem se reunir sem barreiras físicas. Outro ponto importante foi a reorganização da despensa, que ganhou muitos armários planejados, garantindo funcionalidade sem comprometer a circulação. Assim, o pavimento inferior passou a ser totalmente acessível e quartos, banheiros, sala e cozinha foram redesenhados para atender às necessidades da família sem perder o aconchego de um lar. Layout do Primeiro Pavimento com adaptações no projeto No pavimento superior, a atenção se voltou para a chegada ao apartamento. Foi necessário ampliar o espaço em frente ao elevador, assegurando que o acesso fosse confortável e a sala original deu lugar a um lavabo, uma sala de TV e um espaço gourmet com churrasqueira, perfeitos para os momentos de encontro em família. Layout do Segundo Pavimento com adaptações no projeto A área de serviço também foi ampliada, pensando no dia a dia, e o terraço externo se transformou em um ambiente de lazer inclusivo: de um lado, a vista para a praça; de outro, uma pequena horta e uma ducha pressurizada, com a Serra do Curral como pano de fundo. O que esse projeto nos ensina? O principal aprendizado que temos com esse projeto é que a acessibilidade é sobre pessoas. A acessibilidade é sobre garantir autonomia, conforto e dignidade, e as normas são o que nos garantem a projeção dos espaços de forma a possibilitar isso. Mas o ponto de partida deve ser sempre quem irá interagir com aquele ambiente, quais suas características, demandas, e como o espaço deve ser para que possa oferecer o máximo de conforto e bem-estar. Projetar com acessibilidade é olhar para cada projeto de forma única, trazendo soluções criativas que respeitam a diversidade da vida. No Studio Universalis, acreditamos que cada espaço pode (e deve) ser inclusivo. Mesmo quando a obra já está em andamento, há sempre caminhos para transformar ambientes em lugares onde todos se sintam parte. 👉 Se você também tem dúvidas sobre como tornar sua casa ou apartamento acessível, entre em contato com a nossa equipe. Juntos, podemos pensar em soluções que unam funcionalidade, beleza e acolhimento. (31) 98797-2392 contato@studiouniversalis.com.br E se você é arquiteto ou engenheiro e quer aprender como aplicar acessibilidade nos seus projetos, baixe gratuitamente o nosso eBook “Acessibilidade na Arquitetura: um guia essencial para arquitetos e engenheiros”. Nele você encontra este e outros estudos de caso, além de orientações práticas para adaptar diferentes tipos de espaços, unindo técnica, criatividade e acolhimento. Clique aqui e acesse.

Ler post »
Arquitetura comercial

Você sabe o que é um projeto executivo de arquitetura? Descubra por que ele é essencial para sua obra

Quando falamos em construir ou reformar, uma dúvida muito comum entre nossos clientes é: “Por que preciso de um projeto executivo? Não posso construir apenas com o projeto da prefeitura?”  Apesar de ambos os projetos se referirem à mesma obra, seja ela construção ou reforma, cada um possui uma finalidade diferente.  Enquanto o projeto de prefeitura é um documento essencial para obtenção do alvará de construção, ele não é suficiente para garantir que sua obra seja executada com qualidade, economia e segurança. Aqui no Studio Universalis, entendemos que a arquitetura é feita com e para pessoas, pois parte da relação que temos com os espaços: os ambientes devem ser pensados a partir da experiência do usuário, coordenada com a viabilidade técnica. Na nossa perspectiva de atuação, o espaço é pensado para ampliar as possibilidades de interação, e, por isso, acreditamos que compreender o processo por trás do desenvolvimento de um projeto é essencial para que cada etapa da sua obra seja bem-sucedida. Na publicação de hoje vamos explorar as diferenças entre os tipos de projeto e destacar a importância do projeto executivo para uma obra mais segura e econômica. Entendendo as etapas do projeto de arquitetura Para quem não está familiarizado, um projeto de arquitetura pode parecer complexo e burocrático. Para facilitar a compreensão, é importante saber que o projeto arquitetônico é um conjunto de várias etapas de trabalho distintas e cada uma destas etapas possui um objetivo e um tipo de contribuição específica, para que no final tudo ocorra de forma tranquila, organizada e que sua obra seja rápida e econômica. Cada projeto é desenvolvido em várias etapas, e cada uma delas tem uma função específica: Por que o projeto executivo é indispensável? Um erro muito comum é acreditar que o projeto aprovado na prefeitura pode ser usado para executar a obra. No entanto, como vimos na seção anterior, o projeto de prefeitura não contém detalhes essenciais para guiar a equipe de execução.  Quer entender melhor como isso funciona? Veja alguns exemplos práticos. No projeto de prefeitura: há apenas a indicação das medidas gerais dos ambientes, com o posicionamento das portas e janelas e a indicação das suas dimensões apenas para se conferir se os ambientes atendem aos parâmetros de iluminação e ventilação mínimos exigidos pela legislação. Não há especificação de materiais. No projeto executivo: além das medidas dos ambientes, define-se o material a ser utilizado na execução das alvenarias, o tipo de acabamento e como isso se integra com os demais elementos, os materiais das portas e janelas e seus sistemas de abertura, entre outras informações importantes para quem vai executar a obra. Além disso, o projeto executivo evita problemas como erros estruturais, alterações indesejadas nas fachadas e ambientes internos que possam comprometer a beleza da edificação, desperdício de tempo, mão-de-obra e material com serviços que precisam ser refeitos por falta de planejamento prévio, entre outros problemas, pois já considera todos os materiais, as técnicas construtivas que serão utilizadas e a forma como os sistemas complementares de água, energia elétrica, por exemplo, serão integrado à edificação. Evita também o desperdício de materiais, compras mal planejadas ou desnecessárias, pois tudo é previsto conforme a necessidade de cada espaço e cada etapa da obra. Quer um exemplo rápido? Imagine a seguinte situação: você está reformando o banheiro e decide trocar o lavatório com bancada de granito com cuba de embutir existente por um lavatório novo, mais moderno e com uma cuba de apoio. Sem um projeto executivo, o pedreiro pode não considerar que a altura correta  da bancada de granito com cuba de apoio é diferente da altura da bancada que existe no seu banheiro. Resultado: o lavatório vai ficar muito alto e desconfortável para usar. Existente  Novo Repare na figura acima que a altura adequada para o assentamento das bancada é diferente, pois neste caso, o que deve ser priorizado é a altura da cuba. Este é um erro muito comum de se encontrar.  Os benefícios de um projeto executivo bem detalhado vão desde a economia, a segurança e a tranquilidade, poi com a possibilidade de prever e planejar melhor o uso dos materiais, evitamos desperdícios e retrabalhos e melhoramos a qualidade da execução da obra, pois, com detalhes técnicos estabelecidos no documento, a chance de uma execução mal feita ou equivocada fica reduzida. Outros pontos importantíssimos atrelados à existência de um bom projeto detalhado, é a integração com os projetos complementares (hidráulico, elétrico, estrutural) de forma que não haja conflitos que possam comprometer o resultado estético esperado e por fim, a agilidade na execução, pois com tudo especificado e claro para a equipe de obra, o resultado tende a ser uma execução mais rápida e com menos imprevistos. Bom, percebemos o quanto é importante, após a aprovação pela prefeitura, que o projeto executivo seja bem detalhado e estruturado. Mas então, sai muito caro ter um projeto executivo? Qual o custo que ele representa? Por mais que seja um trabalho essencial para garantir a qualidade do resultado final, todos os projetos juntos (arquitetônico e complementares) representam cerca de 2% do custo total da obra. Se compararmos com todos os seus benefícios, é um valor muito baixo! Esse investimento é uma fração pequena do orçamento total, mas gera grande economia ao evitar erros e otimizar o uso dos recursos. Quer construir ou reformar com economia e qualidade? Construir ou reformar exige mais do que “apenas saber onde ficam as paredes”. É preciso planejamento técnico, estratégico e detalhado para garantir que o resultado final seja mais do que satisfatório. No Studio Universalis, trabalhamos para que sua obra seja uma experiência tranquila, eficiente e que atenda aos seus sonhos e necessidades. Por isso, para nós, uma obra bem planejada começa com um bom projeto. Entre em contato conosco e descubra como um projeto executivo pode transformar sua obra: contato@studiouniversalis.com.br ou (31) 98797-2392. E se você tem dúvidas sobre projetos de arquitetura e  quer entender mais sobre como funciona o projeto executivo ou outras etapas da construção, acompanhe as redes sociais do

Ler post »
Arquitetura Residencial

As oportunidades presentes na Legislação Urbana de BH para empreendimentos imobiliários: você sabe como aproveitá-las?

Os desafios de capitais e grandes cidades são grandes e constantes, e para empresas que desejam empreender neste cenário complexo muitas dúvidas podem surgir. Para as construtoras, há uma demanda crescente por moradias, porém, compreender as particularidades dos espaços da cidades, os aspectos do mercado imobiliário local e os anseios e demandas das famílias que estão em constante mudança é essencial para oferecer soluções que atendam às expectativas desses consumidores e que sejam verdadeiramente lucrativas para o negócio. E são muitas as nuances do cenário urbano… Belo Horizonte, como uma das principais metrópoles do Brasil, enfrenta desafios urbanos complexos, como a alta densidade populacional, a necessidade de mobilidade eficiente e a preservação ambiental, além de questões ligadas à segurança pública. Para lidar com esses desafios, a cidade conta com um conjunto abrangente de normas e regulamentos que visam promover o desenvolvimento urbano sustentável, a qualidade de vida dos cidadãos e um ambiente mais seguro para todos.  Nos documentos oficiais, a prefeitura descreve de forma objetiva os principais desafios a serem superados, sendo eles: Tendo em vista este cenário, a legislação urbanística serve como um guia para um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável. E para as construtoras da região, entender essa legislação e o perfil do consumidor local é a chave para o sucesso, pois a partir disso será possível promover o desenvolvimento sustentável do município ao mesmo tempo em que oferece as soluções mais adequadas aos desejos e anseios dos consumidores.  Quer saber como isso é possível? Acompanhe a leitura deste artigo! Vamos te apresentar os principais insights da legislação do município de BH e como se relacionam com o perfil e comportamento do consumidor do mercado imobiliário, mostrando como aplicá-los no momento de conceber projetos inovadores e atrativos.  Para chegarmos ao objetivo do nosso artigo, precisamos entender sobre o que as leis de BH descrevem nos documentos oficiais. Salientamos que não se trata de apenas um  ou outro documento, mas uma série de determinações que buscam contribuir para a resolução das problemáticas identificadas. Por isso, nosso objetivo aqui não é discutir detalhadamente cada documento, mas sim apresentar as principais determinações que estão diretamente relacionadas ao mercado imobiliário na cidade. Para iniciar, falaremos sobre um dos principais conceitos abordados: a sustentabilidade, um dos pilares das políticas urbanas de Belo Horizonte e, para as construtoras, isso significa adotar práticas que minimizem o impacto ambiental e promovam o uso eficiente dos recursos. Dentre as práticas consideradas sustentáveis pela legislação municipal, estão aspectos de eficiência energética, como implementar sistemas de iluminação e climatização eficientes; a gestão adequada de resíduos, fazendo a sua correta separação, reciclagem e  compostagem; uso de materiais sustentáveis, com baixo impacto ambiental; e implementar as chamadas “infraestruturas verdes” – áreas verdes, telhados verdes e sistemas de captação de água da chuva. Apresentamos algumas matérias aqui no blog do Studio Universalis sobre como lidar com resíduos de forma mais sustentável, comentando acerca da crescente preocupação das empresas em relação à questão ambiental, destacando como o descarte e tratamento sustentável de resíduos desempenha um papel fundamental e como pode ser feito de forma mais responsável. A crescente escassez de recursos naturais, as mudanças climáticas, a poluição do ar e da água, e a degradação do ecossistema são desafios que não podem ser ignorados. Já comentamos anteriormente aqui no blog que, por conta deste cenário mundial, foi lançada a Agenda 2030 pela Organização das Nações Unidas (ONU). O documento estabeleceu 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) com metas claras a serem alcançadas até o ano de 2030 e entre esses objetivos destacam-se a ação pelo clima, a vida terrestre, e a parceria para o desenvolvimento sustentável. A busca por cumprir essas metas têm levado empresas de todos os tamanhos e setores a repensar suas práticas de negócios. O conceito de ESG, que avalia o desempenho de empresas em termos ambientais, sociais e de governança, tornou-se um critério-chave para investidores e consumidores mais conscientes com a  responsabilidade ambiental, passando a integrar estratégias de negócios cada vez mais inteligentes e comprometidas com este objetivo. Assim, as práticas sustentáveis que são incentivadas pelo poder público de Belo Horizonte também vão ao encontro de um cenário macro de mercado, onde construtoras e incorporadoras podem investir em soluções para otimizar recursos e valorizar seus imóveis. Um outro aspecto que também comentamos nos conteúdos do Studio Universalis e que está diretamente relacionado a essa questão diz respeito diretamente ao interesse dos consumidores: discutimos sobre como a emergência climática que enfrentamos em todo o mundo demanda soluções sustentáveis para as construções,  ao passo em que o consumidor mineiro também tem valorizado soluções arquitetônicas que se aproximam das ideias da arquitetura bioclimática, onde o design e a definição de elementos arquitetônicos é pensada para otimizar as relações entre ser humano e natureza, não apenas em relação às questões ambientais mas também no que diz respeito à melhoria das condições de vida, conforto e uso racional das fontes energéticas. Como exemplo, podemos citar o que o Instituto DATAZap apresenta sobre as motivações por trás da busca por um imóvel, onde, para a maioria dos entrevistados no estudo do perfil dos consumidores do mercado imobiliário de BH, as características e estrutura do imóvel são os principais motivos para buscar uma nova residência. Isso inclui a busca por imóveis maiores, arejados e com muita luz natural, características que valorizam o conforto e o bem-estar da família e que são tendências que podemos observar com a valorização das áreas de convívio dentro de casa – alinhadas, também, às práticas sustentáveis de otimização de recursos. Já com relação a outros elementos do espaço construído, o Código de Posturas de Belo Horizonte apresenta uma série de medidas visando o bom funcionamento do espaço público. As calçadas, por exemplo, devem ser projetadas e mantidas para garantir a circulação segura e confortável dos pedestres, com largura mínima, acessibilidade e materiais adequados que evitem quedas e acidentes. Os chamados “parklets” têm se mostrado soluções interessantes e muito valorizadas nas políticas públicas, pois transformam vagas de estacionamento em áreas de

Ler post »
Arquitetura comercial

Como a Legislação Urbana de Belo Horizonte pode impactar seu espaço comercial?

Administrar um estabelecimento comercial é um desafio constante, com uma infinidade de fatores que exigem atenção. No entanto, alguns aspectos cruciais, como a legislação urbana, muitas vezes são negligenciados por falta de informação – o que pode impactar significativamente no sucesso dos negócios e segurança dos lugares. O que você sabe sobre a legislação urbana de Belo Horizonte? Compreender e aplicar as normas urbanísticas não significa apenas a conformidade com a lei, pois a legislação pode ser uma ferramenta poderosa para impulsionar o crescimento do seu negócio, proporcionando economia de recursos, valorização da sua marca e contribuindo para um ambiente mais seguro. Se você é proprietário de um espaço comercial em Belo Horizonte, entender as nuances da legislação urbana é fundamental para maximizar os benefícios que seu empreendimento pode obter e garantir a segurança de todos. Neste artigo, vamos explorar os aspectos da legislação urbana de Belo Horizonte que são de particular interesse para empresas e espaços comerciais, com foco na segurança. Desafios e soluções urbanas em Belo Horizonte e as “gentilezas urbanas” Belo Horizonte, como uma das principais metrópoles do Brasil, enfrenta desafios urbanos complexos, como a alta densidade populacional, a necessidade de mobilidade eficiente e a preservação ambiental, além de questões ligadas à segurança pública. Para lidar com esses desafios, a cidade conta com um conjunto abrangente de normas e regulamentos que visam promover o desenvolvimento urbano sustentável, a qualidade de vida dos cidadãos e um ambiente mais seguro para todos. Os proprietários de espaços comerciais desempenham um papel crucial na conformidade com essas normas e na promoção da segurança, garantindo que suas atividades contribuam para um ambiente urbano mais organizado, seguro e sustentável. Um conceito central na legislação urbana de Belo Horizonte, e de especial importância para proprietários de estabelecimentos comerciais, é o de “gentilezas urbanas”. Essas práticas visam melhorar a qualidade do espaço público, promover a sustentabilidade e aumentar a segurança, abrangendo desde a construção de calçadas acessíveis e bem iluminadas até a instalação de mobiliário urbano, como bancos e lixeiras, em locais estratégicos para promover a visibilidade e o convívio social. Ao adotar gentilezas urbanas, os estabelecimentos comerciais não apenas cumprem a legislação, mas também colhem benefícios diretos em termos de segurança. Empreendimentos que investem em sustentabilidade, infraestrutura urbana adequada e iluminação contribuem para um ambiente mais seguro, atraindo mais clientes e reduzindo a probabilidade de ocorrências criminais, além da tendência a  receber maior reconhecimento e apoio da comunidade e do poder público. A sustentabilidade é um dos pilares das políticas urbanas de Belo Horizonte e, para os proprietários de espaços comerciais, isso significa adotar práticas que minimizem o impacto ambiental e promovam o uso eficiente dos recursos. Dentre as práticas consideradas sustentáveis pela legislação municipal, estão aspectos de eficiência energética, como implementar sistemas de iluminação e climatização eficientes; a gestão adequada de resíduos, fazendo a sua correta separação, reciclagem e  compostagem; uso de materiais sustentáveis em suas construções e decorações, com baixo impacto ambiental; e implementar as chamadas “infraestruturas verdes” – áreas verdes, telhados verdes e sistemas de captação de água da chuva. Para determinar questões específicas com relação às calçadas, parklets e até mesmo a publicidade disponível nos espaços públicos, o Código de Posturas de Belo Horizonte apresenta uma série de medidas visando o bom funcionamento do espaço público. Para isso, as calçadas devem ser projetadas e mantidas para garantir a circulação segura e confortável dos pedestres, com largura mínima, acessibilidade e materiais adequados que evitem quedas e acidentes. Já comentamos aqui no blog sobre a importância de calçadas acessíveis para a fruição de todas as pessoas nos  espaços urbanos e privados. A instalação de placas de publicidade deve seguir critérios específicos para evitar a poluição visual, garantir a segurança das pessoas e não obstruir a visão de motoristas e pedestres, o que pode causar acidentes. Além disso, é necessário obter licenças e seguir as regras de dimensões, localização e manutenção. Já os chamados “parklets” transformam vagas de estacionamento em áreas de convivência pública. Sua implantação requer licenciamento e deve seguir normas que garantam a integração harmoniosa com o ambiente urbano, a segurança dos usuários e a visibilidade para pedestres e motoristas. Fachada ativa: um conceito que revitaliza, valoriza e aumenta a segurança O conceito de fachada ativa, que promove o uso do térreo dos edifícios para atividades comerciais e de serviços que interagem com o espaço público, está contido nas normas urbanísticas de BH e, além de uma ótima estratégia para atração de público, também pode ser fundamental para a segurança dos bairros em Belo Horizonte. A legislação incentiva a fachada ativa como uma estratégia para revitalizar áreas urbanas, aumentar a segurança e o fluxo de pessoas nas ruas, especialmente em áreas com menor movimento. Dentre os benefícios das fachadas urbanas, podemos citar: Para implementar fachadas ativas, é fundamental seguir as diretrizes da legislação urbana de Belo Horizonte, que abrangem desde um design atraente e funcional, com vitrines amplas, entradas acessíveis e boa iluminação, até a interação com o espaço público, com vitrines voltadas para a rua, entradas convidativas e áreas de atendimento próximas à fachada. Além disso, é crucial garantir a conformidade com a legislação, obtendo as licenças necessárias e observando as regras de acessibilidade e segurança. Um aspecto que merece ser destacado é que os proprietários de estabelecimentos comerciais podem se beneficiar de parcerias e incentivos oferecidos pela prefeitura para a implementação de fachadas ativas, que podem incluir apoio financeiro e técnico. Para saber mais sobre as regulamentações municipais em Belo Horizonte, acesse o link e confira os materiais disponibilizados pela prefeitura. [LINK] … Ao compreender e aplicar a legislação urbana de Belo Horizonte, os proprietários de espaços comerciais podem potencializar seus estabelecimentos e promover a transformação urbana, contribuindo para uma cidade mais sustentável, acolhedora e segura para todos. Infelizmente, a maioria dos proprietários de estabelecimentos comerciais não explora estrategicamente esses conceitos, perdendo a oportunidade de impulsionar seus negócios e contribuir para a comunidade. Se você deseja aproveitar ao máximo o potencial do seu espaço comercial e garantir a

Ler post »
Arquitetura Residencial

O que desejam as pessoas ao decidir comprar um imóvel?

Em um cenário onde as dinâmicas familiares e as necessidades de moradia evoluem constantemente, compreender os anseios e demandas dos consumidores do mercado imobiliário é essencial para oferecer soluções que atendam às suas expectativas.  O DataZAP, importante fonte de inteligência imobiliária no Brasil, lançou um mapeamento do consumidor do mercado imobiliário em Belo Horizonte, onde é possível identificar algumas particularidades. A maioria do público corresponde a casais com a média de dois filhos, que geralmente são casados ou vivem em união estável e estão em uma faixa etária média de 46 anos, representando a geração X. Apenas essas características já podem trazer alguns indícios sobre o que esse público deseja, tendo em vista que, para esse perfil,  a preocupação com o espaço e a comodidade é bastante presente.  Ao analisar as motivações por trás da busca por um imóvel, para a maioria dos entrevistados, as características e estrutura do imóvel são os principais motivos para buscar uma nova residência. Isso inclui a busca por imóveis maiores, arejados e com muita luz natural, características que valorizam o conforto e o bem-estar da família e que são tendências que podemos observar com a valorização das áreas de convívio dentro de casa. Além disso, a localização também desempenha um papel importante, com muitos buscando bairros diferentes do atual ou procurando proximidade com o local de trabalho. Muitos desejam deixar para trás o aluguel, enquanto outros buscam um novo lar mais próximo do trabalho. Apartamentos são a preferência, com uma parcela significativa em busca por apartamentos padrão ou coberturas e a intenção de mudança é rápida para a maioria, com 65% dos entrevistados planejando se mudar para o novo imóvel em até 6 meses. Compreender as necessidades e desejos desse público permite que as empresas do setor direcionem seus esforços para atender essas demandas de forma eficaz e inovadora e o estudo do perfil do consumidor deve ser uma estratégia cada vez mais presente para ter insights valiosos sobre como atuar de forma mais assertiva no mercado. A valorização do conforto, da praticidade e da qualidade de vida são aspectos que emergem como temas centrais nas aspirações dos compradores de imóveis em Belo Horizonte e, portanto, estratégias que enfatizem o design de espaços amplos, iluminados e funcionais, aliadas a uma localização privilegiada, têm o potencial de atrair e fidelizar esse público exigente. Para alcançar os melhores resultados, o contato com profissionais especializados pode ser um diferencial para as empresas do ramo imobiliário. Ao colaborar com especialistas em arquitetura e design, as construtoras podem desenvolver projetos que estejam alinhados com as expectativas e preferências do consumidor, garantindo assim o sucesso e a relevância no competitivo mercado imobiliário de Belo Horizonte. Se você deseja encontrar parceiros estratégicos para o seu empreendimento, seja na área da construção civil ou da arquitetura, entre em contato conosco!  Agende uma reunião pelo e-mail contato@studiouniversalis.com.br, pelo telefone (31) 98797-2392.

Ler post »
Arquitetura Residencial

Comprar um imóvel novo ou investir em um antigo e reformar? 

No processo de busca por um novo lar, uma das questões mais cruciais que surgem é: comprar um imóvel novo ou investir na reforma de uma propriedade antiga?  Se você se encontra nesse dilema, saiba que não está sozinho. Ao decidir entre comprar um imóvel novo ou investir em uma propriedade antiga e reformá-la, surgem uma série de considerações cruciais que podem determinar não apenas o custo financeiro, mas também a qualidade e a adequação do espaço para suas necessidades específicas. No entanto, é fácil se sentir sobrecarregado diante dessa decisão, especialmente sem o conhecimento especializado necessário para compreender os aspectos técnicos e garantir a total segurança para sua escolha. Mas como decidir entre um imóvel novo e um antigo? Por entendermos como este processo de decisão pode ser difícil, o objetivo deste conteúdo é ajudá-lo(a) a tomar a decisão mais informada e vantajosa, levando em consideração não apenas suas preferências pessoais, mas também aspectos técnicos, legais e estruturais que podem impactar significativamente sua experiência de moradia. Sabemos que o momento de realizar o sonho da casa própria é marcante e está carregado de emoções, mas a decisão da escolha do imóvel mais adequado para você e sua família deve ser feita de maneira racional, considerando diversos aspectos, desde conforto e comodidade até questões estruturais do espaço. Esta não é uma tarefa fácil, pois envolve uma série de fatores, desde preferências pessoais até considerações técnicas e legais. A seguir, confira algumas considerações importantes sobre estes dois cenários:  A partir do projeto arquitetônico é possível tomar decisões importantes para a personalização e adequação do imóvel ao perfil dos moradores, por isso é um documento valioso. Adquirir um imóvel na planta pode ser interessante do ponto de vista das personalizações. Não é possível prever tudo o que irá acontecer em uma reforma, pois várias características ocultas do imóvel aparecem durante o processo. Além disso, os ruídos e resíduos da reforma podem não ser agradáveis se você optar por seguir no imóvel enquanto está sendo reformado. A escolha do imóvel ideal deve ser feita de modo a acomodar todos os moradores ao longo da vida. No fim, a escolha entre comprar um imóvel novo ou investir em uma reforma é altamente pessoal e dependente de uma série de fatores individuais. É por isso que nossa equipe está aqui para oferecer suporte e orientação personalizados, ajudando você a tomar a decisão certa para suas necessidades e objetivos específicos. Portanto, se você está se perguntando qual é a melhor opção para você – comprar um imóvel novo ou investir em uma reforma -, não hesite em entrar em contato conosco para saber mais sobre como podemos ajudá-lo a encontrar a resposta certa. Agende uma reunião pelo e-mail contato@studiouniversalis.com.br, pelo telefone (31) 98797-2392. No Studio Universalis, estamos comprometidos em tornar sua jornada rumo à propriedade dos sonhos o mais suave e gratificante possível. 

Ler post »
Arquitetura Corporativa

Construção: Como lidar com resíduos de forma mais sustentável

Vivemos em uma era em que a conscientização ambiental nunca foi tão urgente e premente. Empresas de todos os setores estão enfrentando uma crescente pressão para adotar práticas mais sustentáveis e responsáveis, portanto nesse contexto o descarte e tratamento adequado de resíduos emergiu como um tópico crucial a ser considerado. Hoje, vamos explorar a crescente preocupação das empresas em relação à questão ambiental, destacando como o descarte e tratamento sustentável de resíduos desempenha um papel fundamental e como pode ser feito de forma mais responsável. No cenário atual, a proteção do meio ambiente não é mais uma opção, mas uma necessidade: a crescente escassez de recursos naturais, as mudanças climáticas, a poluição do ar e da água, e a degradação do ecossistema são desafios que não podem ser ignorados. Já comentamos anteriormente aqui no blog que, por conta deste cenário mundial, foi lançada a Agenda 2030 pela Organização das Nações Unidas (ONU). O documento estabeleceu 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) com metas claras a serem alcançadas até o ano de 2030 e entre esses objetivos destacam-se a ação pelo clima, a vida terrestre, e a parceria para o desenvolvimento sustentável. A busca por cumprir essas metas têm levado empresas de todos os tamanhos e setores a repensar suas práticas de negócios. O conceito de ESG, que avalia o desempenho de empresas em termos ambientais, sociais e de governança, tornou-se um critério-chave para investidores e consumidores mais conscientes com a  responsabilidade ambiental, passando a integrar estratégias de negócios cada vez mais inteligentes e comprometidos com este objetivo. Nesse contexto, o descarte de resíduos é um ponto crucial, uma vez que o tratamento inadequado pode causar danos significativos não apenas ao meio ambiente, como também à reputação de uma empresa, afetando inclusive diretrizes previamente estabelecidas em seu planejamento de longo prazo.  É importante destacar que o descarte sustentável não se trata apenas do cumprimento de regulamentações governamentais, mas também engloba a adoção de práticas que preservem a saúde das pessoas e minimizem os desperdícios de materiais, como por exemplo, através da reciclagem dos insumos e da redução de emissão de carbono nos processos da cadeia produtiva. A inovação nos projetos também passa pelo correto descarte e tratamento de resíduos Engana-se quem pensa que projetos considerados complexos ou inovadores são sinônimos de cuidado com o descarte e tratamento de resíduos. Há, inclusive, casos de construções consideradas ícones do luxo e da inovação, como o majestoso arranha-céu Burj Khalifa em Dubai, que, apesar de ter sido construído para ser o maior edifício do mundo, enfrenta um desafio significativo decorrente da falta de infraestrutura da cidade: a falta de um sistema de esgoto capaz de atender suas necessidades. E não há nada mais básico em um edifício do que a coleta e a destinação do esgoto para o correto tratamento. Segundo Kate Ascher, autora do livro “The Heights: Anatomy of a Skyscraper”, o Burj Khalifa produz quase 15 toneladas de esgoto diariamente. Atualmente, a solução adotada envolve o uso de caminhões para transportar diariamente esses resíduos até usinas de tratamento de esgoto. Essa abordagem não apenas gera desafios logísticos complexos, mas também tem impactos ambientais e econômicos significativos. Os caminhões de esgoto frequentemente aguardam em filas, ultrapassando 24 horas em alguns casos, para descarregar sua carga. Além disso, muitas vezes, eles precisam retornar ao Burj Khalifa para coletar mais resíduos. Essa situação não apenas resulta em atrasos e custos adicionais, mas também tem um impacto negativo no trânsito e na qualidade do ar da cidade. Atualmente, políticas públicas estão em andamento para desenvolver um sistema de esgoto interligado que deve atender a todos os edifícios da cidade, mas a previsão é que isto ocorra somente em 2025.  E no Brasil, como andam as coisas? Dentro do panorama urbano do Brasil, é evidente que há diferenças na forma de coleta e tratamento de esgoto. As grandes cidades, por exemplo, enfrentam dificuldades significativas no que diz respeito a este cenário, uma situação que, apesar dos avanços, ainda não alcança todos os bairros de forma eficiente.  Nas regiões mais distantes, o uso de fossas sépticas continua sendo uma prática comum. Contudo, é crucial salientar que, se não forem devidamente instaladas e mantidas, essas soluções têm o potencial de contaminar não apenas o lençol freático, como também comprometer as fontes naturais de água. Para além das moradias, vemos problemas semelhantes, e até mais graves do que o caso de Dubai, ocorrendo em todo o Brasil, com os mais diversos tipos de estabelecimentos comerciais como, por exemplo, restaurantes, hospitais e até indústrias, que teoricamente deveriam estar mais bem preparados para lidar com a gestão dos resíduos gerados por suas atividades. Como a arquitetura contribui para o manejo mais sustentável de resíduos? Em meio aos desafios de sustentabilidade, é importante reconhecer a intrínseca conexão entre a arquitetura, a construção de espaços e a implementação adequada de sistemas de saneamento.  Neste sentido, a arquitetura, juntamente com a engenharia de instalações, desempenha um papel vital, não apenas na estética e funcionalidade dos empreendimentos, como também na concepção de soluções que tornem o tratamento de resíduos mais simples e efetivo, como por exemplo, implementando sistemas para o escoamento do óleo de cozinha diretamente das unidades habitacionais para tanques de armazenamento e coleta deste tipo de resíduo. Outro aspecto crítico reside na correta execução dos sistemas, pois é comum a concepção equivocada de que a simples conexão de banheiros, cozinhas e áreas de serviço à rede pública de esgoto é suficiente. No entanto, essa percepção negligencia a importância das caixas de gordura e caixas de sabão, que não devem ser direcionados diretamente à rede pública, já que esses resíduos devem ser periodicamente recolhidos e descartados de forma apropriada, para evitar o entupimento da rede e danos ao meio-ambiente. Ao projetar edificações com a correta integração desses sistemas, é possível reduzir não apenas os custos operacionais, como também aumentar a eficiência dos empreendimentos e a minimização do impacto ambiental.  Além disso, é importante lembrar que a fiscalização ambiental desempenha um papel fundamental na garantia

Ler post »
Arquitetura Residencial

Como construtoras podem aproveitar o retorno do Minha Casa Minha Vida para alavancar a venda de imóveis na planta

O Minha Casa Minha Vida, criado em 2009, foi uma iniciativa governamental que se tornou referência no setor de habitação no Brasil e no mundo, porém nos últimos anos ficou defasado em relação ao valor dos imóveis contemplados e faixa de renda dos compradores, afastando do programa pequenas e médias construtoras e incorporadoras. Recentemente, o Minha Casa Minha Vida passou por mudanças significativas, ampliando a faixa de rendimentos para R$ 2,6 mil até R$ 8 mil mensais e as habitações para patamares entre R$170 mil na faixa 1 até R$ 350 mil na faixa 3, visando expandir o alcance e a acessibilidade ao benefício para um número maior de famílias.  Com o aumento do público-alvo contemplado pelo programa e a redução nos juros do financiamento habitacional abaixo da taxa Selic, a demanda por novos empreendimentos deve aumentar exponencialmente nos próximos anos, estimulando a atividade de todo o setor da construção civil de Norte a Sul do país.  Diante deste cenário de grandes oportunidades, como fazer para que os empreendimentos da sua construtora se tornem mais atrativos para quem vai escolher comprar seu primeiro imóvel ainda na planta?  No post de hoje vamos mostrar como aumentar a atratividade dos novos empreendimentos através do estratégico uso do design universal na proposta de negócios da sua construtora porque em um país como o Brasil que, de acordo com os dados do Censo de 2022, está passando por um processo crescente de envelhecimento populacional, pensar na longevidade de uso das moradias é essencial para atrair novos compradores. Afinal de contas, o que é Design Universal? O conceito  de Design Universal é o ponto de partida para a criação de espaços que sejam verdadeiramente confortáveis e funcionais para todas as fases e situações da vida. Baseia-se na ideia de projetar espaços que possam ser utilizados por todas as pessoas, independentemente de suas habilidades físicas, cognitivas ou sensoriais. Essa abordagem considera a diversidade humana em todas as suas dimensões, buscando criar ambientes acolhedores, seguros e funcionais para todos, não importando se serão jovens, idosos, gestantes, pessoas com deficiência ou com algum tipo de dificuldade para mobilidade que utilizarão os espaços. A partir desta abordagem, podemos aliar a qualidade ao valor de mercado e planejar ambientes que satisfaçam às necessidades dos mais diversos perfis de consumidores, com a valorização desses empreendimentos. Para isso, destacamos 7 elementos que são essenciais para se pensar ao projetar novos empreendimentos, sejam eles residenciais ou comerciais:  Ao projetar espaços, é essencial considerar a possibilidade de adaptação conforme as mudanças ao longo da vida. A flexibilidade dos ambientes permite que eles se ajustem às diferentes demandas, proporcionando conforto contínuo para os moradores. Considerar questões de mobilidade, saúde e preferências pessoais nos projetos é garantir que os espaços sejam verdadeiramente funcionais ao longo do tempo. A acessibilidade é um princípio central na Arquitetura e no Design Universal e é essencial para construtoras que buscam investir nos projetos do programa Minha Casa Minha Vida. Criar espaços acessíveis significa torná-los utilizáveis por todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas ou necessidades. Rampas de acesso, corredores e portas amplos, elevadores, sinalização clara e adequada são algumas medidas que promovem a inclusão e garantem o uso pleno dos espaços por todos. A atenção à ergonomia é fundamental para garantir espaços confortáveis e saudáveis. Ao considerar as dimensões e proporções do mobiliário e das atividades realizadas em cada ambiente, podemos criar espaços que promovam uma postura adequada e evite desgastes físicos desnecessários. Dessa forma, os ambientes se tornam mais agradáveis e funcionais para os usuários. Para criar ambientes agradáveis e saudáveis, a luz natural abundante e a ventilação adequada são elementos essenciais. Integrar a luz natural sempre que possível proporciona uma sensação de bem-estar e reduz a necessidade de iluminação artificial durante o dia. Além disso, garantir controles de iluminação de fácil acesso e compreensão é uma forma de promover a autonomia dos moradores do espaço. A escolha dos materiais e cores também influencia o conforto dos ambientes. Para projetar espaços mais longevos e confortáveis, opte por materiais sustentáveis, de baixa emissão de compostos orgânicos voláteis (VOCs) e fáceis de limpar, melhorando a qualidade do ar e a manutenção dos espaços. A seleção cuidadosa de cores apropriadas pode influenciar também o humor e a sensação de conforto dos usuários, tornando os ambientes mais acolhedores. Ao projetar espaços para todas as fases da vida, é fundamental considerar tanto os espaços de convivência quanto os espaços de privacidade. Áreas comuns para interação social devem ser acolhedoras e convidativas, enquanto espaços privados devem garantir a privacidade necessária para momentos íntimos. Além disso, pensar em espaços ao ar livre, como jardins e varandas, incentiva a convivência familiar e a troca de experiências entre as gerações. O último ponto que destacamos para projetar espaços com maior longevidade é a sustentabilidade, que deve ser uma preocupação constante nos projetos, sejam eles residenciais, comerciais ou industriais. Espaços pensados para serem utilizados ao longo da vida dos seus usuários devem ser projetados de forma a minimizar o impacto ambiental, através do uso de materiais reciclados, eficiência energética e aproveitamento de recursos naturais. Além disso, questões de sustentabilidade são percebidas como um diferencial no momento da compra do imóvel. Ao projetar ambientes residenciais, é importante aplicar os princípios do Design Universal na arquitetura para criar espaços atemporais, confortáveis e inclusivos que atendam às necessidades de qualquer pessoa, independentemente da fase da vida ou condição em que se encontrar.  Se você deseja aproveitar a oportunidade e investir na construção de residências de acordo com as exigências do programa Minha Casa Minha Vida, entre em contato conosco. A equipe do Studio Universalis está preparada para encontrar as melhores soluções para os seus projetos. Entre em contato conosco pelo telefone (31) 98797-2392 ou marque uma reunião pelo e-mail contato@studiouniversalis.com.br.

Ler post »
Arquitetura Residencial

A retomada do Programa Minha Casa Minha Vida e as oportunidades para pequenos construtores

O programa Minha Casa Minha Vida, criado em 2009, foi um grande impulsionador da economia brasileira em seus primeiros 7 anos de existência, tendo injetado mais de R$300 bilhões de reais no segmento da construção civil. Ao mesmo tempo, o MCMV também marcou um grande avanço na política habitacional brasileira, ao contemplar diversas camadas da população, com cerca de 4,2 milhões de moradias, incluindo as faixas mais carentes. Um dos principais destaques do Programa foi justamente a prioridade na construção de moradias populares, destinadas a famílias com renda de até R$1.800,00 e que faziam parte da chamada faixa 1, que garantia um subsídio de 85% a 95% do valor do financiamento de imóveis de até R$96 mil. A partir da substituição do MCMV pelo Minha Casa Verde Amarela, em 2019, a faixa 1 do programa foi suspensa para priorizar as demais faixas, que contemplavam cidadãos com renda mais alta, incluindo imóveis usados e de valores mais elevados, mas que por outro lado reduzia a possibilidade de acesso à moradia por pessoas das faixas de renda mais baixa. Essa política habitacional contribuiu diretamente para um aumento expressivo no déficit habitacional brasileiro, pois de acordo com a nota técnica “Déficit habitacional no Brasil – O impacto da cadeia produtiva da Construção Civil”, elaborada pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN) em meados de 2022, o Brasil possuía até aquele momento um déficit de quase 6 milhões de moradias, sendo predominante concentrado entre as classes de menor renda da população brasileira. Com a retomada do Programa Minha Casa Minha Vida, anunciado em 14 de fevereiro de 2023, em substituição ao Programa Minha Casa Verde Amarela, o Ministério das Cidades tem uma expectativa de que sejam contratadas pelo menos 2 milhões de moradias até o final de 2026, sendo ao menos metade destas voltadas à faixa 1, com valor estimado de até R$150 mil por unidade e destinadas para famílias com renda de até R$2.640,00. Após anúncio oficial da volta do MCMV, se criou uma grande expectativa em relação ao papel de grandes construtoras, como MRV, Tenda e Direcional na retomada do programa. Entretanto, apesar das perspectivas positivas, antes mesmo da suspensão do programa para a faixa 1 em 2019, estas mesmas construtoras já haviam abandonado projetos para este público por considerá-lo pouco rentável. Tendo em vista a grande perspectiva de crescimento do MCMV para a faixa 1 do programa e a falta de interesse por parte dos grandes construtores nacionais, abre-se uma grande oportunidade para que pequenos empreiteiros e construtoras locais abracem esse segmento de mercado. Uma das principais vantagens para os pequenos construtores é justamente o fato de que, apesar da menor rentabilidade das unidades, o financiamento das obras é garantido pelo governo federal, tornando o investimento muito seguro, podendo inclusive elevar um pequeno negócio ao patamar de uma grande empresa. Entretanto, para poder participar como empresa parceira do Governo Federal na construção de moradias voltadas a faixa 1 do MCMV é obrigatório que os empreendimentos contemplem a acessibilidade, tanto nas áreas comuns como dentro das residências. Para a maioria das pessoas, a acessibilidade é ainda vista como algo feito apenas para aqueles que possuem algum tipo de deficiência ou dificuldade de mobilidade. Porém essa é uma visão totalmente equivocada do conceito, visto que a acessibilidade é um benefício que alcança a todas as pessoas. Além disso, existe uma percepção generalizada de que projetos acessíveis são substancialmente mais dispendiosos do que aqueles que não contemplam este aspecto porque envolvem mudanças na infra-estrutura e equipamentos de apoio, porém o custo adicional de um projeto com acessibilidade bem planejado não passa de 1% do valor total investido. Já comentamos em outras publicações aqui no blog que espaços residenciais acessíveis são ótimas alternativas para que todos os moradores da casa possam usufruir dos ambientes por toda a vida com mais autonomia, liberdade e, acima de tudo, conforto. Sob o ponto de vista que quem irá ocupar os espaços, uma das grandes vantagens de residências acessíveis ou adaptáveis em relação aos imóveis tradicionais é a de não serem necessárias grandes reformas estruturais, nem mesmo fazer a troca de imóvel quando ocorrerem quaisquer mudanças ao longo da vida, sejam elas previsíveis – como o envelhecimento, por exemplo – ou imprevisíveis – como questões de saúde, mudanças no ritmo de vida, etc. Isso implica uma economia a longo prazo, já que reformas estruturais ou trocas de imóveis demandam um gasto consideravelmente elevado, e os espaços adaptáveis, por possuírem uma estrutura que possibilita as adequações, necessitam apenas de pequenas reformas. Além disso, há uma maior qualidade dos espaços, já que casas acessíveis costumam ter ambientes mais amplos para possibilitar a circulação sem obstruções e, consequentemente, espaços mais confortáveis. Com tantas vantagens, tanto para o consumidor final quanto para as construtoras, pensar na acessibilidade para os projetos residenciais deixa de ser algo distante e se apresenta como uma oportunidade real de negócios com maior qualidade sem a necessidade de grandes investimentos financeiros. Pensando nesta oportunidade, o Studio Universalis preparou uma condição especial para apoiar pequenos empreiteiros e construtoras interessadas em expandir suas operações neste segmento altamente atrativo.  Entre em contato pelo WhatsApp (31) 98737-2392, solicite um orçamento para seu empreendimento e aproveite esta grande oportunidade para expandir seu negócio.

Ler post »

Categorias